Siga-nos

Artes

Teatro Garcia de Resende em Évora encerra para obras de 1,3 M€

A reabilitação física e funcional do edifício do TGR implica um investimento superior a 1 milhão e 385 mil euros, com prazo de execução da obra de 450 dias a contar da data da consignação.

Rádio e Televisão do Sul | TDS

Publicado

em

A empreitada da obra de reabilitação física e funcional do edifício do Teatro Garcia de Resende (TGR) foi adjudicada pela Câmara Municipal de Évora, aguardando-se agora o visto do Tribunal de contas para que os trabalhos possam ter inicio.

A rubrica do contrato de empreitada ocorreu ontem, 29 de outubro, tendo sido assinado pelo presidente da Câmara Municipal, Carlos Pinto de Sá e pelo administrador da empresa Teixeira, Pinto e Soares, S. A., Pedro Miguel Soares, e contou com a presença do vereador Eduardo Luciano.

A intervenção agora adjudicada tem o propósito de adequar o edifício ao cumprimento da legislação em vigor no que diz respeito à Segurança Contra o Risco de Incêndio. Vai também proceder-se à eliminação de barreiras arquitetónicas de modo a que o imóvel possa ser utilizado por cidadãos com mobilidade condicionada.

Este investimento insere-se no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Évora (PEDU), no âmbito do programa Alentejo 2020, constituindo-se como mais um passo na valorização dos equipamentos culturais que formam a base da candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura em 2027.

O Teatro Garcia de Resende, situado na Praça Joaquim António de Aguiar, foi inaugurado em 1 de Junho de 1892 e encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público, notabilizando-se como um dos mais representativos Teatros à Italiana existentes em Portugal.

 

Continuar a ler
Publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

avatar
700

Artes

Afinal quem são os indivíduos mumificados que estão na Capela dos Ossos ?

Num estudo realizado por especialistas em Antropologia Biológica em parceria com o Laboratório HERCULES da Universidade de Évora, Teresa Fernandes, bioantropóloga, concluiu que nem todas as lendas são verdadeiras. 

Rádio e Televisão do Sul | TDS

Publicado

em

Recorrendo a métodos de estimativa do sexo e da idade à morte, à pesquisa de lesões ósseas e dentárias e à análise de isótopos estáveis de Carbono e Azoto avançou-se no conhecimento sobre quem eram e como viveram estes indivíduos mumificados da Capela dos Ossos em Évora.

A bioantropóloga Teresa Fernandes, da Universidade de Évora, revelou que as duas múmias presentes na Capela dos Ossos, junto à Igreja de S. Francisco na cidade de Évora, pertencem a “uma mulher na casa dos 30 a 50 anos e a uma criança, do sexo feminino, com não mais do 2,5 anos”.

A revelação foi feita no interior da Igreja de S. Francisco, por lotação do espaço anexo à Capela dos Ossos, durante a iniciativa Conversas com Ciência, uma iniciativa em parceria entre a Universidade de Évora e a Câmara Municipal de Évora que contempla ações de divulgação científica direcionada para diferentes públicos.

A Capela dos Ossos da Igreja de São Francisco de Évora (século XVII), sobejamente conhecida pelo seu convite ao repouso eterno: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”, alberga duas múmias cuja história está envolta em mistério.

” Temos que recuar ao ano de 1750 para encontrar documentada a presença de múmias nesta capela cujas paredes interiores foram revestidas com ossos humanos. “

Os investigadores sublinham que, no caso das populações antigas, “o estudo dos seus esqueletos fornece dados acerca da sua demografia (ratios de idade e de sexos), saúde e bem-estar, dieta, violência, parentesco e modo de vida, ou padrões de actividade”.

Para encontrar respostas e conhecer mais sobre a história destas múmias, uma equipa de investigadores avançou em 2014 com uma campanha de investigação e restauro, abrangendo um processo de limpeza, conservação e estudo paleobiológico com recurso a observação macroscópica e análise imagiológica (Raios-X e Tomografia computorizada).

Graças a esta intervenção foi possível “estimar que a múmia adulta é de uma mulher que sofreu vários problemas de saúde ao longo da sua vida”. Teresa Fernandes sublinha que “para além de várias alterações degenerativas articulares, provavelmente relacionadas com a idade” a mesma mulher “teria sérios problemas de saúde oral”, sofrendo, inclusive “um processo infecioso, ativo aquando da morte, que produziu um abcesso na raiz dos molares superiores esquerdos, e perda ante mortem de 9 dentes”.

Os resultados deste estudo permitiram ainda saber da existência de um espessamento observável em ambos os seios maxilares bem como a “existência de sinusite maxilar crónica”, sendo que a própria “conformação do colo em ambos os fémures indica que o indivíduo apresentava coxa vara bilateral”.

Continuar a ler
Publicidade

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

OUTRAS NOTÍCIAS

Categorias

Comentários

ARQUIVO

CALENDÀRIO

Dezembro 2019
S T Q Q S S D
« Nov    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031  

Top

Copyright © 2019 TDS - Rádio e Televisão do Sul