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Economia

Mota Engil e Etermar vão construir alargamento do Porto de Sines.

Fase da ampliação compreende a construção de mais 204 metros de cais

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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A PSA SINES, concessionária do Terminal de Contentores do Porto de Sines (Terminal XXI), adjudicou a primeira fase de expansão desta infraestrutura portuária.

“Fase da ampliação compreende a construção de mais 204 metros de cais”

A PSA SINES, concessionária do Terminal de Contentores do Porto de Sines (Terminal XXI), adjudicou a primeira fase de expansão desta infraestrutura portuária ao agrupamento concorrente MOTA-ENGIL, ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO, S.A. / ETERMAR – ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO, S.A. na sequência do concurso lançado em agosto passado.

Esta fase da ampliação compreende a construção de mais 204 metros de cais de forma a dotar o terminal de um cais corrido com 1.150 metros até ao final de 2021, representando um investimento privado de 16,5 milhões de euros.

Esta é a primeira fase de expansão após processo de renegociação da concessão do Terminal XXI que, na sua configuração final, apresentará um cais com 1.750 metros a serem construídos de forma faseada.

O projeto de expansão do Terminal XXI é o resultado do aditamento ao contrato de concessão celebrado entre a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) e a PSA Sines, permitindo agora a realização de novos investimentos referentes à ampliação do cais e modernização do terminal, projetando o aumento da capacidade de movimentação anual de 2,3 para 4,1 milhões de TEU (contentores de 20 pés).

O Terminal XXI é atualmente um importante HUB de transhipment e representa já uma importante porta de entrada e saída no hinterland ibérico, sendo parte integrante das principais rotas marítimas internacionais nas quais estão alocados os maiores navios de contentores do mundo em operação.

Este investimento vem reforçar a capacidade do terminal em receber vários navios megacarriers em simultâneo, aumentando assim a sua oferta operacional ao mesmo tempo que reforça a sua importância para o desenvolvimento económico da região e do país.

Economia

Quebras de 60% na Restauração e 90% no Alojamento em outubro.

Na Restauração e Bebidas, 41% das empresas ponderam avançar para insolvência.

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Inquérito AHRESP

“Outubro com quebras dramáticas de faturação: 60% na Restauração e 90% no Alojamento”

A persistente e agravada situação pandémica tem provocado uma inibição do consumo e drástica redução da faturação. O inquérito mensal da AHRESP, relativo ao mês de outubro, vem revelar uma intenção de requerer insolvência de 41% das empresas de restauração e 19% das empresas de alojamento.

Ao nível do emprego, 47% das empresas de restauração e 27% das empresas de alojamento indicaram que já efetuaram despedimentos desde o início da pandemia.

Lisboa, 05 de novembro de 2020 – Os resultados de mais um Inquérito Mensal da AHRESP –  Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal à atividade turística, confirmam o desespero das empresas e demonstram enormes dificuldades em conseguir manter os negócios e os postos de trabalho, caso não surjam apoios imediatos. A insolvência e os despedimentos são inevitáveis.

Na Restauração e Bebidas, 41% das empresas ponderam avançar para insolvência, dado que as receitas realizadas e previstas não permitirão suportar todos os encargos que decorrem do normal funcionamento da sua atividade.

Para as empresas inquiridas, a faturação do mês de outubro foi devastadora, com mais de 43% das empresas a registarem quebras homólogas de faturação acima dos 60%.

Como consequência da forte redução de faturação, cerca de 14% das empresas não conseguiram efetuar o pagamento dos salários em outubro e 11% só o fez parcialmente.

Com esta realidade, 47% das empresas já efetuaram despedimentos desde o início da pandemia. Destas, 27% reduziram o quadro de pessoal entre 25% e 50%, e 14% reduziram em mais de 50% os postos de trabalho a seu cargo. Cerca de 23% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do ano.

No Alojamento Turístico, 23% das empresas não registaram qualquer ocupação no mês de outubro e 30% indicou uma ocupação máxima de 10%. Para o mês de novembro, cerca de 50% das empresas estimam uma taxa de ocupação zero, e mais de 24% das empresas perspetivam uma ocupação máxima de 10%. Para os meses de dezembro e janeiro a estimativa de ocupação zero agrava-se, sendo referida por mais de 57% das empresas.

Para as empresas inquiridas, a faturação do mês de outubro foi devastadora, com mais de 36% das empresas a registarem quebras homólogas de faturação acima dos 90%.

Com estas perdas, cerca de 19% das empresas ponderam avançar para insolvência por não conseguirem suportar todos os normais encargos da sua atividade.

Como consequência da forte redução de faturação, cerca de 21% das empresas não conseguiram efetuar o pagamento dos salários em outubro e 9% só o fez parcialmente.

Com esta realidade, 27% das empresas já efetuaram despedimentos desde o início da pandemia. Destas, 24% reduziram o quadro de pessoal entre 25% e 50%, e cerca de 30% reduziram em mais de 50% os postos de trabalho a seu cargo. Mais de 15% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do ano.

A AHRESP considera que, com as novas restrições em grande parte do território português, o funcionamento das atividades económicas será necessariamente agravado, sendo por isso ainda mais urgente a disponibilização de medidas para estes setores.

Exemplo desse agravamento são os dados publicados pelo INE referentes ao 3º trimestre de 2020 (período normal de maior empregabilidade), revelando que a restauração e o alojamento perderam 49.200 postos de trabalho face ao mesmo período de 2019.

As 10 medidas propostas pela AHRESP, que acolhem alguns exemplos de outros países europeus, procuram contribuir para a sobrevivência de muitas das 119 mil empresas e dos 400 mil postos de trabalho diretos.

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