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Educação

Governo volta a falhar na Educação. Portal da Queixa regista aumento das reclamações dirigidas ao Ministério da Educação.

Problemas com os manuais escolares gratuitos, falta de vagas para alunos e falta de colocação de professores estão entre as principais reclamações ao setor da Educação

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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A poucos dias do arranque do novo ano letivo, o Portal da Queixa – a maior rede social de consumidores de Portugal -, analisou os dados referentes às reclamações que manifestam a insatisfação dos consumidores face aos serviços do Ministério da Educação e Ciência (MEC).

A análise da equipa ao setor da Educação permitiu verificar que, desde o início do ano e até agosto de 2019, houve um aumento do número de queixas dirigidas ao MEC, sendo que, a plataforma MEGA (Manuais Escolares Gratuitos), registou um aumento de mais de 1000% das reclamações, face ao ano anterior.

Outra das principais queixas identificadas, e denunciada recentemente pelo Portal da Queixa, refere-se à falta de vagas para os alunos, um problema transversal aos vários ciclos de ensino, mas que se agudiza no pré-escolar e 1º ciclo.

De acordo com a informação do Portal da Queixa, este ano, o dia 27 de junho marcou a primeira reclamação registada contra à plataforma MEGA, e até ao dia 29 de agosto, foram já registadas 87 reclamações. De salientar que, em igual período do ano passado (27 de junho a 29 de agosto de 2018), tinham sido apenas registadas 7 reclamações. Conforme já foi tornado público – com base na consulta das reclamações disponíveis no Portal da Queixa -, à medida que continuam a ser disponibilizados os vouchers para a recolha dos manuais escolares gratuitos, os educadores reclamam principalmente o mau estado dos manuais reutilizados (a maioria dos casos acontece nos livros do 1.º ciclo) e, por conseguinte, denunciam o não cumprimento dos requisitos exigidos às escolas na hora de recolher os manuais.

De referir que, a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) confirma o aumento das reclamações e revela ainda preocupação por considerar que muitos dos estabelecimentos de ensino podem estar a reutilizar livros que não estão em bom estado para tentar vencer o concurso do Governo, que promete um prémio de dez mil euros às 20 escolas com maiores taxas de reutilização.

Para além da subida anual das queixas registadas contra o MEC, a análise do Portal da Queixa detetou um aumento significativo no número de reclamações no mês de julho de 2019: um total de 53 queixas, tendo sido o mês com mais reclamações desde janeiro. Das reclamações analisadas em julho, 25 estão relacionadas com dificuldades em colocação dos alunos/falta de vagas de turmas.

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Educação

Escola Manuel Ferreira Patrício em protesto

Plenário com trabalhadores estava marcado para as 8h00 da manhã

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Foto: Bruno Baltazar / TDS (direitos reservados)

Plenário à porta da Escola Manuel Ferreira Patrício, em Évora, com a participação de Sindicato e de trabalhadores da escola.

Em causa a falta de funcionários que faz com que algumas valências da escola estejam ainda inactivas.

Esta é uma preocupação já levantada por Mário Nogueira, numa recente visita a Évora, o líder sindicalista tinha apresentado este exemplo como preocupante.

Na altura falou de crianças a ter “atividade letiva de forma intermitente”.

Mário Nogueira pediu que o Ministério da Educação “pare para pensar” e “altere a lei” para “corrigir os erros”.

Mário Nogueira em Évora pede ao governo para ‘parar e pensar’.

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