Últimas:
Universidade de Évora cumpre Agenda 2030 das Nações Unidas. – TDS Radio e Televisão do Sul
Siga-nos
blank

Educação

Universidade de Évora cumpre Agenda 2030 das Nações Unidas.

A Agenda 2030 reconhece a importância da educação para o desenvolvimento sustentável através do ODS 4 – Educação de qualidade.

Rádio e Televisão do Sul | TDS

Publicado

em

A Universidade de Évora é a primeira universidade portuguesa a mapear os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na sua oferta formativa, reforçando assim o seu alinhamento com as políticas traçadas na Agenda 2030 das Nações Unidas.

“O primeiro passo da UÉ no processo de mapear os ODS na sua oferta formativa consiste em reconhecer os contributos que uma determinada Unidade Curricular (UC) pode dar para os ODS.”

Por um lado, existem UC específicas sobre ODS (ou que contêm módulos sobre ODS) e, por outro, UC que, através dos seus resultados de aprendizagem, podem contribuir para alguns ODS.

Assim, se os objetivos de uma determinada UC estiverem alinhados com um ou mais ODS, ou se uma UC fornecer aos estudantes as competências para responderem aos desafios relacionados com um ou mais ODS, os mesmos serão assinalados na respetiva ficha de disciplina.

Trata-se de um procedimento ágil, que tem envolvido a comunidade académica e que coloca a Universidade de Évora a par de outras universidades de referência na Europa e no mundo.

O nosso planeta enfrenta preocupantes desafios sociais, económicos e ambientais. O ano 2015 ficou marcado pela definição da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que aborda várias dimensões do desenvolvimento sustentável e que promove a paz e a justiça.

Apresentados em setembro desse mesmo ano como pilares da Agenda 2030, os 17 ODS e as respetivas 169 metas, representam as prioridades e aspirações para a próxima década que influenciarão a qualidade de vida de todos os cidadãos.

A sua implementação requer o envolvimento e empenho de todas as partes: governos, empresas e pessoas. E as universidades, através das suas atividades educativas e de aprendizagem, devem desempenhar um papel importante na implementação dos ODS, contribuindo também assim para um futuro mais sustentável e inclusivo.

As universidades têm a capacidade de mobilizar os jovens para a importância da Agenda 2030, de proporcionar aos estudantes o conhecimento e as competências para enfrentarem os desafios dos ODS, bem como de promover oportunidades para melhoria das competências de estudantes e profissionais de países em desenvolvimento.

A Agenda 2030 reconhece a importância da educação para o desenvolvimento sustentável através do ODS 4 – Educação de qualidade, sendo que algumas das metas desse ODS exigem explicitamente a atuação das universidades.

Muitas outras metas têm uma relevância direta nas atividades de ensino e aprendizagem nas academias e, como tal, o ensino superior incorpora desde logo o ODS 4, pelo que este ODS está presente nas fichas de disciplina de todas as UC da Universidade de Évora.

Continuar a ler
Publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

avatar
700

Educação

Universidade de Évora instala Sistema de Alerta Precoce de Sismos.

Este Sistema de alerta é fundamental não só para Portugal, mas também para a Europa.

Rádio e Televisão do Sul | TDS

Publicado

em

A Universidade de Évora (UÉ) encontra-se a capacitar a rede nacional de monitorização sísmica, permitindo assim o desenvolvimento de um Sistema de Alerta Precoce de Sismos (Earthquake Early Warning System – EEWS), incluindo os gerados na região Atlântica adjacente ao território português. Este Sistema de alerta é fundamental não só para Portugal, mas também para a Europa.

“Universidade de Évora instala Sistema de Alerta Precoce de Sismos em Portugal”

A instalar em quatro locais na região algarvia o sistema (EEWS) baseia-se no intervalo de tempo entre as ondas sísmicas primárias (designadas por P, mais rápidas) e as ondas secundárias (designadas por S, mais lentas). O intervalo de tempo é calculado a partir das velocidades de propagação das ondas P e S. No entanto há que realçar “que as ondas S e de superfície são as mais destrutivas” explica Mourad Bezzeghoud, professor do Departamento de Física e investigador no Instituto de Ciências da Terra da Universidade de Évora.

“Quanto mais próximo estamos do epicentro, menor é o intervalo de tempo (entre P e S) e quanto mais próximo estamos do mesmo, mais graves são os estragos”, frisa o investigador da academia eborense, uma vez que, “quanto mais perto estamos do epicentro, menos tempo temos para alertar e reagir, e quanto mais longe estamos do mesmo, mais tempo temos para reagir e tomar medidas de proteção” acrescenta Mourad Bezzeghoud. O investigador sublinha que no caso português o tempo é contado em segundos ou minuto(s), “mas existem outras situações no mundo onde o tempo pode atingir dezenas de minutos ou até horas”.

O objetivo deste sistema implementado no nosso país, como sublinha Mourad Bezzeghoud, é “detetar os sismos e determinar algumas das suas características, incluindo localização e magnitude, antes que os efeitos dos fortes sismos atinjam áreas críticas” e desta forma, em tempo útil “permitam ser decididas e implementadas medidas de proteção”.

É através do projeto EMSO-PT – European Multidisciplinary Seafloor and water column Observatory, financiado pelo estado português e pela Comissão Europeia (programa Portugal 2020), que os investigadores pretendem criar e desenvolver infraestruturas de investigação científica e tecnológica no âmbito das Ciências do Mar e do Ambiente Marinho e com isso “alargar o número de estações sísmicas em terra, melhorando a rede de monitorização sísmica nacional”.

 Esta medida permite a criação de um sistema de alerta precoce para sismos, em particular, para casos de tsunami. As novas estações sísmicas ficam ligadas à unidade de investigação (ICT-UÉ) e à rede sísmica nacional coordenada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). “A localização e a magnitude são os principais dados através dos quais é possível desencadear algumas medidas de segurança automática em situações críticas, minimizando a destruição associada a eventos desta natureza” destaca Mourad Bezzeghoud.

O investigador recorda que numa situação semelhante à do sismo de 1969, que atingiu toda a região de Portugal, norte de Marrocos e parte de Espanha, sendo o último grande sismo a ocorrer em Portugal Continental, o sistema agora implementado “teria capacidade para registar as primeiras ondas que chegam a vários pontos junto à linha de costa, transmiti-las para um centro de cálculo onde os previsíveis efeitos desse sismo são estimados e se decide quais as medidas de proteção automática a implementar em instalações críticas, minimizando a destruição associada a este evento”.

Assim, o alerta precoce de sismos permite acionar mecanismos de segurança automáticos em instalações críticas, como gasodutos, comboios de alta velocidade, pontes, túneis, minimizando as perdas associadas ao sismo. “A ideia destes sistemas é ativar uma série de automatismos para avisar as forças de segurança e emergência” adianta o investigador a este respeito.

Mourad Bezzeghou recorda ainda que as placas tectónicas Euroasiática e Africana (Núbia) convergem e a mesma continua ativa sismicamente e vulcanicamente pelo que “a monitorização sísmica da região é fundamental não só para Portugal, mas também para Europa. As Quatro estações sísmicas são equipadas com sismómetros de banda larga (Guralp Posthole BB Radian, 60s) a instalar em furos a 30 m de profundidade, por forma a minimizar o ruído cultural. Para além dos sismómetros instalados em profundidade, cada estação será ainda equipada com um acelerômetro (Guralp Fortis) instalado na superfície.

Este acelerômetro será um elemento importante para uma mais eficaz caracterização dos movimentos, principalmente em situações de sismos fortes onde os registos do sismómetro podem saturar. É uma componente muito útil, em particular, para efeitos de EEWS. A densificação da rede é fundamental para uma localização precisa dos eventos sísmicos provenientes da região localizada a SW do Cabo de S. Vicente, já que é desta região que se prevê que ocorram eventos com grande potencial de destruição.

“A localização desfavorável desta região sismogénica exige que se aumente a densificação da rede para detetar, localizar e calcular de forma precisa os parâmetros sísmicos, designadamente a localização e magnitude, bem como outros parâmetros envolvidos no EEWS” resume o investigador da UÉ. Recorde-se que este projeto (EMSO-PT) cujo sistema será implementado envolve o IPMA, a Câmara Municipal de Vila do Bispo, a Câmara Municipal de Aljezur, da Junta de Freguesia de Bordeira e a Direção Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Algarve.

Continuar a ler

x
error: O conteúdo está protegido!!