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Opinião

O que ficou da tourada de ‘Coruche’

Artigo de opinião de Amílcar Matos

Amilcar Matos

Publicado

em

Agora que o ‘barulho’ de Coruche acalmou vamos lá falar daquela tourada. 

Foi de facto mau demais para todos. Cavaleiros, forcados, cavalos e toiros. Nenhum foi deveras Nobre como se pretende numa corrida de toiros.

Isto acontece nas touradas, num concerto num jogo de bola. Por vezes as coisas não correm bem e as partes, em consequência, saem mal.

De Coruche fica tudo o que já se disse mas eu quero realçar outras coisas. A entrega, a dor, o sofrer em conjunto e o mais importante … a interajuda ou entreajuda.

As fotos mostram colhidas, mostram rostos de dor, animais em aflição mas mostram essencialmente a união de todos em prol dos que naquele preciso momento mais precisam de ajuda. 

Fosse Homem ou outro Animal.

Já não me é novidade essa interajuda na festa dos touros. No futebol nem sempre é assim, quando alguém precisa de Nós na rua por vezes até se ignora esse alguém mas nos toiros não . Nos toiros naquele momento existe essa prioridade independentemente do erro cometido, do arriscar em demasia. Nada interessa só vale naquele momento aquela ajuda.

De Coruche ficaram mazelas em pessoas, o sempre lamentável abate de um animal e uma imensidão de teorias, opiniões, assassinatos e difamações.

Curiosamente tudo isto sobre pessoas vindo de pessoas.

Coruche não altera nada. Quem gosta de touradas continua a gostar quem não gosta continua a não gostar.

E todos mas todos tem esse direito.

De Coruche fica contudo uma lição. 

‘A natureza racional e emocional do ser humano deverá constituir uma obrigação moral e ética de responsabilidade e de protecção para com os outros animais.’

A frase foi utilizada por um partido no seu programa eleitoral nas eleições de 2015 e não poderia estar mais correta.

Coruche foi isso mesmo. Uma prova de ajuda e proteção ao ser humano mas também aos outros animais.

E mais. O artigo 13.o do Tratado da União vem dizer que não podemos desconsiderar a natureza senciente e consciente do animal. 

Nada mais verdade. Coruche foi também isso uma ‘dor’ comum para pessoas e animais em vários momentos de sofrimento.

Coruche foi uma lição para o Homem e para o Animal mas nunca nenhum deles deverá ser isolado no sofrimento, na dor, na glória ou na desgraça.

Coruche não deveria ter existido mas já que aconteceu que seja exemplo de como o Homem e os outros Animais podem ter Glória ou Dor em conjunto.

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AntónioRamosJaime MendonçaNuno Constantino Autores dos comentários mais recentes
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Nuno Constantino
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Nuno Constantino

A vida de um cavalo vale mais do que a de um toiro?Para mim tem o mesmo valor… já a de um toureiro…
Comparar touradas com futebol é muito bom

Jaime Mendonça
Visitante
Jaime Mendonça

Que os touros aprendam a defender-se e façam mais festas como essa. Vivam os touros!

Ramos
Visitante
Ramos

Torturar o touro até a morte,é ser simpático com ele?
Se os touros marrassem com os olhos abertos,”os valentôes” não punnham lá os pés…

António
Visitante
António

Os toiros marram de olhos bem abertos.

Opinião

Saúde? É mau de mais para ser ‘Mensagem de Natal’.

A minha opinião

Amilcar Matos

Publicado

em

A mensagem de Natal do primeiro ministro teve como tema central a saúde.

Diz António Costa que “há vários problemas para resolver no Serviço Nacional de Saúde”.

Dizemos Nós pois há. 

O que se lamenta é que estando os problemas identificados, continuam a ser os mesmos, após décadas.

Mais grave é que quem agora elege a saúde como tema ‘principal’ já tenha governado um ‘valente par de anos’ e pouco tenha alterado o cenário de sempre.

Enquanto utente não aceito ver pessoas à porta do centro de saúde do bairro a partir das 5 da manhã. 

Isto sempre existiu e continua a existir.

Enquanto utente não aceito ver quem aguarda por uma cirurgia há mais de 2 anos.

Isto sempre existiu e continua a existir.

Enquanto utente não aceito doentes espalhados pelo corredor de um qualquer hospital horas e horas sem atendimento.

Isto sempre existiu e continua a existir.

Enquanto utente não aceito estar a aguardar por um médico de família nos últimos 10 anos.

Isto sempre existiu e continua a existir.

Enquanto utente não aceito ter que fazer 40kms para comprar um simples paracetamol na única farmácia que tenho de serviço no concelho.

Se tudo isto existiu nas últimas décadas que sentido tem uma mensagem de Natal a falar disto.

Prometer mais e melhor. Mas que margem de ‘crédito’ tem um qualquer político dos que tem governado para prometer o que quer que seja a 1 português na área da saúde.

Enquanto a ‘saúde’ for um antro de compadrio dificilmente haverá mais para dar. 

Enquanto uns tiverem seguros, sistemas de saúde e outros nada dificilmente teremos uma ‘saúde’ para todos.

Enquanto o ‘privado’ for um meio de ganhar dinheiro para os ‘empregados’ do ‘público’, dificilmente teremos um melhor serviço nacional de saúde.

Se sabe isto tudo porque não tem feito melhor? A falta de dinheiro não serve como resposta quando nos últimos anos se tem andado, e continua, a salvar bancos ‘duvidosos’ para salvar fortunas de amigos ‘duvidosos’.

Eleger a saúde para tema principal de uma mensagem de Natal, em 2019, é falta de saúde no ‘espírito’ e de assunto para abordar.

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