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Instabilidade meteorológica altera ‘palco’ do Festival Imaterial.

Espetáculos são transferidos para o Teatro Garcia de Resende.

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Devido à probabilidade de ocorrência de chuva, os espetáculos do Festival Imaterial deste domingo e de amanhã, segunda-feira, 21, previstos para o Jardim Público de Évora, são transferidos para o Teatro Garcia de Resende.

“Festival decorre em Évora”

Os bilhetes para o Jardim são igualmente válidos para a entrada no Teatro, sendo que, tendo em conta as restrições decorrentes do contexto sanitário, os lugares disponíveis serão ocupados em função da hora de chegada.

Para aumentar o número de fãs que podem assistir aos espetáculos, está instalado no exterior do teatro um ecrã gigante e uma plateia com lugares sentados.

Domingo 20 jun / 21:00 – Teatro Garcia de Resende

Mónika Lakatos, Hungria

Em 2020, a WOMEX entregou a Mónika Lakatos o seu Artist Award, consagrando a cantora cigana com um dos mais prestigiados prémios entregues no universo das músicas do mundo. O reconhecimento destaca o percurso desenhado pela cantora, enquanto membro do grupo Romengo e a solo, dando nova vida ao património musical da pequena comunidade cigana olah, mas distingue também uma cultura tantas vezes colocada nas margens e ignorada. Tendo actuado por todo o mundo e pisado os palcos dos grandes festivais mas também da Filarmónica de Berlim ou da Ópera de Frankfurt, Mónica Lakatos eleva uma música de expressão simples a uma prodigiosa celebração da vida. O seu empenho contínuo em dar a conhecer a cultura olah baseia-se não apenas no puro prazer de partilhar as suas origens, mas igualmente na firme crença de que só o desconhecimento de outras culturas pode justificar o medo e a desconfiança 

Domingo, 20 jun / 22:15 – Teatro Garcia de Resende

Aldina Duarte, Portugal (veja vídeo)

“Diz quem já me ouviu cantar / Que quando soa o meu canto / A terra inteira estremece”. Nos versos iniciais de “Fado com Dono”, escritos por Maria do Rosário Pedreira para Aldina Duarte, está resumida boa parte do arrebatamento experimentado por quem escuta a fadista. Tendo escolhido entregar-se ao fado tradicional, Aldina Duarte tem construído, disco a disco, uma obra ímpar, sem floreados, ligada à mais vital e crua expressão do género. Depois de se afirmar através de um imaculado reportório escrito para a sua voz, e cantado sobre tradicionais, Aldina quis celebrar 25 anos de fado, em 2019, homenageando os seus heróis (Tony de Matos, Beatriz da Conceição, Lucília do Carmo, Maria da Fé ou Carlos do Carmo). É esse disco, a par de alguns dos temas fundamentais no seu percurso, que Aldina partilhará connosco – fazendo-nos, seguramente, estremecer.

21 jun / 18:30 – Teatro Garcia de Resende

Mustafa Saïd, Egipto

Nascido no Cairo, Mustafa Saïd cedo mergulhou na música clássica árabe modal, tornando-se não apenas um dos mais espantosos intérpretes de uma nova geração, mas também um dos seus mais dedicados investigadores e professores. A sua abnegada paixão pela música árabe, com um foco na sua expressão clássica mas sem abdicar de uma reinvenção contemporânea, tem-se manifestado de diversas e intensas formas ao longo dos anos – ao publicar artigos académicos e apresentar conferências sobre o tema, ao coligir mais de 500 recolhas de antigas canções árabes, ao gravar vários álbuns que documentam o seu estonteante virtuosismo no oud.

Director do Instituto de Arquivamento e Investigação da Música Árabe, no Líbano, e fundador do Asil Ensemble for Contemporary Classical Arab Music, Mustafa Saïd é tido como uma das mais conhecedoras autoridades desta música e um dos grandes responsáveis pela recuperação em curso da música clássica árabe modal

21 jun / 21:00 – Teatro Garcia de Resende

Egschiglen, Mongólia

Oriundos de uma paisagem deslumbrante na Mongólia, onde com frequência a música ao ar livre divide o espaço sonoro com os animais, o vento e outros sons luxuriantes da natureza, os Egschiglen criam, desde 1991, um mundo musical de absoluta harmonia com esse contexto local. Com recurso a instrumentos tradicionais da Ásia Central e ao canto tão característico daquela região, os Egschiglen evocam no seu reportório a vastidão das estepes mongóis e a imensidão do deserto de Gobi. Através de temas recolhidos no cancioneiro regional ou atualizados pela contemporaneidade, somos levados por cavalgadas no deserto, a acompanhar o curso de rios ou investir por montanhas e florestas, graças a uma música rica em sugestões visuais e garante de uma notável viagem auditiva.

21 jun / 22:15 – Teatro Garcia de Resende

Vincent Moon‘s Live Cinema, França

Vincent Moon tornou-se um nome reconhecido no mundo da música com a criação do popular site La Blogothèque. Ao longo de vários anos, tornaram-se virais vídeos em que Moon colocava músicos como Arcade Fire, Jack White ou Iggy Pop em imprevistas situações de concerto.

Na última década, tem-se dedicado a uma outra forma surpreendente de juntar música e imagem, documentando cerimoniais nos cinco continentes – dos cantos polifónicos da Geórgia aos rituais xamânicos na Amazónia, dos círculos sufi da Tchetchénia às canções fúnebres da Indonésia. A sua ambição, entretanto, expandiu-se da documentação para a vontade de interagir ao vivo com estas gravações (audio e vídeo). No Imaterial, Moon recorrerá às filmagens realizadas com grupos de cante alentejano, apresentando-se em palco com a música portuguesa Diana Combo para improvisar um novo objecto de transe.

A restante programação até dia 26 de junho mantém-se:

24 jun / 21:30 – Showcase: Magali Sare & Manel Fortià, Catalunha

24 jun / 22:20 – Showcase: Lavoisier, Portugal

25 jun / 21:30 – Showcase: O Gajo, Portugal

25 jun / 22:20 – Showcase: Laura Lamontagne & PicoAmperio, Galiza

26 jun / 21:30  – Showcase: Jon Luz & Maria Alice, Cabo Verde / Portugal

26 jun / 22:20  – Showcase: Los Hermanos Cubero, Castela-Mancha

As SHOWCASES do Encontro Ibérico de Música foram selecionadas por uma equipa de programadores e produtores: Carlos Seixas (FMM, Imaterial, Ciclo Mundos), Luís Garcia (Artes À Rua, Imaterial), Marc Lloret (Mercat Vic), Vítor Belho (Cantos na Maré).

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Setúbal elabora “Tapete do Mundo”

Obra de arte terá dois metros e será visto durante um dia

Ana Catarina Ventura

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Diocese Palmela

Construção prolongando-se até ao final da tarde de sábado.

“O tema do ano Jacobeu é Simbolicamente Unidos pelo Mesmo Caminho

Durará apenas um dia e será composto por flores, sal, areia e serradura, o “Tapete do Mundo” vai ser elaborado no sábado, no Largo de Santa Maria, centro histórico de Setúbal, dedicado aos Caminhos de Santiago.

O tapete, que terá dois metros de comprimento e dois metros de largura, é uma iniciativa aberta à participação de voluntários interessados, cumprindo regras sanitárias de distanciamento físico, uso de máscara e higienização das mãos.

Ao mesmo tempo da iniciativa em Setúbal, voluntários em mais 200 cidades de 30 países de todo o mundo produzem tapetes com um desenho igual, especialmente dedicado aos Caminhos de Santiago.

A ideia surge por iniciativa da Comissão Gestora de Entidades Alfombristas do Caminho de Santiago, no âmbito das comemorações do ano Jacobeu 2021, com o tema “Simbolicamente Unidos pelo Mesmo Caminho”.

O município fornece os materiais necessários, incluindo lanches e cadeiras de apoio.

A obra de arte fica em exposição até ao dia seguinte à intervenção, domingo, Dia de Santiago.

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