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Economia

Insolvências em Portugal crescem 4% no primeiro trimestre

Registaram-se 658 insolvências em Portugal no primeiro trimestre de 2020

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Registaram-se 658 insolvências em Portugal no primeiro trimestre de 2020, mais 4% do que no período homólogo

“As empresas insolventes representam volume de negócios superior a 295 milhões de euros”

O número de empresas insolventes em Portugal foi de 658 no primeiro trimestre de 2020, um crescimento de 4% face ao período homólogo, reflete a análise da COSEC, seguradora líder nos ramos do seguro de créditos e caução.

De registar, também, que os pedidos de Processo Especial de Revitalização (PER) diminuíram 20% neste primeiro trimestre (foram 102, no total, contra as 127 registadas nos primeiros três meses de 2019.

“A economia global está num enorme estado de turbulência. 

O mundo está a atravessar um novo tipo de crise económica e sanitária que está a colocar todas as economias, e as empresas, sob uma pressão intensa. 

“A maioria dos casos de insolvência refere-se microempresas do setor dos serviços”

Prevemos que o aumento das insolvências, que já se verifica no primeiro trimestre do ano, se acentue nos próximos meses.”, afirma Maria Celeste Hagatong, presidente do Conselho de Administração da COSEC, “Mais do que nunca, e perante o atual contexto de incerteza, o Seguro de Créditos é um instrumento fulcral na identificação dos parceiros mais vulneráveis, permitindo às empresas adequar a sua estratégia comercial ao novo quadro de agravamento de risco quer geográfico quer sectorial. “

Setor dos Serviços e microempresas continuam a ser os mais afetados

As microempresas continuam a representar a maioria dos casos de insolvência, com uma quota de 65%. Esta tem sido a tendência desde 2009.

Embora com um ligeiro decréscimo (de 23% no primeiro trimestre de 2019 para 21% para o mesmo período em 2020), também o setor dos serviços continua a liderar em número de insolvências, com 136. Seguem-se o setor do retalho (15,3%), com um total de 101 empresas insolventes, e o setor da construção (14,9%), com 98.

Na categoria de Empresário em Nome Individual (ENI) registaram-se, no primeiro trimestre de 2020, 95 insolvências, 14% do total do número total em Portugal.

“A categoria de Empresário em Nome Individual representou 14% do número total de insolvências”

No que respeita à distribuição geográfica, os resultados das insolvências mantiveram-se comparativamente ao mesmo período em 2019. Neste seguimento, o Porto apresenta o maior número (23,4%, contra 28,5% no primeiro trimestre de 2019), seguido de Lisboa (18,5%, contra 18,1%) e do distrito de Braga (13,4%, contra 12,2%). Os distritos de Beja, Portalegre e Évora continuaram a registar o menor número de insolvências, com um total de 16 casos registados.

No período em análise foram criadas em Portugal 11939 empresas, o que representa um decréscimo de -25% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Continuaram na liderança os setores dos Serviços (2.976 empresas), Construção (1.398) e Retalho (1.366). Lisboa (3.931 empresas), Porto (2.201), Setúbal (896) e Braga (874) mantiveram-se como os distritos onde se registaram um maior número de novas empresas.

“As insolvências registadas representam a perda de mais de 5.100 postos de trabalho, e cerca de 87 milhões de euros de créditos a fornecedores que ficaram por regularizar”

Relativamente aos casos de pedido de Processo Especial de Revitalização (PER), 40% foram solicitados por micro ou pequenas empresas. Quanto aos setores que registaram o maior número de pedidos de acesso a este mecanismo, destacam-se os setores dos Serviços (15 empresas), Alimentação (14) e Construção (13).

“11 939 novas empresas foram constituídas, menos 25% do que no primeiro trimestre de 2019”

Impactos económicos

De acordo os dados do último balanço disponibilizado pelas empresas, observou-se no processo de insolvência um potencial impacto de mais de 5.100 postos de trabalho, um volume de negócios superior a 295 milhões de euros.

Cerca de 68% do número de postos de trabalho em risco estão concentrados nas micro e nas pequenas empresas, tendência também observada no que toca ao valor de créditos a fornecedores (84%), o que reflete o peso destas empresas no total das empresas insolventes, e a sua maior vulnerabilidade face aos desafios do panorama económico atual.

Aumento de 14% das insolvências em todo o mundo

Se já se antecipava uma desaceleração económica internacional, embora em muito menor escala, a epidemia de Covid-19 reforçou tendência. 

A Euler Hermes, acionista da COSEC e líder mundial em seguro de créditos, aponta para um aumento de 14% das insolvências em todo o mundo durante o ano de 2020 (16% na Europa Ocidental).

“Pedidos para entrada no Processo Especial de Revitalização (PER) caíram 5%”

Apesar das intervenções dos governos para apoiar empresas (através de adiamentos de impostos, empréstimos, garantias estatais, etc.), que deverão ajudar a limitar os danos, o atual contexto de bloqueio da economia poderá levar à falência cerca de 7% das PME e midcaps da Zona Euro – cerca de 13 mil negócios. Neste âmbito, 10% do total de empresas em risco estão em França, perto de 9% na Alemanha, 8% na Bélgica, 6% em Espanha e 5% em Itália.

A Euler Hermes estima que as insolvências vão aumentar principalmente em Itália (+ 18%), Espanha (+ 17%) e Holanda (+ 21%). A Alemanha (+ 7%), a França (+ 8%) e a Bélgica (+ 8%) também deverão registar um aumento maior de insolvências do que o previsto antes da pandemia. Os setores que correm maior risco são a construção, o setor agroalimentar e o dos serviços.

Qual o país que melhor protege as pessoas da Covid-19? Portugal fora da lista.

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Economia

 Évora volta a ter escola de pilotos de aviação 

A Air Dream College vai arrancar com quatro aviões de instrução, esperando terminar o ano com oito aeronaves no total 

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Com a chegada das duas primeiras aeronaves, foi oficialmente apresentada a nova escola de pilotos de Évora.

“O Presidente do Município eborense teve oportunidade de felicitar os responsáveis pela Air Dream College.”

Carlos Pinto de Sá, presidente do município eborense, transmitiu votos de sucesso para o novo empreendimento, assinalando a sua importância não só como fator de desenvolvimento para a cidade mas, também, como uma nova valência para o Aeródromo de Évora, bastante significativa no contexto da reestruturação de que este equipamento tem vindo a ser alvo no sentido de o tornar mais eficiente, moderno, e adaptado às novas exigências tecnológicas. 

Air Dream College, a empresa que aposta no sucesso deste empreendimento, é uma startup portuguesa constituída por uma equipa liderada por três especialistas: Nuno Anjos, gestor responsável, e Aurélio Almeida e Ivan Duarte, ambos diretores de instrução.

Os três prometem máximo empenho na concretização do que afirmaram ser um sonho que veio a transformar-se em realidade em Évora, cidade que sublinharam estar dotada de um aeródromo com as condições técnicas e logísticas ideais para este tipo de investimento.

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