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Artes

Muralha em excelentes condições descoberta em Beja

Sítio arqueológico é conhecido desde o século XVIII

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Muralha da Idade do Bronze (Beja)

“complexa muralha em excelente estado de conservação”

Os trabalhos arqueológicos em curso no povoado da Idade do Bronze Final (1250 a 750 a.C.) do Outeiro do Circo, situado junto à aldeia de Mombeja, concelho de Beja, estão a revelar uma complexa muralha em excelente estado de conservação.

Este sítio arqueológico é conhecido desde o século XVIII, quando foram descritas algumas lendas sobre ele, sendo que uma referia que foi neste local que se tentou edificar a cidade de Beja, e que dessa jornada apenas sobreviveram os alicerces da muralha e o nome Mombeja, derivado de Montes de Beja.

Após um primeiro estudo científico em 1977, o Outeiro do Circo só viria a ser alvo de escavações arqueológicas a partir de 2008, no âmbito de projetos de investigação que se mantêm até à data.

As escavações dos últimos 3 anos incidem sobre um troço de muralha que tem surpreendido pelo seu bom estado de conservação e que revela soluções construtivas engenhosas com 3000 anos, como a existência de plataformas de terra batida, rampas de barro cozido e muros de pedra com possíveis paliçadas.

A área da muralha também tem surpreendido pela grande quantidade de materiais arqueológicos recolhidos, sobretudo fragmentos de cerâmica e ossos de animais, que serão devidamente estudados ao longo dos próximos meses para nos revelarem mais dados sobre o modo de vida destas populações.

O Outeiro do Circo é um dos maiores povoados da Idade do Bronze conhecidos na Península Ibérica, com cerca de 17 hectares, e o elemento que mais se destaca é a muralha, que ainda hoje o rodeia na quase totalidade, oculta sobre denso arvoredo, numa extensão de perto de 2 km e que possui uma grande complexidade, quer ao nível das técnicas de construção, quer na forma como ocupou o topo da colina, com troços de dupla linha de muralha ou bastiões circulares que defendem a zona de entrada.

Artes

Biblioteca e Arquivo de Grândola nomeados para prémios europeus

Cerimónias finais serão a 12 de novembro, abril e maio de 2022.

Ana Catarina Ventura

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Imagem: Câmara Municipal de Grândola

Portugal “luta” com mais 41 países

“Concursos contemplam arquitéturas”

A nova Biblioteca e Arquivo do Município de Grândola, um projeto dos arquitetos Matos Gameiro e Pedro Domingos, está nomeada para dois dos mais importantes Prémios Europeus de Arquitetura:  o European Union Prize for Contemporary Architecture – Mies van der Rohe Award e o BigMat International Architecture Award ‘ 21.

Para o European Union Prize for Contemporary Architecture – Mies van der Rohe Award, a nomeação junta-se a outras 531 obras de 41 países diferentes. Os vencedores serão anunciados em abril e a entrega de prémios terá lugar em maio de 2022.

O edifício da Biblioteca e Arquivo de Grândola foi igualmente selecionado para representar o melhor da arquitetura no nosso país no BigMat International Architecture Award ‘ 21, a par de projetos da Bélgica, República Checa, França, Itália, Eslováquia e Espanha. A cerimónia final terá lugar no dia 12 de novembro de 2021.

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