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Turismo

Inaugurada a 1ª edição da Feira Náutica de Setúbal

A Feira Náutica de Setúbal está aberta hoje e amanhã das 10h00 às 21h00 e, no último dia das 10h00 às 20h00.

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A primeira edição da Feira Náutica de Setúbal, de promoção de empresas, serviços e operadores nas áreas de náutica de recreio e pesca desportiva, decorre até domingo no Cais 3 do Porto de Setúbal com diversas atividades.

O evento, que resulta da reconfiguração da antiga Feira de Pesca e Náutica de Setúbal que se realizava no Parque Urbano de Albarquel, abriu ontem ao público numa cerimónia informal que contou com a presença do vereador com o pelouro do Desporto, Pedro Pina.

O autarca fez um périplo pelas mais de duas dezenas de expositores de material náutico presentes e mostrou-se confiante no sucesso do evento.

“Decidimos fazer uma aposta forte na componente náutica, trazendo grandes empresas para apresentar os seus produtos neste espaço extraordinário à beira-rio. Acreditamos que a feira vai ser um grande sucesso com este novo modelo”, sublinhou Pedro Pina.

O certame inclui exposições, atividades náuticas e de montanha, venda de material e workshops, num espaço de negócio e de divulgação de serviços de empresas portuguesas e estrangeiras.

A feira, dedicada a embarcações de recreio, equipamentos náuticos e pesca desportiva, conta com expositores de material náutico diversos, nomeadamente de caça submarina e mergulho, bem como de stand up paddle, entre outros.

Os operadores de turismo náutico e de montanha, assim como os produtores regionais marcam também presença neste evento organizado pela Câmara Municipal, com o apoio da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra e os patrocínios das Águas do Sado e da Caetano Drive Setúbal.

Além de mais de duas dezenas de expositores ligados a esses setores, a Feira Náutica de Setúbal, de entrada gratuita, desenvolve concursos de pesca e workshops em diversas áreas.

Batismos de mar e passeios de barco são igualmente proporcionados aos visitantes do evento, que, longo dos quatro dias, garante zona de restauração com oferta diversificada.

A mostra e venda de materiais e equipamentos náuticos, de pesca lúdica e desportiva e atividades náuticas temáticas são outros atrativos do certame.

A pensar nos amantes dos desportos náuticos, o evento reserva ainda um passeio de canoas, stand up paddle e barcos de remos, no percurso entre o Parque Urbano de Albarquel e Alpertuche, dinamizado no âmbito do projeto municipal dos 16.os Jogos do Sado, iniciativa organizada em parceria com o Clube de Canoagem de Setúbal, com o apoio da Federação Portuguesa de Canoagem, da ZARPA Faz-te ao Mar e do Blue Coast Hostel.

Património

Jornal espanhol compara Badajoz e Elvas. ‘Nuestros hermanos’ elogiam os portugueses.

Em causa a limpeza junto aos monumentos históricos das duas cidades

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Sob o título ‘Elvas limpa as encostas’ o Jornal Hoy de Badajoz fez uma comparação entre a ‘limpeza’ junto aos monumentos dos dois lados da fronteira.

Os elogios vão todos para Elvas que, dizem os espanhóis, é uma cidade mais limpa e que cuida muito melhor dos seus monumentos.

Leia o artigo traduzido para português:

“Elvas e Badajoz são cidades vizinhas separadas por pouco menos de vinte quilómetros e, além disso, fazem parte da mesma eurocidade. Mas a distância, os países a que pertencem e a língua não são as únicas coisas que os diferenciam. A conservação do meio ambiente de seus monumentos é outro dos aspectos marcantes que os distinguem.

É suficiente andar pelas duas cidades para apreciar as diferenças. Por exemplo, tomando como referência as encostas da Alcazaba e do forte de San Cristóbal Pacenses, e do ‘Forte da Graça’ e o aqueduto de Elvas.

Deste lado da Raya, o estado da vizinhança destes dois monumentos é muitas vezes controverso devido à sujeira e mato que os invade e aos incêndios que ocorrem por esse motivo. O último ocorreu em junho passado, apesar do fato de que o problema está sendo reduzido devido ao último trabalho de limpeza.

A situação dos arredores da Alcazaba e Forte de San Cristóbal é muitas vezes controversa

Depois do último verão, o trabalho de limpeza foi realizado e depois as áreas estão sendo tratadas com produtos fitossanitários.

No entanto, esses cantos estão longe de serem tão limpos quanto os portugueses. “Você tem que cuidar um pouco mais”, diz Santa Marín, vizinha do forte de San Cristóbal.

O forte, construído no século XVII, é um dos monumentos mais importantes de Badajoz, mas a área que o rodeia não corresponde à sua importância. As escadas que acessam as instalações pela rua Inés Medrano Gil levam os visitantes a um terreno baldio cheio de sujeira e detritos.”

O local é invadido por vegetação pobre e negligenciada, com marcas de incêndios e árvores caídas. O que poderia ser uma caminhada cultural planejada tornou-se uma caminhada cheia de obstáculos. Marín viveu sete meses ao lado do monumento, e durante este tempo ele pôde observar que a área não recebe a atenção necessária. «Não se cuide», frase.

Há três anos, a colaboração com um pastor começou para que suas cabras pudessem limpar as encostas, mas o resultado foi insuficiente. Todos os anos as chamas ameaçam o monumento, chegaram até a cerca do perímetro do forte.

Do outro lado do rio, a situação não é melhor. A Alcazaba de Badajoz, declarada Monumento Histórico-Artístico em 1931, possui um grande espaço verde, mas nem toda a área é conservada da mesma forma.

Na rua Suárez de Figueroa, onde fica o portão dos Carros, a entrada mais larga do monumento, há um grande contraste na manutenção de algumas áreas e outras. A poucos metros de um gramado regado e bem cortado, com árvores que decoram o acesso ao local, é possível encontrar arbustos secos de grandes dimensões.

O mesmo acontece dentro da Alcazaba, onde várias áreas de paisagismo não são melhores devido à falta de cuidados.

Juan Francisco Chaves mora ao lado do monumento há nove anos e, irritado, diz que “a área é regular, poderia ser melhor”. Ele acredita que “mais dinheiro é investido no centro” do que no resto da cidade. Isabel Díez, que também mora na área, coincide com Chaves. Não só se queixa da situação dos espaços verdes do bairro, mas também do estado das ruas em geral.

Omar Rosas costuma passear pela Alcazaba e afirma que a área “precisa de mais amor”. Também denuncia a ausência de pessoal de segurança no monumento. Rosas considera que as áreas verdes de Elvas são mais bem cuidadas do que as da capital de Palencia.

É verdade que os vizinhos consultados pelo HOY louvam a conservação do parque do Guadiana. Alfonso López, morador da região, costuma passear com seu cachorro nas margens do rio e pontuá-lo com dez.

Elvas, nada para ver
Por seu turno, a cidade vizinha foi declarada Patrimônio da Humanidade em 2012. Apesar de seu pequeno tamanho, tem um grande legado militar e a maior fortificação da Europa.

Ao entrar em Elvas, sua vegetação oferece uma recepção calorosa ao visitante. As áreas verdes da cidade são caracterizadas pelo verde intenso e limpeza. Acima de tudo, é exemplar a manutenção das áreas próximas aos principais monumentos portugueses, em que não se encontra nenhum matagal negligenciado.

Lá, a vegetação é perfeitamente cortada, de modo que as chances de ocorrência de um incêndio são muito menores.

THAMIRIS MITTER /Jornalista do Hoy

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