SOCIEDADE
Feira anual da Azaruja é já este fim de semana
Esta feira franca pretende ser uma mostra de produtos regionais, promover a economia circular e impulsionar o turismo na freguesia.
De 11 a 14 de setembro
Feira Anual de Azaruja convida “ao vagar” de continuar a criar memórias
A tradição mantém-se viva e enraizada na comunidade e nos azarujenses espalhados por todo o país que estão a rumar, uma vez mais, à Azaruja para fazer da Feira Anual o seu momento de convívio, de regresso às origens e de reforço da sua identidade. Agendada para os próximos dias 11, 12, 13 e 14 de setembro, esta feira franca pretende ser uma mostra de produtos regionais, promover a economia circular e impulsionar o turismo na freguesia.
Organizar este certame bicentenário é um desafio para a autarquia que procura sensibilizar os empreendedores para a importância de mostrarem os seus produtos locais como a doçaria, o mel, os enchidos e o artesanato, bem como atrair novos expositores com ideias inovadoras e emblemáticas da modernidade.
Como é à mesa que também se criam memórias, os visitantes vão encontrar vários espaços de restauração onde podem desfrutar do conforto resultante de uma comida caseira com variedade de pratos, alguns que remontam aos tempos da cozinha das nossas avós.
Quatro dias de manifestações identitárias e culturais que perpetuam a memória de uma prática que nasceu da fé popular e se consolidou como um dos mais antigos marcos festivos do Alentejo.
História da Feira
Uma das mais antigas manifestações populares e religiosas do concelho de Évora, a sua origem remonta a 1799, na sequência de uma provisão régia concedida pela Rainha D. Maria I, em 20 de setembro de 1798, a pedido do Conde das Galveias, D. Francisco de Almeida Melo e Castro, administrador dos bens de sua mulher, D. Maria de Monserrate Lobo de Saldanha.
Foi instituída como resposta à enorme afluência de romeiros à Ermida de Nossa Senhora do Carmo, situada na herdade da Azaruja, onde se realizavam imponentes festividades religiosas em honra da padroeira.
A romaria, celebrada sobretudo no 16 de julho e, de forma mais destacada, no segundo domingo de setembro, era considerada uma das maiores do Sul do país, atraindo peregrinos de localidades distantes, alguns vindos de mais de 70 quilómetros.


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