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Agricultura

Projeto multinacional SolAqua promove irrigação com zero emissões

Numa primeira fase, este projeto pretende produzir sete materiais e ferramentas de habilitação-chave para adoção do mercado de irrigação solar

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Aumentar a quota de energias renováveis na Europa é o principal objetivo deste projeto coordenado na UÉ por Luís Fialho, ao combinar tecnologia fotovoltaica e hidráulica com irrigação de alta eficiência reunindo para tal, 11 organizações de seis países (Portugal, Espanha, França, Itália, Marrocos e Roménia).

“Projeto multinacional SolAqua promove irrigação com zero emissões”

O modelo energético da agricultura europeia exige grande quantidade de energia para bombear água para as culturas de regadio, que implica uma pesada fatura de 4 mil milhões de euros, além de custos ambientais associados às 16 milhões de toneladas de CO2 produzidas todos os anos, que representam cerca de 15% das emissões totais de CO2 da agricultura da União Europeia (UE).

Neste quadro, a irrigação solar tem um enorme potencial de aplicação, apenas desaproveitado por barreiras não tecnológicas, como falta de consciência e de competências em irrigação solar entre os irrigadores, PME locais e autoridades públicas.

De acordo com o investigador da CER-UÉ, Luís Fialho, “o mercado para adoção da tecnologia de irrigação fotovoltaica de alta potência encontra-se num ponto crítico de evolução de um mercado ainda imaturo” pelo que este projeto “irá criar e fomentar as condições para uma evolução com sucesso para um mercado consolidado, com elevada proteção do consumidor final, redução de custos e de preço da energia mas também alto nível de inovação.”

O investigador recorda que a Cátedra Energias Renováveis tem vindo, desde 2010, a desenvolver tecnologias de energia solar e de armazenamento de energia, de modo a potenciar o contributo da energia solar para a Transição Energética relevando ainda que existe uma instalação-piloto em Alter-do-Chão, (ver foto) que utiliza tecnologia semelhante à que será desenvolvida pelo projeto SolAqua.

Numa primeira fase, este projeto pretende produzir sete materiais e ferramentas de habilitação-chave para adoção do mercado de irrigação solar, como a definição de padrões de qualidade e de metodologias de avaliação económica e ambiental.

Numa etapa posterior, será promovido um plano de divulgação e de comunicação, direcionado para partes interessadas na Europa e norte de África, sobre irrigação solar e sobre o plano de exploração do SolAqua.

Este plano, que contempla um instrumento de apoio a ser replicado das autoridades públicas a investimentos em irrigação solar, permitirá o desencadear de um mercado funcional de irrigação solar.

Agricultura

APORMOR ‘repudia’ intenção da ministra da agricultura

Associação repudia intenção do Governo em criar uma Direção-Geral dependente do Ministério do Ambiente para a sanidade e bem-estar animal

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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A APORMOR associa-se a todas as organizações que já manifestaram o repúdio pela intenção do Governo de criar uma Direção-Geral dependente do Ministério do Ambiente para o bem-estar dos animais de companhia, satisfazendo, parcialmente, uma exigência de um dos seus apoiantes, o PAN.

Dizemos parcialmente, porque este partido político exige que também os animais de produção sejam abrangidos.

“APORMOR repudia intenção do Governo de criar uma Direção-Geral dependente do Ministério do Ambiente para a sanidade e bem-estar animal”

Segundo a APORMOR em comunicado “O Mundo Rural mobilizou-se, quase em uníssono, contra esta intenção de tirar aos técnicos da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) a gestão do bem-estar animal e entregá-la aos políticos, neste caso e neste contexto a pessoas que, dizendo-se defensores dos animais e da natureza, são as que mais atentam contra as leis naturais que têm garantido, ao longo dos séculos, a coexistência entre as espécies animais, incluindo a humana.

E esta vida em comum na natureza tem tido, nas últimas décadas, o apoio indispensável da DGAV e das Direções-Gerais que a antecederam, não só na sanidade animal, mas também na aplicação de regras de bem-estar animal, que todos os produtores pecuários compreendem e acatam. “

Segundo adianta esta associação de produtores sediada em Montemor -o-Novo “Esta Direção Geral, apesar da intenção deliberada por parte da Tutela de a ir desativando, não substituindo os funcionários que se reformam, nem dotando os que restam com os meios mínimos necessários, a começar pelos transportes, para que possam cumprir a sua missão, ainda dispõe de técnicos e outros funcionários que todos os dias fazem milagres para que a saúde pública e animal sejam asseguradas, dentro das condicionantes existentes.”

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