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Agricultura

Sousel volta a ser ‘capital’ do borrego.

O ‘Ciclo de Conferências Terras do Borrego’ tem prevista uma passagem por cada um dos 15 concelhos do distrito de Portalegre ao longo do próximo ano, e tem como objetivo fulcral criar um portal de conhecimento e partilha entre os players e os stakeholders do setor, desde os empresários, aos produtores, aos veterinários, aos historiadores e aos decisores públicos.

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Sousel

‘Ciclo de Conferências Terras do Borrego’ arranca em Portalegre e discute a importância histórica da raça merina

Arranca esta quinta-feira, dia 24 de novembro, o ‘Ciclo de Conferências Terras do Borrego’, iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Sousel, no âmbito do projeto “Sousel, Capital do Borrego”, que visa promover e valorizar a presença histórica do gado ovino no concelho e na sub-região do Alto Alentejo.

A primeira conferência, cujo tema irá recair sobre a “Presença Histórica do Merino”, terá lugar no Centro de Congressos de Portalegre, pelas 15h00, e irá analisar sob diversos horizontes aquela que é a raça autóctone de maior implementação na região.

A cerimónia, com início previsto para as 15h00, arranca com uma sessão de boas-vindas levada a cabo pela presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Carvalho. Segue-se-lhe uma série de intervenções de individualidades ligadas ao setor: João Guilherme Dias, médico veterinário da Pasto Alentejano (a maior exploração ovina da Península Ibérica, sediada em Sousel); Pedro Vieira, chefe de divisão do Gabinete de Recursos Genéticos Animais da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV); e Tiago Perloiro, diretor executivo da Associação Nacional de Criadores de Ovinos de Raça Merino (ANCORME). A cerimónia encerra com o discurso de Manuel Valério, presidente da Câmara Municipal de Sousel, e com um pequeno momento lúdico musical.

Esta iniciativa decorre da afirmação de Sousel enquanto capital oficial do Borrego, devido ao reconhecimento atribuído à tradição secular da exploração ovina no concelho, resultante na afirmação do território como o maior produtor e fornecedor de carne de borrego do país, com mais de 80 explorações, entre as quais a Pasto Alentejano, a maior da Europa com certificação de Bem-estar Animal de acordo com os critérios internacionais.

O objetivo da marca “Sousel, Capital do Borrego” é promover a região de Sousel e do Alto Alentejo, bem como o seu património cultural, enquanto contribui para alavancar a economia local, estimulando todos os setores associados à produção e exploração de borregos, ao emprego, à exportação, ao turismo e a tantos outros setores da economia.

O ‘Ciclo de Conferências Terras do Borrego’ é uma das ações promocionais que fazem parte do projeto, em paralelo com a quinzena gastronómica Terras do Borrego, que teve em abril deste ano a 1ª edição, e que estará de regresso às mesas do Alto Alentejo no período de Páscoa do próximo ano.

Programa:

14h50 – Receção aos convidados;

15h00 – Sessão de Boas-vindas pela Sra. Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Eng.ª Fermelinda Carvalho;

15h15 – Dr. João Guilherme. Médico veterinário responsável pelo departamento de exploração ovina da Pasto Alentejano;

15h35 – Eng.º Pedro Vieira. Chefe de Divisão do Gabinete de Recursos Genéticos Animais da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV);

16h00 – Coffee Break;

16h25 -Engº Tiago Perloiro. Diretor Executivo da Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Raça Merino (ANCORME);

16h45 – Sessão de encerramento pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Sousel, Eng.º Manuel Valério;

17h00 – Momento musical.

A sessão será aberta ao público em geral.

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Agricultura

Ministra da Agricultura este sábado em Almodôvar

Faz esclarecimento sobre apoios de 2023-2027

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Almodôvar

Maria do Céu Antunes faz esclarecimento sobre apoios de 2023-2027

A ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes, vai estar este sábado em Almodôvar para uma sessão de esclarecimentos sobre os apoios nos próximos anos.

Em causa a implementação da política de apoios para os anos de 2023 a 2027.

O encontro com os agricultores terá lugar no Cineteatro Municipal de Almodôvar ás 10h30.

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Agricultura

Ministra da Agricultura ficou a conhecer o que se faz em redor de Alqueva

A governante inteirou-se dos projetos e atividade desta Associação Transfronteiriça de Municipios Portugueses e Espanhois em prol do territorio.

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Ministra da Agricultura e da Alimentação na Feira do Montado

Feira do Montado de Portel

Após a inauguração da Feira do Montado em Portel, a Ministra da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes visitou o stand da ATLA – Associação Transfronteiriça Lago Alqueva.

A governante inteirou-se dos projetos e atividade desta Associação Transfronteiriça de Municipios Portugueses e Espanhois em prol do territorio.

Em causa estão projetos do POCTEC\Interreg de Comunicação e afirmação do terrório, bem como a Estratégia Provere + Alqueva, atuamente em execução e coordenada pela ATLA, e que visa o fortalecimento e afirmação na região das fileiras do Turismo e da Agro-indústria, fileiras potenciadas pelo recurso água, associado às novas oportunidades geradas pelo EFMA – Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva.

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Agricultura

Aumento da pressão de pastoreio ameaça pastagens mais secas

Os investigadores do Centro de Ecologia Funcional (FCTUC), co-autores deste artigo científico, recolheram e processaram amostras, em dois locais no Alentejo, concretamente nas Herdades do Freixo do Meio e da Contenta.

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Estudo publicado na Science

aumento da pressão de pastoreio ameaça pastagens mais secas

Um estudo internacional com a participação de Alexandra Rodríguez, Helena Castro e Jorge Durán, investigadores do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), agora publicado na prestigiada Science, concluiu que o aumento da pressão de pastoreio ameaça as pastagens nas regiões mais secas.

A equipa, composta por mais de uma centena de cientistas, realizou uma monitorização global única, que incluiu 326 terras secas localizadas em 25 países de seis continentes, descobriu que o pastoreio pode ter efeitos positivos nos serviços dos ecossistemas, particularmente em zonas frias e ricas em espécies vegetais.

No entanto, este impacto passa a ser negativo em climas mais quentes e com menor
diversidade vegetal.

Os dados obtidos indicam também que as relações entre clima, condições do solo, biodiversidade e serviços do ecossistema medidos variam com a pressão do pastoreio. Segundo o artigo, a quantidade de carbono diminuiu e a erosão do solo aumentou à medida que o clima se tornou mais quente em condições de elevada carga de pastoreio, algo que não se observou sob baixa carga.

Assim, estes resultados sugerem que as respostas das terras secas às mudanças climáticas em curso podem depender da forma como é feita a gestão a nível local. «Nós usámos protocolos padronizados para avaliar os impactos do aumento da carga de pastoreio na capacidade das zonas secas de prestar nove serviços essenciais do ecossistema, entre os quais se incluem a fertilidade do solo, a produção de forragem/madeira e a regulação climática.

Assim, permitiu-nos caracterizar de que forma os impactos do pastoreio são dependentes das condições climáticas, do solo e da vegetação características de cada local, e adquirir informação adicional sobre o papel da biodiversidade na provisão de serviços do ecossistema, essenciais para a subsistência do Homem» diz Fernando Maestre, investigador da Universidade de Alicante e diretor do laboratório “Dryland Ecology and Global Change” (Ecologia de zonas áridas e alterações climáticas), líder do estudo.

Os investigadores do Centro de Ecologia Funcional (FCTUC), co-autores deste artigo científico, recolheram e processaram amostras, em dois locais no Alentejo, concretamente nas Herdades do Freixo do Meio e da Contenta. Helena Castro destaca que «o impacto do pastoreio varia em função da combinação das condições edafoclimáticas (relativo aos solos e ao clima) e da diversidade da vegetação, o que torna importante ter em consideração as condições de cada zona árida na definição de planos de gestão do pastoreio e pastagens».

Portanto, considera Alexandra Rodríguez, «este estudo é particularmente relevante para Portugal, onde as terras secas, em grande parte destinadas ao pastoreio, já representam mais de um terço do seu território, mas ocuparão muito mais no futuro, devido às alterações climáticas».

Os autores desta investigação observaram ainda que a diversidade, tanto de plantas vasculares como de mamíferos herbívoros, está positivamente ligada à provisão de serviços essenciais, tais como o armazenamento de carbono, que têm um papel fundamental na regulação do clima, evidenciando claramente a importância de preservar a biodiversidade das zonas secas globais no seu todo.

«As descobertas deste estudo são de grande relevância para se conseguir uma gestão mais sustentável do pastoreio, bem como para estabelecer ações de gestão e restauração eficientes, direcionadas para a mitigação dos efeitos das alterações climáticas e da desertificação nas zonas secas» concluem os
autores.

Este trabalho foi desenvolvido no âmbito do projeto BIODESERT, concedido pelo programa de Bolsas Consolidação do Conselho de Investigação Europeu (ERC) a Fernando T. Maestre.

Pode ver o estudo original AQUI

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