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Educação

Praxes dentro da Universidade de Évora. Reitora proíbe mas estão a acontecer(fotos)

Alunos são ‘recrutados’ pelos ‘notáveis’ nas salas de aula. Praxes acontecem dentro do espaço universitário como fotos testemunham. Vida na cidade alterada. Universidade, autarquia e autoridades não agem ignorando o que se passa todos os dias.

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Estão a decorrer as praxes na Universidade de Évora que se arrastam por cerca de 2 meses.

Diariamente os novos alunos de todos os cursos, denominados de ‘bichos’, cumprem o que prevê o Código da Praxe da Universidade de Évora.

Código da praxe da Universidade de Évora. Conheça AQUI

Os novos alunos e os denominados ‘notáveis’ andam pelas ruas e largos da cidade alterando o normal ‘funcionamento’ da cidade e expondo situações muitas vezes duramente criticas por habitantes e turistas.

A própria reitora da Universidade de Évora, em declarações, afirmou que ‘ todas as conversas que tive com os “notáveis” e foram várias, “foi sempre no sentido de que a praxe não pode incomodar a cidade, tem que ser mais integrativa. Ressalvei muito a situação de que não se pode incomodar as pessoas que aqui vivem”, referiu a reitora Ana Costa Freitas.

Reitora da UÉ não vê sentido para a praxe

A reitora salientou ainda que, e citamos, “Se estes alunos quiserem continuar a querer praxar desta maneira, isto torna-se impossível. Os caloiros não devem fazer nada que não queiram” adiantando que “Eu não vejo sentido para a praxe, arrasta-se por muito tempo, até ao 1 de Novembro”, defendendo que se os estudantes quiserem que a praxe se mantenha, “exige-se que seja verdadeiramente integrativa”.

Ana Costa Freitas concluiu: “É preciso continuar a fazer muita, muita pedagogia”.

O vídeo da indignação

Em 2018 o caso foi denunciado pelo BE. Em causa um vídeo, que circulou nas redes sociais (VEJA AQUI). Nele vê-se um jovem com a cabeça encostada no chão sobre um monte de pó branco, que parece ser farinha, e com o corpo flectido, com as pernas cruzadas e os joelhos em cima das costas das duas mãos.

O Bloco de Esquerda pediu que o Governo tomasse uma atitude sobre uma praxe que classifica como “humilhante” de um estudante recém-entrado na Universidade de Évora, que foi obrigado a ajoelhar-se sobre as próprias mãos e a colocar a cabeça no chão sobre um monte de farinha.

Ana Costa Freitas, a reitora da Universidade de Évora, respondeu ao requerimento do Bloco de Esquerda sobre este caso. Segundo a reitora, o jovem foi contactado pelo Provedor do Estudante e não quis apresentar queixa, manifestando repúdio pela circulação do vídeo sem a sua permissão.

A reitora referiu ainda que “A praxe é proibida dentro do espaço da Universidade onde, enquanto Reitora, posso exercer poder disciplinar.”.

As fotos agora publicadas pela TDS testemunham que a praxe está a ser feita dentro do espaço da própria Universidade de Évora ( no caso o polo dos Leões ).

A legislação em Portugal. Em França a praxe é ilegal e dá prisão.

Em Portugal, o ato de praxar não é crime. O que se pretende é criar alternativas de integração para os alunos e sensibilizar as instituições académicas para o controlo das atividades abusivas. O ministério recomenda mesmo que estas sejam proibidas dentro do perímetro das faculdades. Em Évora esta recomendação não está a ser cumprida.

No panorama nacional, as denúncias registadas na Direção-Geral do Ensino Superior por praxe abusiva são menos do que há uns anos, mas desde o início do ano letivo a Direção-Geral do Ensino Superior já recebeu cinco queixas. Em 2018, foram apresentadas 18 reclamações, mais oito do que em 2017.

Até hoje, apenas quatro destas chegaram a tribunal e só duas conheceram pena judicial, através do pagamento de indemnizações.

“Trote académico” no Brasil, “novatadas” em Espanha, “bizutage” em França e “praxe” em Portugal. Mas há muitos anos que a prática é proibida por lei em vários países. Em França, por exemplo, desde 1998 que a praxe está apontada como ilegal, com uma pena de prisão de seis meses ou uma multa de 15 mil euros. Em Espanha, há anos que o tema da proibição é discutido, embora sem conclusões.

A opinião dos partidos

Partido Socialista “Não diabolizamos a praxe se for constituída por atividades de acompanhamento e integração de novos alunos nas instituições. Mas rejeitamos a praxe enquanto cultura autoritária que pode ter efeitos discriminatórios e outros, limitadores da liberdade individual. O Partido Socialista apresentou na última legislatura um projeto de resolução contra a praxe violenta e abusiva.”

Partido Social Democrata “Não acho aceitável. Quer os estabelecimentos de ensino quer as autoridades, a começar pelo Ministério Público, devem ser implacáveis nisso (na punição).” Rui Rio, Presidente do PSD

Partido Comunista Português “Violência sobre estudantes não se pode confundir com ações de integração ou acolhimento de novos estudantes. O PCP, que votou favoravelmente as últimas iniciativas discutidas na Assembleia da República e tem vindo a propor a criação de gabinetes pedagógicos de integração escolar, para responder a problemas de indisciplina, violência e outros, considera o quadro penal e legal adequado aos problemas que se colocam.”

Bloco de Esquerda “É necessário combater todos os abusos, apoiar as vítimas da praxe, responsabilizando também as direções das universidades e dos politécnicos no processo e criar as condições para que haja uma integração no ensino superior de cariz horizontal, humanista e inclusivo.” Luís Monteiro, deputado do BE

A linha de denúncias de praxes abusivas e violentas recebeu no passado ano letivo nove queixas.

Em causa agressões entre alunos que aconteceram, na sua maioria, em instituições de ensino superior do norte do país mas também na Universidade de Évora.

No Alentejo, uma  situação de ‘praxe abusiva’ motivou uma denúncia contra a atuação de um grupo de alunos da Universidade de Évora. A denúncia terá sido feita por parte de um aluno ‘praxado’.

A linha de denúncias de praxes abusivas foi criada há cinco anos e desde então os abusos têm vindo a diminuir: No primeiro ano de existência, a linha recebeu 80 queixas; já no ano letivo que terminou em julho, registaram-se nove casos.

Praxe na Universidade de Évora motiva denúncia em linha de ‘praxes abusivas e violentas’.

Educação

Encontro de Estudantes em Ambiente e Agricultura de regresso à Universidade de Évora

 As inscrições já se encontram abertas até dia 25 de Outubro.

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Encontro de Estudantes em Ambiente e Agricultura terá lugar nos dias 11 e 12 de novembro na Universidade de Évora – Pólo da Mitra.

Ponto de encontro entre doutorandos, o IV Encontro de Estudantes de Doutoramento em Ambiente e Agricultura pretende  dinamizar a discussão científica e a colocar desde já em destaque aqueles que virão a ser os investigadores do amanhã.

Todos os investigadores a trabalhar nestas áreas estão convidados a participar e submeter um resumo neste Encontro.

Este evento é organizado pelo ICAAM – Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas e pelo IIFA – Instituto de Investigação e Formação Avançada, da Universidade de Évora e conta com o apoio da UNIMED – Mediterranean Universities Union, o que lhe confere um carácter internacional.

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