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ALENTEJO

Biale 27 vai passar pelos concelhos de Estremoz, Évora, Ponte de Sor e Portalegre

A Biale vai passar pelos concelhos de Estremoz, Évora, Ponte de Sor e Portalegre.

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3.ª Bienal Internacional do Alentejo

BIALE_27 está lançada no desafio   da sustentabilidade e do crescimento

A 3.ª Bienal Internacional do Alentejo tem início confirmado para o dia 12 de março de 2027, no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz, e estender-se-á também por Évora, Ponte de Sor e Portalegre, reunindo dezenas de artistas nacionais e internacionais até 10 de setembro de 2027.

Carlos Godinho, diretor artístico e presidente da ARTMOZ, associação com sede em Estremoz, que responde pela organização da Bienal, considerou este sábado, na cerimónia de lançamento realizada no Colégio do Espírito Santo, na Universidade de Évora, que “a BIALE_27 não foi desenhada para ser apenas uma sucessão de exposições ou uma montra passiva de objetos de arte. Esta terceira edição assume-se como um manifesto e um ponto de encontro reflexivo. Elegemos como eixo central a EcoCultura, cruzando de forma indissociável três realidades vitais: a Arte, o Ambiente e a Ruralidade.” Nesta declaração de interesses, quando “o mundo enfrenta o desafio urgente das alterações climáticas e debate o futuro da sustentabilidade”, Carlos Godinho colocou o Alentejo na primeira linha deste desígnio, “não como uma periferia isolada, mas como o laboratório ideal. Queremos que a criação contemporânea dialogue diretamente com a terra, com a paisagem, com os ecossistemas e com os saberes ancestrais.”

Aproveitando o palco da Universidade de Évora, o diretor artístico da BIALE_27 lançou um repto: “Queremos que as academias e a BIALE trabalhem lado a lado, transformando o conhecimento científico gerado nas salas das Universidades, do Alentejo, em matéria de reflexão artística, provando que a ciência e a arte são duas faces da mesma moeda na salvaguarda do nosso futuro comum.”

Assumindo um objetivo claro de expansão da Bienal Internacional do Alentejo, Carlos Godinho explicou que a BIALE_27 “descentraliza-se e desenha uma geografia cultural expandida no Alentejo”, com a criação de “um verdadeiro roteiro territorial que rasga caminhos para sul e para norte, estruturado através do envolvimento de quatro cidades fundamentais: Estremoz, Évora, Ponte de Sor e Portalegre. Este eixo não é aleatório; reflete a diversidade do próprio Alentejo e o empenho vital dos seus Municípios, cujos executivos municipais têm sido parceiros de primeira linha no terreno.”

António Candeias, reitor da Universidade de Évora e anfitrião do lançamento, sublinhou que a BIALE “é um projeto que se tem vindo a consolidar e entra agora numa nova fase”, saindo de Estremoz, para se tornar num projeto “de todo o território” do Alentejo. António Candeias referiu ser a Universidade de Évora “também uma casa de produção artística”, reafirmando o desejo de colaborar com a BIALE “de forma ativa”, no caminho da sustentabilidade, assumido no eixo central da EcoCultura. “Somos um território de baixa densidade populacional, mas podemos ser de alta densidade cultural”, afirmou António Candeias.

A vereadora da Câmara Municipal de Évora, Carmen Carvalheira, saudou a BIALE como um projeto ligado à ecologia, assumido entre uma população que se distingue pelo “saber fazer”, no caminho da “sustentabilidade”, quando existe o desafio de “gerir o legado para o futuro em tempos profundamente desafiantes e quando precisamos estar unidos.”

Henrique Sim-Sim, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-A) para a cultura, mostrou-se convicto na implantação da BIALE como a “grande Bienal Internacional de arte contemporânea do Alentejo”, à semelhança do que acontece com a Bienal de Cerveira, e foi mais longe quando reafirmou o território alentejano como de “grande densidade artística e cultural”, lançando o desafio de a BIALE poder tornar-se a próxima “grande Bienal de arte contemporânea em Portugal.”

Nas duas primeiras edições, a BIALE contou, em 2025, com mais de 240 artistas provenientes do Equador, Espanha, França, Suíça, Inglaterra, Itália e Brasil, e em 2023 marcaram presença artistas dos Estados Unidos, Austrália, França, Inglaterra, Itália, Espanha, Suíça, Geórgia, Angola, para além de Portugal.  

No plano artístico, a BIALE desafia os artistas a apresentarem as suas obras no Alentejo, em diálogo com o território, as paisagens e as comunidades locais. A seleção artística será orientada por critérios de qualidade, diversidade e relevância temática. A “Open Call” das candidaturas artísticas decorrerá de 1 de novembro a 31 de dezembro de 2026. Depois de já ter homenageado Armando Alves, a Bienal Internacional do Alentejo distinguirá, em 2027, o fotógrafo alentejano Edgar Martins.

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