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Serra d’ Ossa está a arder. A maior mancha contínua de eucaliptos em Portugal está em perigo.

No terreno estão 276 bombeiros.

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Foto: Serra d' Ossa

Estremoz | Incêndio

Serra está a arder

Mato, pinhal e eucalipto estão no caminho das chamas. A serra d 0ssa, que entra pelos concelhos de Estremoz e Redondo, está em chamas desde as 19h40.

Nesta altura estão no terreno 279 operacionais apoiados por 97 viaturas. Fonte próxima do comando referiu à TDS que ‘tudo será feito para circunscrever o incêndio durante a madrugada’, evitando dessa forma que a serra venha a arder.

Sem meios aéreos, durante a noite, e com acessos difíceis os bombeiros não terão tarefa fácil para extinguir as chamas.

‘Ás primeiras horas do dia com a ajuda dos meios aéreos tudo pode ficar resolvido’, referiu a mesma fonte.

A zona que tem vindo a arder é uma zona de mato e pinhal.

Nesta altura a humidade está a aumentar, já está nos 53%, mas a temperatura está elevada, 22ºc. O vento é de 8Kms/h. (dados contabilizados ás 00h00)

Bombeiros tentam evitar o pior

A maior mancha contínua de eucaliptos em Portugal está em perigo. As atenções estão viradas para essa preocupação. São cerca de 6.000 hectares entre Borba, Estremoz e Redondo.

Em causa estão 11 milhões de árvores que representa o maior povoamento contínuo de Eucalyptus globulus no país.

Desde 1950, a serra foi profundamente transformada para a produção florestal intensiva de papel, substituindo grande parte da vegetação mediterrânica original (como azinheiras, sobreiros e castanheiros).

A história dos eucaliptos na serra

Em 1957, os técnicos que trabalhavam na Sociedade Portuguesa de Celulose em Cacia (Aveiro) descobriram que era possível obter pasta de papel a partir da madeira de eucalipto.

A árvore é originária da Austrália e tem um crescimento rápido.

Em Portugal, adaptou-se com facilidade às condições climáticas e à maioria dos solos, pelo que a sua plantação estendeu-se rapidamente por todo o território.
Em Estremoz, a SOCEL começou a plantar eucaliptos na serra d’Ossa, na década de 1960, em terrenos arrendados à Fundação da Casa de Bragança.
Onde havia sobreiros, azinheiras, estevas e medronheiros, a paisagem passou a ser dominada por eucaliptos, que têm o grande inconveniente de absorver toda a água de superfície.
A SOCEL construiu aceiros entre as árvores para prevenir a propagação de incêndios e instalou na serra um corpo permanente de guardas florestais.
Nos últimos anos, o Governo decretou algumas restrições a novas plantações, numa tentativa de conciliar os interesses da industria nacional de pasta de papel, que se tornou muito importante nas exportações do País, com a defesa do ambiente protagonizada por movimentos da sociedade civil cada vez mais ativos.
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