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Economia

Protesto em Nisa contra Almaraz juntou Portugal e Espanha.

A Central de Almaraz tem tido incidentes com regularidade, existindo situações em que já foram medidos níveis de radioatividade superiores ao permitido.

Amilcar Matos

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Hoje é um dia de protesto  no concelho de Nisa. Durante a manhã na Barragem de Cedillo (fronteira de Portugal com Espanha), teve lugar uma Concentração Ibérica Antinuclear que juntou ativistas ambientais dos dois países.

Esta concentração é organizada pelo Movimento Ibérico Antinuclear, de que a Quercus faz parte, e o objetivo principal da mesma é sensibilizar a opinião pública para os perigos que representa para os dois países a continuidade em funcionamento da Central Nuclear de Almaraz.

Mais uma vez, diversas organizações espanholas e portuguesas, que lutam há muitos anos pelo encerramento da Central Nuclear de Almaraz, que fica situada junto ao rio Tejo, na província de Cáceres, em Espanha, a cerca de 100 km da fronteira com Portugal, vão-se juntar para exigir medidas mais firmes por parte dos dois Governos.

A Central de Almaraz tem tido incidentes com regularidade, existindo situações em que já foram medidos níveis de radioatividade superiores ao permitido. Portugal pode vir a ser afetado, caso ocorra um acidente grave, quer por contaminação das águas, uma vez que a central se situa numa albufeira afluente do rio Tejo, quer por contaminação atmosférica, pela grande proximidade geográfica existente. Para além disto, Portugal não revela estar minimamente preparado para lidar com um cenário deste tipo, pelo que a acontecer um acidente grave, isso traria certamente sérios impactes imediatos para toda a zona fronteiriça, em especial para os distritos de Castelo Branco e Portalegre.

Depois do Governo Espanhol do PP ter estendido em cerca de dois anos o prazo para que o consórcio Iberdrola, Naturgy e Endesa, que explora a Central Nuclear de Almaraz, apresentasse o pedido de renovação da licença de funcionamento desta Central, confirmou-se mais recentemente, já com o Governo seguinte do PSOE em funções, que as empresas chegaram a um acordo e solicitaram uma extensão da licença de operação para a Central para que esta não encerre no prazo definido (Junho 2020). É pois, fundamental, que futuro Governo Espanhol, que está agora em formação depois das recentes eleições, assuma as suas responsabilidades e impeça todas as tentativas da Central de Almaraz ver o seu período de vida alargado pós 2020, e por outro lado, o Governo Português atue com mais celeridade e firmeza, no sentido de serem acautelados os interesses nacionais, e recorra de novo, se necessário, às entidades europeias.

Com as eleições legislativas a aproximarem-se a passos largos, também em Portugal, Almaraz não pode ser um tema esquecido neste novo ciclo político e é imprescindível que seja encarado como uma prioridade a nível nacional pois a sua continuidade em funcionamento por mais dez ou vinte anos representará um dos maiores perigos para toda a Península Ibérica e a Europa.

Economia

Presidente da Câmara de Vendas Novas exige reunião com a CP

Luis Dias, presidente da Câmara de Vendas Novas exige descontos também na CP

TDS noticias

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O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, por proposta do Presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas, Luís Dias, aprovou uma tomada de posição que exige uma reunião com a CP, de modo a incluir no Programa de Apoio à Redução Tarifária, os passes dos utilizadores do transporte ferroviário.

Para além disso, o Conselho decidiu ainda fixar o desconto nos passes mensais de transportes rodoviários de todos os residentes no Alentejo Central em 60% do seu valor.

Na tomada de posição, que transcrevermos, é clara a intenção dos autarcas:

«No âmbito do Programa de Apoio à Redução Tarifária, PART, estatuído pelo Despacho n°1 234-N201 9, de 4 de fevereiro, foi deliberado em reunião do Conselho Intermunicipal de dia 19 de Março de 2019 que o apoio à redução tarifária seria aplicado aos transportes públicos com origem no território abrangido pela Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), independentemente do destino dos utilizadores e a percentagem deste apoio foi então fixada em 32%.

Posteriormente esta redução tarifária ampliou-se, fixando-se nos 60%. Contudo até ao momento, o PART não abrange os passes dos utilizadores do transporte ferroviário, apesar da insistência do Município de Vendas Novas e da CIMAC, que estranham a resistência da CP em não permitir a sua aplicação e os sucessivos adiamentos das reuniões agendadas com o intuito de encontrar um entendimento.

Assim, em reunião do Conselho Intermunicipal da CIMAC de 16 de julho de 2019, foi aprovada por unanimidade a proposta do Presidente da Câmara Municipal de Vendas Novas para a assunção desta tomada de posição, que exige uma reunião imediata com a CP, com o propósito legítimo de incluir no Programa de Apoio à Redução Tarifária os passes dos utilizadores do transporte ferroviário.»

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