SETÚBAL
A Península de Setúbal tem a taxa de desemprego mais elevada do país
Tema debatido nos encontros da região
Setúbal | Região
Encontros
A Península de Setúbal tem a taxa de desemprego mais elevada entre as regiões NUTS II do país. Muitos dos seus habitantes produzem valor noutras regiões, o que ajuda a explicar um PIB per capita baixo, apesar de o rendimento das famílias estar acima da média nacional.
Mas tem também uma grande capacidade exportadora e, em Almada, a segunda maior cidade universitária da Área Metropolitana de Lisboa, com cerca de 15 mil estudantes.
Foi aqui que o Encontro com a Região dedicado à Economia, Emprego, Inovação e Qualificação juntou João Couvaneiro (Egas Moniz School of Health & Science) e Eurico Cabrita (NOVA FCT) para debater como transformar esse potencial em emprego, inovação e talento que fique na região.
Foi deixado um desafio: olhar para o ensino superior como um setor exportador. Só na Egas Moniz, 1300 dos 3300 alunos são estrangeiros, com impacto na economia e na investigação.
O contraste foi lembrado: ao lado desta oferta, persistem zonas com alguns dos níveis de analfabetismo mais elevados do país. A qualificação continua a ser o ponto de partida. Para reter talento, é preciso pôr fim aos movimentos pendulares e criar condições para que empresas instaladas em Lisboa tragam parte da sua atividade para a margem sul. Também aqui não é preciso reinventar a roda.
As Agendas Mobilizadoras juntaram, pela primeira vez, universidades e empresas para criar novos produtos, e os próximos desafios são a inteligência artificial e a robótica.
Houve uma ideia comum a todas as intervenções: cada concelho, sozinho, pode pouco.

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