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Saúde

Notícia TDS: Responsável clínico do ACES Alentejo Central pediu demissão.

Nuno Cardoso Jacinto refere que existiu um ‘desrespeito quase constante pelos Cuidados de Saúde Primários e pelos seus profissionais’

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Foto: Jornal médico

Presidente do Conselho Clínico e de Saúde do ACES Alentejo Central demitiu-se

“Nuno Cardoso Jacinto apresentou renúncia ao cargo”

O Presidente do Conselho Clínico e de Saúde do ACES (Agrupamento de Centros de Saúde) Alentejo Central, o médico Nuno Cardoso Jacinto, acaba de apresentar a sua renúncia ao cargo.

Numa carta enviada ao Presidente da ARSA, o especialista em medicina geral e familiar, que exerceu o cargo nos últimos 9 meses, apresenta um vasto leque de justificações para a demissão do cargo.

Nuno Cardoso Jacinto enviou igualmente as justificações do seu pedido de demissão para os profissionais do ACES do Alentejo Central.

” O sistema nunca quiz saber de nós”.

Na carta, a que a TDS teve acesso, o médico refere que assistiu a um “desrespeito quase constante pelos Cuidados de Saúde Primários e pelos seus profissionais.”

E adianta: “Nunca fomos ouvidos e nunca fomos considerados nas decisões, apesar de em várias ocasiões termos sido acusados de ser os responsáveis pelas adversidades ou desconformidades que iam ocorrendo, conclui”

A carta é particularmente dura para quem como refere, “…nunca … se preocupou verdadeiramente connosco, com os profissionais de saúde dos CSP que estão no terreno e que dia após dia, sem descanso, dão o seu melhor em prol de uma causa e de uma instituição que não os valoriza.”

“Não aceito que nos ignorem, que nos sobrecarreguem com múltiplas tarefas a cada dia sem perceberem que não somos de ferro e que não temos o dom da omnipresença”, refere numa expressa critica aos serviços do Ministério da Saúde e da ARSA.

Nuno Cardoso Jacinto termina a carta com um agradecimento aos seus colegas mais diretos no ACES.

Críticas: Falta de coordenação com a ‘task force’

“Mais recentemente temos a vacinação Covid-19, que os Cuidados de Saúde Primários (CSP) estão a realizar de forma totalmente isolada e praticamente sem apoio, no meio de um absoluto pesadelo logístico, em que temos de suprir as insuficiências de um sistema que nunca quis saber de nós. Agendamentos, reagendamentos, conflitos com utentes (que nos ameaçam verbal e fisicamente), desrespeito pela capacidade instalada nos CVC (com sobreposições e número excessivo de utentes em diversos dias), tudo colocado em cima de nós, enquanto nos pedem que retomemos a nossa atividade assistencial normal, sem perceberem que estamos exaustos e não temos recursos para o fazer.”

As frases da demissão

“Nunca fomos ouvidos e nunca fomos considerados nas decisões, refere o presidente demissionário.”

“… o concurso para colocação de especialistas em MGF, apenas terem sido atribuídas a este ACES 7 das 11 vagas solicitadas, impossibilitando assim que se colmatem situações de carência de profissionais médicos em vários locais.”

” … por reconhecer a minha falta de capacidade para lidar com todos estes problemas, mas também, e sobretudo, em claro e vincado protesto por tudo o que acima descrevi, tomei a decisão que agora vos comunico.”

“Durante este tempo assisti a um desrespeito quase constante pelos Cuidados de Saúde Primários e pelos seus profissionais.”

“Na realidade sinto que nunca ninguém se preocupou verdadeiramente connosco, com os profissionais de saúde dos CSP que estão no terreno e que dia após dia, sem descanso, dão o seu melhor em prol de uma causa e de uma instituição que não os valoriza.”

“Mais recentemente temos a vacinação Covid-19, que os CSP estão a realizar de forma totalmente isolada e praticamente sem apoio, no meio de um absoluto pesadelo logístico, em que temos de suprir as insuficiências de um sistema que nunca quis saber de nós.”

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Saúde

COVID-19: Alentejo com uma morte em dia com menos infetados

Internamentos descem, recuperados sobem

Ana Catarina Ventura

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Boletim DGS

“RT nacional e continental nos 0,92”

Portugal registou hoje mais 2581 novos casos de COVID-19 e mais dez mortes. O Alentejo somou mais 143 novos casos e mais uma morte.

Pelo resto do país, Lisboa e Vale do Tejo contou com mais 947 novos casos e três mortes. No Norte, o cenário melhorou comparativamente há duas semanas, com 886 novos casos e duas mortes.

No Centro houve mais 310 novos casos e três mortes e no Algarve somaram-se mais 230 novos casos e mais uma morte.

Nas ilhas não houve registo de mortes, porém os Açores contaram com 47 novos casos e a Madeira mais 38.

Os internados em enfermaria desceram, são menos 21 pessoas internadas, e o mesmo se sucede nos Cuidados Intensivos, com menos oito pessoas internadas.

Os recuperados tiveram outro salto, com mais 4747 pessoas recuperadas, num total de 917 367 recuperados.

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