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3 dos 5 médicos que fizeram relatório sobre Lar de Reguengos com ‘historial’ político.

Comissão que fez o Relatório do Lar de Reguengos tem uma ex dirigente do PSD e um ex candidato do PCP, atualmente eleito.

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Relatório da Ordem dos Médicos

“Comissão de Inquérito que fez o Relatório de Reguengos com Médicos ‘políticos’.

A Ordem dos Médicos que tem como uma das suas principais atribuições ‘Contribuir para a defesa da saúde dos cidadãos e dos direitos dos doentes’ avançou com um Relatório para apurar o que se passou no Lar de Reguengos de Monsaraz.

Para apurar os factos foi nomeada uma Comissão de Inquérito constituída por 5 médicos. Filipa Lança, secretária do Conselho Regional do Sul e Membro do Conselho Nacional da Auditoria e Qualidade da Ordem dos Médicos; Nuno Gaibino, Membro do Conselho Regional do Sul; Maria Augusta Pereira, presidente da sub-região de Évora; Hugo Capote, presidente da sub-região de Portalegre e Vera Guerreiro, vice presidente da sub-região de Beja.

Foram estes os elementos que visitaram o lar de idosos, interrogaram profissionais e elaboraram o documento.

Os médicos ‘políticos’

A presidente da sub-região de Évora, Maria Augusta Pereira, tem uma ligação de anos ao PSD de Évora. Já foi dirigente do partido, em termos locais, e foi um dos 40 membros da Assembleia Municipal de Évora, eleita pelo PSD, entre 2002 e 2005.

A TDS apurou igualmente que a Médica fez parte da Comissão Política do PSD de Évora entre 2016 e 2018. Foi eleita na qualidade de vogal.

Em 2013 foi igualmente eleita diretamente para a Assembleia Municipal de Évora pela coligação PSD/CDS.

Na página oficial da autarquia eborense, em 2002, era assim apresentado o historial da médica:

“Nascida em 1960, natural do Sabugal, distrito da Guarda. Casada e mãe de 3 filhas. Médica especialista em Medicina Geral e Familiar, com Pós-graduação em Gestão de Serviços de Saúde, pela Ordem dos Médicos. Exerce funções na Unidade de Saúde Familiar Planície, Centro de Saúde de Évora, onde é Chefe de Serviços e Orientadora de Médicos internos de Especialidade.
Foi Directora do Centro de Saúde de Portel, Autoridade de Saúde Concelhia e Coordenadora da Sub-região de Saúde de Évora, da Administração Regional do Alentejo.”

O presidente da sub-Região de Portalegre, um dos 5 elementos que participou no Relatório, tem igualmente um ‘historial’ que passa pela política.

Em 2009 Hugo Capote foi candidato à Câmara Municipal de Portalegre pela CDU. O candidato, na altura com 34 anos, mereceu o voto unânime da Concelhia do PCP de Portalegre.

Atualmente é o líder da bancada da CDU na Assembleia Municipal de Portalegre.

Numa intervenção de janeiro deste ano Hugo Capote defendeu que a presidente da Câmara, Adelaide Teixeira, eleita pela CLIP, devia demitir-se “se tem algum amor pela cidade”.

Em conferência de imprensa, na sede do PCP, em Portalegre, Hugo Capote acusou Adelaide Teixeira de “incompetência politica e de ter afundado o concelho num “autêntico marasmo”, ao longo dos últimos 10 anos.

Também com ‘simpatia’ pelo PSD está o médico Nuno Gaibino, Membro do Conselho Regional do Sul da Ordem. Um dos 5 que elaborou o documento da Ordem dos Médicos.

Gaibino participou em 2006 na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide.

O médico considerou mesmo esta Universidade ‘a melhor academia de formação política nacional’.

Enquanto aluno questionou os oradores sobre os futuros desafios da JSD. A pergunta do agora médico foi esta: “Sendo a Universidade de Verão a melhor academia de formação política nacional, quais os desafios futuros da JSD na área de formação e renovação da classe política em Portugal?”

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Passadiços no Pulo do Lobo custam quase meio milhão de euros e alteram a imagem da encosta.

A obra é financiada por fundos comunitários. Veja imagens de drone.

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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foto e vídeo: TDS (direitos reservados)

Câmara de Serpa investe mais de 460 mil euros na construção dos passadiços no Pulo do Lobo.

“Passadiços estão quase prontos”

A obra vai permitir descer a encosta e observar as várias espécies de flora e fauna em pleno Parque Natural do Vale do Guadiana.

“A criação dos passadiços do Pulo do Lobo decorre da estratégia de desenvolvimento traçada pela Câmara de Serpa, onde a salvaguarda e valorização do património são determinantes, neste caso do património natural”, referiu Tomé Pires, presidente da autarquia, acrescentando que os passadiços que estão a ser construídos pela encosta da margem esquerda do Guadiana e que se estendem até à queda de água vão “valorizar a paisagem, permitindo a circulação e acesso à margem do Rio Guadiana, nas imediações da cascata, através de estruturas [em madeira] de acesso exclusivamente pedonal e integradas no meio natural”.

Os 50 metros, íngremes, até à margem do rio vão poder ser feitos em segurança, através de uma escadaria em madeira, com cerca de 300 degraus.

Ao longo das escadas, a cada 18 degraus, existem patamares para descanso dos visitantes e que servem também como miradouros.

Os passadiços oferecem uma vista privilegiada para a cascata do Pulo do Lobo, uma queda de água situada no Rio Guadiana.

Formada pelas águas do Rio Guadiana, a cascata tem “águas claras e cristalinas” que formam “um mar de espuma pelo meio de umas montanhas rochosas”, desaguando depois num lago com águas calmas.

O Pulo do Lobo é também um lugar de lendas e histórias.

A mais conhecida dá conta de um “homem audaz ou um lobo acossado que poderiam transpor só com um salto o desnível estreito e natural”.

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