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Já pode ver a história das festas do povo de Campo Maior

Festas podem regressar em 2023

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Campo Maior

Festas podem regressar em 2023

Campo Maior inaugurou o centro interpretativo dedicado às Festas do Povo, no antigo edifício do Assento Militar.

Em causa está um investimento superior a 1,2 milhões de euros.

Os visitantes vão poder conhecer a vertente histórica desta festa que remonta ao final do século XIX, bem como a “mudança” que o evento sofreu após a revolução de 25 de Abril de 1974.

AS FESTAS

As Festas do Povo de Campo Maior consistem na decoração das ruas de Campo Maior (sobretudo no Centro Histórico) com flores de papel e outros objetos em cartão e papel, feitos pelos residentes de cada rua.
São festas que não se realizam ciclicamente, mas quando o Povo entende. As últimas Festas do Povo realizaram-se em 2015, ano que marcou o regresso deste grande evento de cultura popular.
Descrever estas festas não é tarefa fácil. Envolve-as um mundo de esforços, de dedicação, de poesia, que se torna muito difícil descrever e transmitir. São meses e meses de luta, trabalho de entusiasmo sem limites dedicados á sua preparação. São horas sem conta, roubadas quantas vezes ao justo descanso, que toda a gente de Campo Maior dedica á preparação dessa maravilhosa e inesquecível surpresa, desse admirável e fascinante jardim florido que há-de surgir, como por encanto, ao raiar de uma aurora de Setembro.
E na verdade coisa que temos a fazer é ir até Campo Maior nessa semana. Todos os milhares e milhares de flores, todas as rosas, todos os cravos, todas as tulipas, todas as glicínias, todas as papoilas garridas foram preparadas com amor, carinho e grande espírito de vontade. Raro espetáculo que se nos oferece, além das maravilhosas ruas “enramadas” são também as encantadoras e suaves melodias – as célebres “saias” – inspiradas em quadras soltas e acompanhadas de ritmo vivo e alegre com pandeiretas e castanholas, que se cantam e bailam (balham), em todas as ruas de Campo Maior.
Para o forasteiro, para além de tudo o referido atrás, será também o copo de água fresca do cântaro alentejano, o banco do passeio ou do átrio das casas que se encontram de portas abertas, na ânsia de proporcionar os momentos de repouso, para ele é ainda flor graciosa que mãos femininas vão colocar na sua lapela, a simbolizar a consideração e amizade que o Povo lhes dedica.
Assim tem sido sempre e assim serão sempre as Festas do Povo. Uma povoação inteira coberta de papel com dias e noites cheias de alegria, fascínio e encanto.

A ALMA DE UM POVO

Diz a canção que “Numa manhã de Setembro a vila acorda mais bela”, mas por razões que não se compadecem com a tradição, as últimas edições das Festas do Povo ou das Flores ou ainda dos Artistas, trouxeram de volta a Primavera a Campo Maior no final de Agosto.

Caiam-se as casas, marcam-se os lugares dos paus cujo papel é servir de esqueleto a toda a estrutura e dá-se forma às últimas folhas de papel de onde nascerão as flores que atraem as multidões. As Festas são do Povo, porque é o Povo que lhes dá o maior contributo. Sacrificam as merecidas horas de descanso para dar forma às flores e demais arranjos sem os quais Campo Maior não se poderia transformar, da noite para o dia, no mais belo dos jardins.

Tudo começa em Janeiro (ou antes), elege-se o “cabeça de rua” (personagem encarregada de organizar os trabalhos), faz-se o esboço da obra, escolhe-se a cor do papel e enceta-se o trabalho. Ao serão, depois de jantar, juntam-se em casa de uma das vizinhas. Graúdos e miúdos dobram, cortam e colam papel e, por entre as conversas de ocasião e os comentários à telenovela, inicia-se a magia. Nasce uma rosa, floresce uma tulipa, cresce uma oliveira. Tudo peças únicas. Feitas quase em série, iguais à primeira vista, mas únicas, cada qual traz o cunho de quem as fez, com as mãos e com o coração.

A agitação é muita, o cansaço também e por vezes surge o medo de não ter tudo pronto para a noite da “enrramação”. Mas é assim mesmo, as pessoas há já muito que estão habituadas a sofrer na pele o nervosismo e as noites mal dormidas que as Festas trazem consigo, no entanto também trazem a alegria de ver o encanto nos rostos dos forasteiros, maravilhados com tamanha manifestação de arte popular. Sentir que o seu trabalho é reconhecido e elogiado é a única recompensa para quem deixou um pouco de si em cada flor a que deu forma. Vem ao de cima um povo orgulhoso e, porque não, vaidoso, uma vaidade consentida por quem aprecia o mundo de sonhos em que entrou e, há que dize-lo, mais do que merecida.

Desde o mais pequeno dos pormenores até à mais elaborada entrada de cada rua, tudo isto nos transporta para um mundo feito com papel e com os sonhos de um povo. Pela originalidade, pela beleza, pela poesia, pela arte, por tudo isto e por muito mais vale a pena assistir ao espectáculo que são estas Festas, únicas no mundo, mas portuguesas, com certeza.

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Agenda

Exposição “A_wear”, alerta para problema dos resíduos têxteis.

A inauguração da exposição está agendada para a próxima sexta-feira, dia 30 de setembro, pelas 18.00 horas em Odemira.

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EXPOSIÇÃO “A_WEAR” EM ODEMIRA

PROBLEMA DOS RESÍDUOS TÊXTEIS

A exposição “A_WEAR” de Ana Baleia vai estar patente ao público entre os dias 30 de setembro e 14 de outubro, no Espaço CRIAR – Centro em Rede de Inovação do Artesanato Regional, em Odemira.

A designer de moda e artista plástica Ana Baleia pretende alertar para a quantidade de resíduos têxteis e a poluição causada pela produção industrial de roupa. A inauguração da exposição está agendada para a próxima sexta-feira, dia 30 de setembro, pelas 18.00 horas.

A enorme quantidade de resíduos têxteis produzidos diariamente é o problema socioambiental que dá origem ao projeto de artes visuais A_WEAR. Ana Baleia pretende fazer um alerta, materializando em peças artísticas a forma como se relaciona com o problema das toneladas de roupa descartada. A exposição “A_Wear” reúne um conjunto de peças de instalação / escultura onde a principal matéria-prima utilizada são roupas usadas que foram deitadas ao lixo.

Esta exposição integra a programação “Setembro, uma imersão cultural”, promovida pelo Município de Odemira.

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Artes

Festival ‘Imaterial’ de 1 a 9 de outubro.

Um festival, de acesso gratuito, que dá vida à expressão “património pensado e vivido” e que durante uma semana disponibiliza uma programação cultural alargada e eclética na cidade que, desde 1986, é Património Mundial Unesco.

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De 1 a 9 de outubro decorrerá em Évora a 2ª edição do Imaterial.

Um festival, de acesso gratuito, que dá vida à expressão “património pensado e vivido” e que durante uma semana disponibiliza uma programação cultural alargada e eclética na cidade que, desde 1986, é Património Mundial Unesco.

Foi apresentada hoje na Câmara Municipal de Évora a segunda edição do festival “Imaterial” .

De 1 a 9 de outubro a cidade museu vai receber conferências, ciclos de cinema ,um encontro ibero americano e projectos musicais de diversos países.

Na cerimónia de apresentação esteve presente Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora, Luís Garcia, programador cultural da CM Évora, Carla Ribeiro, Fundação Inatel e Carlos Seixas diretor artístico do festival.

O evento pretende ser uma janela de possibilidades a nível cultural e contribuir para uma sociedade mais harmônica em que a tradição é preservada.

Esta é mais uma iniciativa que se insere no caminho que Évora traça para a capital europeia da cultura.

A programação completa do Imaterial que integra concertos, um ciclo de cinema documental, conferências e o Encontro Ibérico de Música que reúne artistas portugueses e espanhóis.

A programação musical conta com músicos que são, cada um à sua maneira, intérpretes daquilo que significa tomar o passado por referência para inventar uma música de hoje.
Ao longo dos vários dias de programação, vai ser possível assistir aos espetáculos de Amélia Muge (Portugal), Annie Ebrel & Riccardo Del Fra (Bretanha), Bandua (Portugal), Barrut(Occitânia), Cantadores do Desassossego (Portugal), Farnaz Modarresifar & Haïg Sarikouyoumdjian (Irão/Arménia), Grupo de Cantares de Évora (Portugal), Helder Moutinho(Portugal), Lia de Itamaracá (Brasil), Natch (Cabo Verde), Parvathy Baul (Índia), Saz’iso(Albânia), Soona Park (Coreia do Sul), Tanxugueiras (Galiza), Tarta Relena (Catalunha) e Verde Prato (País Basco).
Annie Ebrel & Riccardo Del Fra e Barrut integram a Temporada Portugal França 2022 à qual o Imaterial se associa desta forma.
Bandua, Tanxugueiras, Tarta Relena e Verde Prato compõem a programação do Encontro Ibérico de Música que reúne uma nova geração de artistas do território ibérico, promovendo a sua circulação e apresentação dos seus projetos a novos públicos.

Uma das novidades desta edição do Imaterial é o Ciclo de Cinema Documental que, nesta primeira edição, conta com curadoria de Lucy Durán. Lucy é professora de música na SOAS University of London, especializada em música do Mali com uma longa experiência prática como apresentadora da BBC Radio, produtora de álbuns (com três nomeações para os prémios Grammy) e realizadora de documentários.

Os seis filmes selecionados para exibição neste festival acústico especial Imaterial, representam 60 anos de documentários realizados entre 1962-2022. Os filmes apresentam músicas cuidadosamente pesquisadas e raramente vistas, rodadas em locais como Nigéria, Madagáscar, Peru, Portugal, Albânia, França e Guiné-Bissau, e contam histórias envolventes e sensíveis sobre artistas excecionais que estão dedicados à sua cultura e terra, muitas vezes diante de circunstâncias difíceis. Feitos por realizadores ilustres, estes documentários são retratos profundos e apaixonados da música.
De destacar a Estreia Mundial de All mighty Mama Djombo (França, Guiné-Bissau) 2022, realizado por Sylvain Prudhomme e Philippe Béziat que será apresentado pela própria Lucy Durán no dia 5 de outubro pelas 15H30 no Auditório Soror Mariana.

À semelhança do ano anterior, o programa inclui ainda um Ciclo de Conferências, que promovem um encontro entre o património edificado e o património imaterial, animado por um desejo de colocar os dois em diálogo, mas também pelo compromisso de agitar o pensamento em torno destes legados. Entre os vários temas serão criados momentos de reflexão o que tem sido reservado à população negra em Portugal nos processos de definição e ressignificação do património material e imaterial do país ou o estado geral do cante alentejano.

No dia 9 de outubro, data que marca o encerramento da programação Imaterial 2022, será também entregue o Prémio Imaterial que visa saudar e agradecer a uma personalidade ou artista cujo percurso, inscrito na lógica de atar passado e presente, tenha sido decisivo no incentivo ao diálogo entre diferentes culturas, no estímulo ao cumprimento dos direitos humanos e na defesa da igualdade de relacionamento e da paz entre os povos.

O Imaterial é um projeto com organização da Câmara Municipal de Évora/DCP,  cidade candidata a Capital Europeia da Cultura em 2027, em parceria com a Fundação Inatel e direção artística de Carlos Seixas.

Oiça a reportagem na TDS.

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Artes

Feira d’Aires: momentos

Espetáculos na Feira d’Aires 2022.

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Feira d’Aires, em Viana do Alentejo.

Termina esta segunda feira com a atuação de Tony

Veja momentos da Feira d’Aires. Um Grupo de Sevilhanas passou pelo palco da Feira.

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