GRÂNDOLA
Praias de Grândola Voltam a conquistar Bandeira Azul e Qualidade de Ouro
Para o Município, os galardões atribuídos representam um reconhecimento da qualidade das praias do concelho
Praias de Grândola
Voltam a conquistar Bandeira Azul e Qualidade de Ouro
A atribuição das Bandeiras de Qualidade de Ouro pela Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, distinguiu a totalidade das praias do concelho, reconhecendo a elevada qualidade da água balnear registada de forma consistente ao longo dos últimos cinco anos, sem ocorrências de contaminação ou incumprimentos dos parâmetros legais.
No mesmo sentido decorreu a atribuição da Bandeira Azul, uma vez que, todas as praias candidatadas pelo Município a este programa foram aprovadas pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE), podendo voltar a hastear um dos mais reconhecidos símbolos do cumprimento de um conjunto de rigorosos critérios relacionados com a informação e educação ambiental, qualidade da água balnear, gestão ambiental, segurança, serviços, responsabilidade social e envolvimento comunitário.
Estas distinções são importantes e refletem um trabalho rigoroso de preservação do património costeiro, num território que enfrenta, atualmente, desafios associados à crescente procura turística e à pressão sobre a faixa costeira.
Num recente artigo de opinião sobre a preparação da época balnear, o Presidente da Câmara Municipal de Grândola, Luís Vital Alexandre, reconheceu que «existe um problema real no acesso às praias», sobretudo relacionado com a insuficiência de estacionamento e com o aumento da procura ao longo da costa, explicando que «reconhecido o problema, é necessário enfrentá-lo com responsabilidade e sem alimentar os mitos das soluções rápidas ou simplistas». O autarca sublinhou que o executivo municipal está empenhado em garantir melhores condições de acessibilidade, pois estão «conscientes de que este problema afeta diretamente os residentes, cujo acesso às suas praias é cada vez mais dificultado face ao aumento da procura, e sabendo que as soluções não são imediatas nem dependem apenas da Câmara, foi criada uma equipa multidisciplinar para estudar alternativas e trabalhar em articulação direta com a APA -Agência Portuguesa do Ambiente».
Luís Vital Alexandre admite que «as soluções estruturais exigirão uma revisão do atual POC ( Programa da Orla Costeira Espichel-Odeceixe). A Câmara Municipal está disponível para participar ativamente neste processo e para assumir a construção de novos estacionamentos, desde que existam mecanismos que facilitem a sua localização e o financiamento, incluindo recurso públicos e privados». Tendo em conta que o POC e os instrumentos municipais de ordenamento do território não anteciparam o aumento da procura, os processos de licenciamento – ambientais e urbanísticos – ignoraram os efeitos cumulativos da pressão turística sobre o litoral e os promotores privados falharam em assumir um compromisso mais profundo com o território e as suas exigências em termos de acessibilidades, cabe ao executivo reiterar «o compromisso de tornar as praias mais acessíveis, com transparência e responsabilidade», defendendo uma abordagem assente na «cooperação institucional e compromisso de todos os intervenientes – incluindo governo e os promotores privados», que permita conciliar a valorização do litoral com a proteção ambiental e a qualidade de vida da população.


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