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Seca extrema. “Podem contar com a solidariedade das instituições europeias”

Quem o garante é o eurodeputado Carlos Zorrinho

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Seca extrema. “Podem contar com a solidariedade das instituições europeias”, garante Carlos Zorrinho

“Seca também atinge o Alentejo”

Na próxima segunda-feira, no Conselho de Ministros Europeu da Agricultura e Pescas, serão debatidas medidas concretas de mitigação dos impactos da seca em Portugal e Espanha, designadamente nas atividades pecuárias e agroalimentares

“Temos de combater com determinação as alterações climáticas, mas ao mesmo tempo, temos de continuar a mobilizar a sociedade, o conhecimento, a tecnologia, a inovação, a partilha de boas práticas, para garantirmos a segurança, a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável nos nossos territórios, respondendo aos novos desafios com que somos confrontados”, afirmou hoje o Eurodeputado Carlos Zorrinho, em Estrasburgo.

Ao intervier no ponto da ordem de trabalhos do PE relativo às secas na Europa, em particular na Península Ibérica, Zorrinho salientou “a oportunidade e a importância deste debate” pois vem demonstrar que “em momentos de exceção, como é o caso da seca extrema, os cidadãos europeus podem contar com a solidariedade das instituições europeias, a começar pela casa da democracia que é este Parlamento”.

Carlos Zorrinho defendeu, por outro lado, que “os agricultores têm de continuar a dispor da água para produzir de forma eficiente os bens que necessitamos, a água tem de continuar a estar disponível nas torneiras para um uso racional”, bem como a indústria e os serviços que dela precisam “para disponibilizar produtos essenciais”.

A este propósito, o Eurodeputado socialista salientou que o Fundo de Solidariedade da União Europeia “está cá para isso quando for necessário, complementando as ações dos Estados membros e das suas instituições”, salientado o facto de que na próxima segunda-feira no Conselho de Ministros Europeu da Agricultura e Pescas “serão debatidas medidas concretas de mitigação dos impactos da seca em Portugal e Espanha, designadamente nas atividades pecuárias e agroalimentares, por solicitação dos dois Governos”, e adiantando que “outras medidas de solidariedade no plano europeu serão debatidas e acionadas, se e quando necessárias”.

Socorrendo-se dos números, Carlos Zorrinho afirmou que “o índice de Seca PDSI (Palmer Drought Severity Index) mostra que 45% do território português estava em seca severa ou extrema em janeiro de 2022, enquanto o Índice de Precipitação Normalizada (SPI) evidencia que a maior parte do território espanhol se encontrava nesse mês, numa situação classificada entre ligeiramente seca e muito seca”.

“A Agência Europeia do Ambiente, no relatório recentemente divulgado sobre ‘Riscos climáticos em mutação na Europa’ adverte que o Sul da Europa deve preparar-se para verões mais quentes, secas mais frequentes e um maior risco de incêndio”, recordou Carlos Zorrinho, que sublinhou também o facto da mesma instituição referir ser “provável que a Europa Central registe uma menor precipitação estival, e fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes e mais fortes, incluindo precipitação intensa, cheias, secas e riscos de incêndios”.

“A seca extrema, tal como outros fenómenos climáticos severos são estruturais, mas têm impactos conjunturais. Não são neutrais no seu efeito nas pessoas e nos territórios”, sustentou o Eurodeputado socialista, para quem “e preciso evitar que sejam os mais pobres e os mais vulneráveis a sofrer as consequências mais graves”.

“É isso que têm feito os governos de Portugal e Espanha nesta circunstância e é isso que é preciso continuar a fazer sempre, nas respostas locais, regionais, nacionais, europeias e globais aos fenómenos climáticos extremos”, declarou Zorrinho, defendendo de seguida que “esta evidência é uma razão acrescida para prosseguirmos o nosso compromisso forte com a descarbonização”.

Usando da palavra em nome do Grupo S&D, Carlos Zorrinho denunciou “o aproveitamento lamentável que alguns não se coibiram de fazer desta situação, para contestar o fecho de centrais a carvão e outras medidas em curso para cumprir a lei do Clima e os objetivos do Pacto Ecológico Europeu e do pacote Fit for 55”.

De acordo com o Deputado socialista, “as respostas necessárias são também uma oportunidade e um desafio de modernização e adoção das melhores práticas na gestão dos recursos hídricos”, salientando as “medidas concretas que foram tomadas pelos Governos de Portugal e de Espanha, quer através de medidas próprias, quer através do reforço da cooperação bilateral na gestão das bacias hidrográficas comuns no âmbito do Convénio de Albufeira”.

“Os Socialistas e Democratas fazem disto um objetivo prioritário. Contem connosco. Em Portugal, em Espanha, onde quer que seja necessário salvaguardar o desenvolvimento sustentável ao serviço das pessoas e do planeta”, afirmou ao concluir a sua intervenção.

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Agricultura

Agricultores discutem consequências da guerra no setor, em Elvas.

O objetivo é promover a discussão entre todos os intervenientes das fileiras dos cereais, proteaginosas, oleaginosas, pastagens e forragens e olivicultura, atendendo ao contexto marcado pela guerra.

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ANPOC e INIAV assinalam Dia Nacional do Agricultor

Discussão sobre Soberania Alimentar

A Associação de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC), em conjunto com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), assinala o Dia Nacional do Agricultor, a 17 de maio, com uma visita aos campos de ensaios das diferentes espécies para conhecer o trabalho de investigação ali desenvolvido, e com uma sessão de discussão subordinada ao tema ‘Soberania Alimentar e Agricultura em Portugal’, a decorrer no Polo de Inovação de Elvas.

O objetivo é promover a discussão entre todos os intervenientes das fileiras dos cereais, proteaginosas, oleaginosas, pastagens e forragens e olivicultura, atendendo ao contexto marcado pela guerra.

O Alentejo é uma das principais regiões produtoras e exportadoras de cereais e oleaginosas, e num momento em que se assiste à transição para os modelos preconizados na estratégia europeia ‘Do Prado ao Prato’, bem como ao aumento de preços generalizado.

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Agricultura

Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios reuniu esta manhã

Em Alcácer do Sal

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Foto: cm Alcácer do Sal

Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios reuniu esta manhã

Realizou-se hoje, dia 3 de maio, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a reunião da Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios para o Concelho de Alcácer do Sal.
A sessão, presidida pelo presidente da Câmara Municipal, Vítor Proença, onde estiveram presentes técnicos de gestão urbanística e proteção civil da autarquia e as entidades que compõem a Comissão Municipal, teve como ponto principal a análise e votação do Plano de Defesa da Floresta Contra Incêndios, que saiu desta reunião aprovado.
Recordamos que esta comissão é uma estrutura de articulação, que planifica e age com a função de definir e estruturar orientações no âmbito da defesa das florestas.
A política de defesa da floresta contra incêndios não pode ser implementada de isoladamente, mas antes inserindo-se num contexto mais alargado de ambiente e ordenamento do território, de desenvolvimento rural e de proteção civil.

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