Crime
Pai pratica mais de 7.000 crimes de pedofilia incluindo a sua própria filha.
O arguido de 35 anos, está indiciado pela prática de, pelo menos, 864 crimes de abuso sexual de crianças agravado, de que foi vítima a sua filha, atualmente com 13 anos.
Abuso sexual de criança agravado | pornografia de crianças agravado
Prisão preventiva
Na sequência da detenção em flagrante delito por iniciativa da Polícia Judiciária de Évora, o Ministério Público apresentou, a primeiro interrogatório judicial um arguido, português, de 35 anos, indiciado pela prática de, pelo menos, 864 crimes de abuso sexual de crianças agravado, de que foi vítima a sua filha, atualmente com 13 anos.
O arguido foi ainda indiciado da prática de mais de 7000 crimes de pornografia de crianças agravado, incluindo-se no rol das vítimas, a sua filha.
O arguido vive em união de facto com a mãe da vítima, sendo o agregado familiar ainda constituído por um outro filho, um menino de 10 meses.
Encontra-se fortemente indiciado que o arguido, pelo menos desde 2019 e até à data da sua detenção, a 3 de novembro, abusou sexualmente da sua filha, desde os 6/7 anos, através da prática de atos sexuais de relevo, práticas que filmava e fotograva, disponibilizando tais captações através de plataformas informáticas acessíveis a um número indeterminado de pessoas.
No momento da sua detenção detinha consigo e no interior da sua residência, dispositivos eletrónicos e informáticos, onde se encontravam milhares de ficheiros contendo imagens e filmes de crianças e jovens, com idade inferior a 14 anos, em poses eróticas, exibindo lascivamente os corpos, os órgãos genitais e, noutros ficheiros, em atos sexuais explícitos.
Os factos ocorreram na residência do agregado familiar, em Portel.
Realizado o interrogatório e verificados os perigos de continuação da atividade criminosa, de perturbação do inquérito e de alarme social, o Ministério Público promoveu aplicação das medidas de coação de prisão preventiva cumulada com a de proibição de todos e quaisquer contactos, direta ou indiretamente, ou por interposta pessoa, com a vítima, a sua mãe e o irmão, quadro coativo integralmente acolhido pelo juiz de instrução criminal.
As investigações prosseguem sob a direção do Ministério Público, da 2.ª secção do DIAP de Évora, com a coadjuvação da PJ, Unidade Local de Investigação Criminal de Évora.


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