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Agricultura

Movimento Juntos pelo Sudoeste indignado com associação de produtores

Juntos pelo Sudoeste vem exigir responsabilidade social por parte destas empresas agrícolas para com os trabalhadores que contratam, com medidas apertadas de rastreio, segurança e contenção de Covid-19.

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Na sequência do comunicado da Associação dos Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos Concelhos de Odemira e Aljezur (AHSA), que afirma que “as suas empresas “continuam a operar” e alimentam “a cadeia de distribuição nacional e internacional”, apesar da pandemia de covid-19”, o Movimento Juntos pelo Sudoeste mostra estar indignado e afirma, que “não pode deixar de emitir uma nota de choque absoluto com a demagogia do comunicado da AHSA, ao aproveitar-se do medo dos portugueses no que respeita a potenciais rupturas de fornecimento da cadeia alimentar.

O Movimento adianta e esclarece que “As empresas do universo AHSA alimentam, sim, os supermercados dos países do centro e norte da Europa, já que as próprias afirmam que 80% da sua produção é para exportação, e é aí que têm os seus compromissos contratuais.”

Na nota enviada à TDS pode ler-se ainda que “Entre os associados da AHSA, mais de metade dedica-se à produção de pequenos frutos, os ditos frutos vermelhos, que convenhamos, não devem ser de momento a prioridade alimentar em Portugal, onde a esmagadora maioria da população não só não se alimenta de framboesas, mirtilos e amoras, como não tem sequer poder de compra para adquirir caixas de plástico com 125 g de fruta a cerca de três euros cada.”

E adianta “O Juntos pelo Sudoeste pediu recentemente à AHSA que emitisse um comunicado, que nunca chegou, para tranquilizar a população dos Municípios de Odemira e Aljezur sobre os planos de contingência respeitantes à sua força laboral, constituída por milhares de imigrantes desprotegidos, em situação precária e vulnerável, que não falam português, vivem amontoados em casas degradadas, são transportados em carrinhas com a lotação completa e muitos trabalham dentro de estufas.

O Movimento afirma que a “AHSA aproveita o receio da escassez de alimentos para reafirmar que as empresas associadas continuarão a trabalhar a todo o vapor e irão até implementar “um sistema de apoio a instituições de cariz social do concelho de Odemira que possam vir a ter dificuldade em obter alimentos da parte dos seus fornecedores habituais”, mas não tem UMA PALAVRA a dizer sobre a segurança sanitária da sua força laboral e de toda a população dos Municípios de Odemira e de Aljezur, que têm acolhido estas empresas à custa da degradação ambiental e social que se tem vindo a sentir cada vez de forma mais acentuada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

O Juntos pelo Sudoeste refere igualmente que ‘coincidentemente’ o comunicado da AHSA saiu no mesmo dia em que foi conhecido o primeiro caso de COVID 19 em Odemira.

A terminar o Movimento “vem exigir responsabilidade social por parte destas empresas agrícolas para com os trabalhadores que contratam, com medidas apertadas de rastreio, segurança e contenção de Covid-19, e que ajudem efectivamente as autoridades de saúde, já injustamente sobrecarregadas com problemas causados por esta indústria, assumindo a responsabilidade total de se terem instalado numa região que tem assistido, muito benevolamente, a todos os seus atropelos à conservação da natureza e à manutenção de harmonia social, cada vez mais difícil de alcançar nos concelhos de Odemira e Aljezur.

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Agricultura

APORMOR ‘repudia’ intenção da ministra da agricultura

Associação repudia intenção do Governo em criar uma Direção-Geral dependente do Ministério do Ambiente para a sanidade e bem-estar animal

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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A APORMOR associa-se a todas as organizações que já manifestaram o repúdio pela intenção do Governo de criar uma Direção-Geral dependente do Ministério do Ambiente para o bem-estar dos animais de companhia, satisfazendo, parcialmente, uma exigência de um dos seus apoiantes, o PAN.

Dizemos parcialmente, porque este partido político exige que também os animais de produção sejam abrangidos.

“APORMOR repudia intenção do Governo de criar uma Direção-Geral dependente do Ministério do Ambiente para a sanidade e bem-estar animal”

Segundo a APORMOR em comunicado “O Mundo Rural mobilizou-se, quase em uníssono, contra esta intenção de tirar aos técnicos da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) a gestão do bem-estar animal e entregá-la aos políticos, neste caso e neste contexto a pessoas que, dizendo-se defensores dos animais e da natureza, são as que mais atentam contra as leis naturais que têm garantido, ao longo dos séculos, a coexistência entre as espécies animais, incluindo a humana.

E esta vida em comum na natureza tem tido, nas últimas décadas, o apoio indispensável da DGAV e das Direções-Gerais que a antecederam, não só na sanidade animal, mas também na aplicação de regras de bem-estar animal, que todos os produtores pecuários compreendem e acatam. “

Segundo adianta esta associação de produtores sediada em Montemor -o-Novo “Esta Direção Geral, apesar da intenção deliberada por parte da Tutela de a ir desativando, não substituindo os funcionários que se reformam, nem dotando os que restam com os meios mínimos necessários, a começar pelos transportes, para que possam cumprir a sua missão, ainda dispõe de técnicos e outros funcionários que todos os dias fazem milagres para que a saúde pública e animal sejam asseguradas, dentro das condicionantes existentes.”

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