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Artes

Museu Municipal Pedro Nunes apresenta espólio precioso de Alcácer do Sal

Fundado em 1894 e instalado na antiga Igreja do Espírito Santo desde 1914, o Museu Municipal encontra-se de portas fechadas há mais de uma década, tendo sido alvo, nos últimos dois anos, de obras profundas de restauro e de instalação de novas áreas, uma empreitada comparticipada em 85 por fundos da União Europeia. A operação completa, incluindo a intervenção de conteúdos museológicos, envolveu um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros.

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Um armazém do período romano dotado de dolium defossa, um contentor cerâmico muito característico no mundo romano que foi encontrado enterrado até às asas e que serviria para armazenamento de alimentos sólidos, é uma das mais-valias que podem ser vistas no renovado Museu Municipal Pedro Nunes, em Alcácer do Sal.

O núcleo museológico, situado junto à Praça com o mesmo nome, vai ser inaugurado dia 6 de abril pelas 15h30, num evento aberto ao público e repleto de ilustres convidados, que contará também com as atuações das bandas da Sociedade Filarmónica Amizade Visconde de Alcácer e Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba e um concerto da fadista Katia Guerreiro.

Patente no subsolo do museu e observável através de painéis de vidro reforçado, o armazém com dolium defossa foi colocado a descoberto aquando da realização de escavações neste espaço após o seu encerramento ao público 2007, devido à sua grave deterioração.

Entre os anos de 2008 e 2011 o Setor de Arqueologia e Museologia da Câmara Municipal de Alcácer do Sal levou a efeito um ciclo de escavações, que deram a conhecer a ocupação humana deste local, do séc. IV a.C até ao séc. XVIII.

“Foram, pela primeira vez, identificadas neste local estruturas correspondentes à zona portuária, nomeadamente armazéns, lojas e habitações de pessoas que aqui viviam e foi ainda recolhido algum espólio arqueológico do que seria comercializado, sendo de destacar um escaravelho egípcio, cuja recolha comprova a existência de comércio com o Mediterrâneo”, refere Marisol Ferreira, responsável pelo Setor de Arqueologia da Câmara Municipal de Alcácer do Sal.

De acordo com a mesma fonte, os trabalhos realizados apuraram ainda que, “em cima da estrutura portuária, existia uma necrópole cristã (que destruiu parcialmente os níveis arqueológicos anteriores), onde foram recolhidos elementos associados aos enterramentos correspondentes a uma população natural, datados do séc. XVII/ XVIII, tais como vestuário, acessórios e pequenos objetos religiosos”.

Não obstante a destruição causada pelos enterramentos, as escavações arqueológicas permitiram identificar uma potência estratigráfica com cerca de dois metros de profundidade, que documentam uma ocupação humana da Idade do Ferro ao período Islâmico, que se encontra, inclusive, bastante representado, sendo de destacar o achado de uma pequena habitação com poço e lixeiras associadas, o que constitui, até ao momento, as únicas estruturas desta época a serem identificadas junto à área portuária.

“Foi uma luta muito grande a requalificação deste Museu. Enfrentámos dificuldades e há muito trabalho por detrás deste projeto, que contou com o empenho de uma equipa fantástica. Esperamos que as pessoas gostem e que, no dia 6 de abril, se juntem a nós na inauguração do novo Museu Municipal Pedro Nunes”, convida Marisol Ferreira.

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 ‘Sons com História’ sucede ao ‘Andanças’

A organização quer criar um Festival de Música que se torne referência nacional e até mesmo internacional, na promoção e divulgação de intérpretes, que sirva de plataforma interdisciplinar de cultura musical

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O sonho de divulgar e projetar cantores, músicos e performers da região e de todo o país trazendo-os ao interior, onde as populações assumem a cultura enquanto pilar decisivo para o desenvolvimento local. 

Do encontro das almas sonhadoras de Nuno Velez, Ana Paula Russo e do Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, António Pita, tomou vida aquela que será́ a primeira edição do Sons com História. 

Queremos criar um Festival de Música que se torne referência nacional e até mesmo internacional, na promoção e divulgação de intérpretes, que sirva de plataforma interdisciplinar de cultura musical e, ainda, na qualificação da oferta cultural do Município. 

A abertura do Festival, dia 27 de junho às 21h30, ficará a cargo das Vozes Alfonsinas com o espetáculo de música medieval e sefardita intitulado “De amores e devoções”, que poderá́ ser desfrutado no auditório da Fundação Nossa Senhora da Esperança, no Convento de São Francisco. 

No dia 28 de junho, também às 21h30, o nosso postal de visita que é o Largo da Fonte da Vila irá ser o palco que receberá o filho da terra professor António Eustáquio com o seu grupo Guitolão World Project acompanhados pela voz da cantora convidada (castelo-vidense) Vera Soldado e focado na música baseada na literatura musical ibérica. 

Os Voice’n’Combo vão trazer-nos ao Cine-teatro Mouzinho da Silveira, no Sábado dia 29 de junho às 21h30, uma viagem pelos standards do jazz vocal e instrumental do séc. XX, evidenciando as diferenças entre as várias épocas. 

Para o último dia desta primeira edição do Sons com História, dia 30 de junho, reservámos para a liturgia de domingo a Grande Missa Cantada, XIII Domingo do Tempo Comum – Ano C, a cargo do Ensamble São Tomás de Aquino na Igreja Matriz de Santa Maria da Devesa às 12h00.

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