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Verdes interpelam governo sobre linha férrea de Beja

Leia a interpelação na sua totalidade do PEV na Assembleia

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O PEV Interpelou o Governo sobre “Combate às Alterações Climáticas: a Importância do Setor dos Transportes”.

Para assinalar o dia Mundial do Ambiente, o Partido Ecologista Os Verdes escolheu para tema da Interpelação ao Governo, que ocorreu hoje na Assembleia da República, “Combate às Alterações Climáticas: a Importância do Setor dos Transportes”.

Durante o debate o deputado ecologista, José Luís Ferreira, lembrou o compromisso assumido pelo governo e que falta cumprir relativamente à eletrificação de Beja /Casa Branca devolvendo a ligação direta da capital do Baixo Alentejo com Lisboa.

Interpelação – Combate às Alterações Climáticas: a Importância do Setor dos Transportes

Intervenção do Deputado José Luís ferreira

Todas as modalidades de transportes públicos são importantes e complementares para garantir a mobilidade das pessoas e combater as alterações climáticas, mas sem dúvida, que a ferrovia é a modalidade que melhor responde a estes dois desafios – mobilidade/alterações climáticas. 

Uma rede ferroviária moderna e bem planeada que interligue todo o território continental, aproximando o interior do litoral e o Norte do Sul e reabra as portas históricas com a nossa vizinha Espanha e o resto da Europa, é um pilar fundamental para o desenvolvimento do nosso país, para o bem-estar e mobilidade social das pessoas e para reduzir a pegada ecológica nacional no que diz respeito às alterações climáticas.

Foi por todas essas razões que o PEV colocou a questão ferroviária como uma das matérias essenciais durante as Conversações Conjuntas com o PS que permitiram estes 4 anos de Governação.

Os Verdes foram a “locomotiva” que puxou o transporte ferroviário para os carris da Governação. No entanto o comboio levou, na nossa opinião, poucas carruagens. O Governo tem consciência disso e por isso hoje não está aqui o Ministro das Infraestruturas para enfrentar o balanço.

O balanço mostra que se o Governo cumpriu alguns dos compromissos assumidos com O PEV, outros ficaram por cumprir nomeadamente um que nos parece estruturante, que tem a ver com o dar cumprimento à Resolução Parlamentar da AR, que teve origem numa proposta dos Verdes , de elaborar um documento estratégico que seria a base de um Plano Ferroviário Nacional, passou o prazo determinado e nem uma linha. 

Continuamos à espera que o Governo dê resposta aos compromissos assumidos com Os Verdes, mas também com as populações. 

Refiro-me concretamente:  ao Ramal de Portalegre que com a construção de uns meros 9 kms aproximará a capital do distrito, mais despovoado do país, a Lisboa, e ligará a sua zona industrial ao Porto de Sines, a Espanha e obviamente ao resto do país, abrindo as portas ao investimento e criando oportunidades de emprego. A reposição do transporte diário de passageiros na Linha do Leste, graças aos Verdes, e reabertura da ligação com Espanha, em Badajoz, foi um estímulo para o distrito de Portalegre que não pode voltar atrás e cujo o serviço necessita de ser melhorado, com mais horários.

Refiro-me ainda à eletrificação de Beja /Casa Branca devolvendo a ligação direta da capital do Baixo Alentejo com Lisboa;

Refiro-me à eletrificação da Linha do Douro até ao Pocinho e refiro-me ainda ao estudo da viabilidade de reabertura da Linha do Corgo.

É verdade que, e muito, por força desta locomotiva Verde, o Comboio passou a integrar as medidas da governação, não só com a reabertura de serviços, mas também com a aquisição e locação de novo material circulante. Mas o Governo demorou tanto a avançar com estas medidas que delas só veremos resultados lá para 2000 e…nunca mais. Resta-nos a EMEF como boia de salvação, para que não haja um colapso no serviço ferroviário.  

A EMEF viu entrar novos trabalhadores, mas não chegam, face às necessidades geradas pelo estado de degradação a que chegou o material circulante da CP, após décadas de subfinanciamento e sem qualquer investimento.

Pergunto, vai o Governo contratar, ainda este ano mais trabalhadores para a EMEF, tal como o propusemos no OE, mas o PS rejeitou? Ou temos que esperar pelo pior para depois contratar? Será preciso instalar-se o caos para depois agir?

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Política

Jerónimo de Sousa em Alter do Chão e a nova Lei de Bases da Saúde.

Secretário geral do PCP abordou a novo Lei de Bases da Saúde recentemente aprovada pelo presidente da república

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Jerónimo de Sousa almoçou hoje em Alter do Chão num ‘Almoço-comício da CDU.

Jerónimo de Sousa e a nova Lei de Bases da Saúde

Jerónimo de Sousa, referiu que se não fosse o PCP não havia nova Lei de Bases da Saúde. “Com a nossa intervenção, abriram-se possibilidades para uma lei de bases verdadeiramente progressista. Não sendo em todos os aspetos a versão que era necessária, e pela qual o PCP se debateu, responde a três questões essenciais”, assumiu.

Jerónimo de Sousa adiantou que “revoga a anterior lei aprovada nos governos de Cavaco Silva, em segundo, revoga a legislação das PPP [Parcerias Público Privadas] de 2002, impedindo a criação de novas PPP e, em terceiro lugar, consagra, na gestão do estabelecimento do SNS [Serviço Nacional de Saúde], o princípio da gestão pública e não o da mera responsabilidade pública”.

Antes do secretário geral do partido, Manuela Cunha, 1.ª candidata de CDU pelo círculo eleitoral de Portalegre, fez a sua intervenção abordando as principais questões que preocupam o distrito.

A intervenção da candidata

Manuela Cunha, animadora cultural, defendeu o papel do PCP na defesa da manutenção dos serviços no distrito assim como a luta do partido pelo aumento das reformas.

A contratação de novos enfermeiros foi igualmente destacado pela candidata que não esqueceu a contratação de novos guardas florestais, alguns deles para o Parque Natural de S.Mamede.

Os benefícios para as pequenas e médias empresas foi um outro dos temas também abordados por Manuela Cunha que frisou que a diminuição de população no Alentejo tem a ver ‘ com a diminuição do trabalho e de empresas na região’, frisou.

(foto TDS direitos reservados)

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