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Acidentes

Prevenção Rodoviária continua a não resultar e números são cada vez piores

Governo diz que vai avançar com medidas.

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Foto: Arquivo TDS

Nacional | Acidentes

Reunião entre governo e forças de segurança

No âmbito da reunião entre o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, o Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, e os responsáveis das forças de segurança e a autoridade nacional de segurança rodoviária, foram divulgados os números da sinistralidade registados este ano, entre janeiro e junho.

A prevenção rodoviária continua a não chegar aos automobilistas e os números são preocupantes.

Sinistralidade 24h – janeiro a junho de 2026

• Registados 17.941 acidentes com vítimas, dos quais resultaram 225 vítimas mortais, 1.371 feridos graves e 20.724 feridos leves;
• Face ao período homólogo de 2025, registaram-se mais 23 vítimas mortais (+11,4%) e mais 89 feridos graves (+6,9%). Já na frequência de acidentes com vítimas e feridos leves, o saldo fixou-se em reduções de 0,7% e 2,1%, respetivamente;
• As zonas urbanas são as que concentram a maioria dos acidentes: 63,9%. Estes concentraram 32,9% das vítimas mortais e 47,1% dos feridos graves;
• Nos atropelamentos, observou-se um agravamento da mortalidade, com um aumento de 121,4% nas vítimas mortais (passando de 14 para 31) e um aumento de 2,8% nos feridos graves, apesar da redução nos acidentes (-3,0%) e nos feridos leves (-2,8%);
• Nas estradas nacionais ocorreram 18,4% dos acidentes, com 28% das vítimas mortais. Nas autoestradas, registaram-se 6,3% dos acidentes, com 11,1% das vítimas mortais.

Para inverter a subida da mortalidade e do número de feridos graves nas estradas portuguesas, o Ministério da Administração Interna, em conjunto com a GNR, a PSP e a ANSR, está e vai continuar a implementar um conjunto de medidas com objetivos quantificados e cujos resultados serão acompanhados em permanência.

Entre as principais ações está o reforço da fiscalização já planeada em função dos locais e horários em que se observa maior concentração de comportamentos de risco. A intensificação desta fiscalização traduzir-se-á num maior controlo de infrações críticas — como o excesso de velocidade, o consumo de álcool e o uso do telemóvel ao volante —, e no
reforço das operações conjuntas entre a GNR e a PSP, a par de intervenções diretas nos pontos negros e troços de maior concentração de acidentes.

Para responder ao agravamento do número de atropelamentos, será colocado em prática um plano extraordinário de fiscalização em zonas urbanas. Esta estratégia dedicada, em que autarquias locais, pelo conhecimento aprofundado que possuem, desempenham um papel fundamental, prevê:
• A identificação e intervenção urgente nos locais com maior incidência deste tipo de acidentes;
• O reforço da iluminação, sinalização e visibilidade das passadeiras;
• O lançamento de uma campanha de consciencialização dirigida tanto a condutores como a peões.

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