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Sociedade

Reportagem TDS: Fortes e a poluição que ‘destrói’ a terra e o povo.

Uma luta que tem 12 anos, com processos em tribunal, e que parece não ter fim. Fortes procura uma solução, com urgência.

Ana Catarina Ventura

Publicado

em

Imagens: TDS

População quer ser ouvida

“Habitantes estão desiludidos com autarcas e Governo”

Uma fábrica de queima de bagaço de azeitona está a causar o “inferno” em Fortes, concelho de Ferreira do Alentejo.

A fábrica nem a 100 metros está de uma casa habitada, e as reclamações das pessoas que vivem na aldeia não são poucas.

Fumo que sai da fábrica, numa posição horizontal

“A moradora mais próxima”

Começamos pela Dª Rosa. Há 12 anos que o problema dos fumos com poeira negra paira sobre a sua casa e a sua horta. Durante quatro ou cinco anos, Rosa deixou de semear alimentos porque não os conseguia consumir devido às “bolinhas pretas” que se prendem naquilo que se cultiva. Depois desses anos, decidiu voltar a faze-lo para provar, a quem quisesse ver, o que reclamava aos anos.

Inclusivamente, a GNR foi chamada para ver o que observamos na imagem abaixo. Afirma que o pó e o cheiro entram pela sua casa e por lá ficam, mesmo com janelas e portas fechadas.

Horta de Dª Rosa que não pode ser usada para consumo

Rosa tem um processo em tribunal contra a fábrica por danos financeiros, mas também, por problemas de saúde que se iniciaram com a produção feita pela mesma. De todas as análises que foram feitas, todas deram resultados que, alegadamente, não correspondem à verdade e ainda há quem diga que o problema é de Rosa, que esteve a “fazer churrascos” perto da fábrica.

“… fica tudo castanho”

A cor da casa é o resultado de quando as particulas são empurradas pelo vento em direção à mesma e lá ficam, dando uma cor acastanhada a um telhado que era vermelho antes da construção da fábrica. Rosa admite mesmo que, se ficar muito tempo fora de casa, quando for tomar banho e secar-se, a toalha fica castanha.

Casa de Rosa

“O sofrimento de uma aldeia”

A juntar a esta voz de protesto, na aldeia de Fortes Novos, são algumas pessoas que têm as mesmas queixas ou pior.

Fernando chega mesmo a dizer que o ‘Ministro do Ambiente pouco se importa com o que é denunciado nesta aldeia’, sendo que o problema continua a ser idêntico ao de Rosa, e o mesmo não vive perto da fábrica.

Maria Luzia, diz que este caso está “cada vez esta pior”.  Não consegue estender a roupa porque fumo e o cheiro ficam na mesma e não pode abrir porta ou janela por causa do cheiro e fumo.

Maria Joaquina chega mesmo a dizer que a aldeia “era limpa antes”.

Recorda que há 12 anos que estão com o mesmo problema e que ninguém os ajuda nem os ouvem e realça que “já cá estavamos antes da fábrica.”

Ao marido foi diagnosticado um problema nos pulmões e brônquios. Segundo os médicos, isso acontece devido ao tabaco e à inalação de fumo.

Maria, com ‘raiva’, afirma: “o meu marido nunca fumou! De onde apareceu isto então?”

Leotina Espada não acrescentou muito mais, diz que quando vai ao quintal tem de usar máscara para ‘tentar evitar a fumaça que chega à sua casa em dias de mais vento.’

“Quando importantes aqui vem a fábrica trabalha bem”

Diz o povo que quando alguém mais “importante” vinha à fábrica, a mesma era desligada ou fechada para não se ver o verdadeiro mal.

A verdade é que, quando nos aproximamos, o fumo começou a ter uma posição vertical à que vimos na primeira imagem, que “é quando não estão a puxar muito”, diz um habitante.

Vista da aldeia sobre a fábrica; fumo com posição vertical

Fátima Mourão, porta-voz da Associação Ambiental Amigos das Fortes, vai longe nas suas acusações.

Afirma que as “entidades não estão bem coordenadas” e que a “população está fustigada há 12 anos por fumos”.

Diz também que ‘quem faz as análises, para saber se tudo se encontra correto, é a própria fábrica, que “distorcem a realidade”, para além de que “não podem ser feitas só duas análises por ano”.

A fábrica é considerada uma industria tipo 3, ou seja, não é necessário estudo ambiental e não há nenhuma legislação sobre a ‘proximidade’ da fábrica em relação ás casas.

A população procura soluções para este ‘drama’ que já leva 12 anos.

Saúde

COVID-19: Alentejo com uma morte em dia com menos infetados

Internamentos descem, recuperados sobem

Ana Catarina Ventura

Publicado

em

Boletim DGS

“RT nacional e continental nos 0,92”

Portugal registou hoje mais 2581 novos casos de COVID-19 e mais dez mortes. O Alentejo somou mais 143 novos casos e mais uma morte.

Pelo resto do país, Lisboa e Vale do Tejo contou com mais 947 novos casos e três mortes. No Norte, o cenário melhorou comparativamente há duas semanas, com 886 novos casos e duas mortes.

No Centro houve mais 310 novos casos e três mortes e no Algarve somaram-se mais 230 novos casos e mais uma morte.

Nas ilhas não houve registo de mortes, porém os Açores contaram com 47 novos casos e a Madeira mais 38.

Os internados em enfermaria desceram, são menos 21 pessoas internadas, e o mesmo se sucede nos Cuidados Intensivos, com menos oito pessoas internadas.

Os recuperados tiveram outro salto, com mais 4747 pessoas recuperadas, num total de 917 367 recuperados.

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