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Economia

Porto de Sines resiste em período de Pandemia

Registou uma diminuição acumulada de 2% nos primeiros seis meses deste ano.

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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O Porto de Sines resistiu à tendência de quebras acentuadas na movimentação de contentores a nível global, registando uma diminuição acumulada de 2% nos primeiros seis meses deste ano.

“… registou uma diminuição acumulada de 2% nos primeiros seis meses deste ano. “

Se o primeiro trimestre foi até bastante positivo, o segundo foi afetado pelo impacto da pandemia na economia mundial. Recorde-se que o Terminal XXI do Porto de Sines está inserido nas cadeias logísticas globais, absorvendo parte das oscilações deste mercado a nível internacional.

As perspetivas para o segundo semestre passam pela manutenção dos volumes do ano anterior no segmento da carga geral, nomeadamente no que respeita à carga contentorizada, e da contínua redução de movimentação de combustíveis fósseis, contribuindo para um planeta mais sustentável.

O primeiro semestre de 2020 veio confirmar a tendência para a redução da movimentação de combustíveis fósseis no Porto de Sines, alinhando-se aos desafios colocados no “Pacto Ecológico Europeu”.

Enquanto principal porta nacional de entrada de produtos energéticos no país, o impacto da necessária descarbonização da economia é um processo consciente e cujos efeitos estão a ser minimizados através da promoção da atração de outros tipos de cargas.

Com efeito, com a paragem das centrais termoelétricas nacionais, o Porto de Sines deixou de movimentar quase dois milhões de toneladas de carvão, em comparação com o semestre homólogo anterior.

Por outro lado, a redução da movimentação de crude derivado à diminuição da procura de combustíveis (gasolina e gasóleo), no contexto do confinamento motivado pela Covid-19, teve um impacto de quase um milhão de toneladas na movimentação de granéis líquidos, com o Gás Natural Liquefeito manter os níveis de movimentação do semestre homólogo anterior.

Já a movimentação do segmento de carga geral, no qual se inclui a carga contentorizada, manteve-se praticamente inalterada.

Assim, o conjunto dos três segmentos de mercadorias registou no primeiro semestre de 2020 uma redução de 12,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Agricultura

38 novos postos de trabalho ao serviço da ciência em Elvas

Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia

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38 novos postos de trabalho ao serviço da ciência em Elvas

“Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia”

A obra do Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia prossegue no Instituto Nacional de Investigação Agrário e Veterinária Elvas, a antiga Estação de Melhoramento de Plantas.

O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, visitou o espaço na manhã desta quarta-feira, dia 24, no que foi acompanhado pelo diretor do INIAV Elvas, Benvindo Maçãs, e outros técnicos ligados à obra em curso.

O Laboratório Colaborativo InnovPlantProtect (InPP) é uma associação privada sem fins lucrativos, criada em janeiro de 2019, constituída por iniciativa da Universidade Nova de Lisboa e que congrega 12 fundadores: INIAV, Município de Elvas, Universidade de Évora, Syngenta Crop Protection, Bayer CropScience Portugal, Fertiprado, CEBAL, Casa do Arroz, ANPOC, ANPROMIS e FNOP.  O InPP conseguiu juntar mais de sete milhões de euros para a sua instalação e contratação dos seus colaboradores

Este Laboratório Colaborativo, cujas atividades e instalação se iniciaram em Janeiro de 2020, fica sedeado no piso térreo do edifício principal do INIAV Elvas, que se encontra em obras para adaptação das condições à instalação de laboratórios e infraestruturas modernas. Provisoriamente, encontra-se instalado no primeiro andar do mesmo edifício.

O InPP tem com missão desenvolver biopesticidas inovadores para proteger as culturas mediterrânicas. Para cumprir esta missão, vão utilizar-se os mais modernos conhecimentos científicos para, em colaboração com diferentes instituições interessadas, resolver os problemas que se colocam à agricultura mediterrânica, devido à redução da disponibilidade de princípios ativos e ao surgimento de novas pragas e doenças, para as quais não há soluções de prevenção e combate.

Neste contexto, o InPP tem como objetivos específicos produzir novos biopesticidas para pragas e doenças; novas variedades resistentes a pragas e doenças; novos métodos de monitoramento e diagnóstico e; novos métodos de análise de risco e aplicação de pesticidas.

Os Laboratórios Colaborativos têm como objetivo criar emprego altamente qualificado nas regiões menos povoadas do país. O InPP tem, atualmente, contratados 38 pessoas, 16 das quais doutoradas, 17 mestres e cinco licenciados. Estas pessoas em conjunto têm as seguintes competências, disponíveis para atingir os objetivos do InPP: Biologia molecular de plantas, fungos e bactérias patogénicos, e de pragas; Bioquímica e Microbiologia; Biotecnologia e Melhoramento Molecular; Bioinformática e Bioestatística; Formulações e Nano e Microtecnologia; Desenvolvimento de Produtos; Sistemas de Informação Geográfica; Ciências da Computação e Inteligência Artificial e Gestão de Projetos e de Comunicação.

O InPP pretende colocar as suas competências ao serviço local, regional, e Internacional, estando a envidar esforços para integrar e acolher a sua equipa em Elvas. Atualmente, pese embora as limitações derivadas da pandemia e do confinamento, a maioria dos colaboradores vive já na cidade, estando disponíveis para colaborar com as instituições locais, no âmbito das suas competências.

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