Siga-nos

Agenda

Santiago do Cacém quer ministra a ver seca no concelho.

Ministra inaugura praia de Beja e visita Central Fotovoltaica Flutuante de Cuba Este na sexta feira.

Rádio e Televisão do Sul | TDS

Publicado

em

Foto: TDS (direitos reservados)

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém enviou um convite à Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, para visitar a região de Campilhas e Alto Sado e inteirar-se do cenário dramático que aqui se vive devido à falta água para a rega dos 3800 ha de área beneficiada pelas duas albufeiras.

“Ministra da Agricultura está sexta feira no Alentejo.”

O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, o Presidente da Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado, Joaquim Matias Chainho, o Presidente da Associação de Orizicultores de Portugal, Carlos Parreira do Amaral, e o Presidente da AlenSado, Cooperativa Agrícola do Sado, Idálio Espada, manifestam a sua preocupação com os 1150 ha de arroz, os 950 ha de milho, os 350 ha de tomate, os 550 ha de prados e forragens, os 200 ha de hortícolas e 600 ha de outras culturas que não vão ser efetuadas, “com claro prejuízo para os agricultores e para a economia regional e nacional”, sublinha a missiva.

A carta enviada à Governante, assinada pelo Autarca em nome das entidades preocupadas com esta realidade, refere que “a dimensão do problema é grave, pois aqui incluem-se alguns sectores que asseguram a autossuficiência alimentar do País e que contrariam o défice estrutural da balança agroalimentar, por via das exportações.

Em termos regionais são mais de sete milhões de euros que deixam de vir para a região.” Reconhecendo que as ligações à Barragem do Alqueva permitem a rega de 3000 ha com água proveniente desta albufeira, com perspetivas de aumento através da nova ligação que será concretizada no próximo ano e que vai permitir regar mais 600 ha.

“Neste cenário surge um contraste gritante entre um bloco de rega que está a trabalhar em pleno, com uma enorme dinâmica e vitalidade, ao mesmo tempo que a restante área e os restantes agricultores não têm qualquer água para rega”, prossegue o convite.

Com o intuito de dar a conhecer as dificuldades que a região de Campilhas e Alto Sado está a atravessar, o Presidente da Autarquia e as restantes entidades solicitam a atenção da Ministra Maria do Céu Albuquerque para que numa visita ao terreno se possa inteirar da situação e, desta forma, contando com o apoio do Ministério da Agricultura, encontrar-se soluções para o futuro.

Álvaro Beijinha, em declarações, espera que, durante a deslocação da Ministra da Agricultura à região, seja possível “discutir medidas de apoio para estes agricultores que estão a viver uma situação complicada e a própria associação de regantes, que vive da venda da água e tem um conjunto significativo de trabalhadores, atravessa grandes dificuldades. Estas são matérias determinantes para o futuro da agricultura no nosso Concelho.”

De sublinhar que apesar de um ano em que a precipitação foi relativamente abundante em quase todo o território nacional, esta região encontra-se numa situação de escassez de água, o que é um claro reflexo dos efeitos das alterações climáticas.

Agenda

Morte e Rituais funerários do Islão Medieval

Conferência é dada pelo antigo presidente da Câmara de Moura e atual investigador do Campo Arqueológico de Mértola

Rádio e Televisão do Sul | TDS

Publicado

em

Foto: CMBeja
Morte e Rituais Funerários no Islão Medieval

“Por Santiago Macias, investigador do Campo Arqueológico de Mértola”

A conferência terá lugar esta quinta feira, no Auditório do Centro Unesco, em Beja.

A conferência andará muito à volta das seguintes ideias: “Até há 40 anos, era virtualmente desconhecida, em Portugal, a localização das necrópoles do período islâmico. Havia algumas referências escritas referentes a cemitérios mas, do ponto de vista material, nada fora identificado.

Os trabalhos de investigação desenvolvidos nas últimas décadas permitiram definir muitos desses espaços mortuários, tanto nos meios urbanos como em áreas rurais.

É à volta da topografia das necrópoles que andaremos, com incursões no domínio das mentalidades. Porque, como bem se sabe, a forma como olhamos a morte diz muito sobre a maneira como vivemos. ”

Continuar a ler
Publicidade
Publicidade

OUTRAS NOTÍCIAS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Categorias

ARQUIVO

error: Content is protected !!