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Património

Forte de Albarquel está a ser reabilitado

A fortaleza foi projetada em 1642, no contexto da Guerra da Restauração da Independência portuguesa, quando D. João IV procedeu a uma ampla remodelação da estratégia defensiva de Portugal, à qual não foi alheia a proteção da barra do Sado.

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O Forte de Albarquel está a ser reabilitado numa operação liderada pela Câmara Municipal de Setúbal, com trabalhos com conclusão prevista para setembro, que devolve aquele património do século XVII à cidade com novas valências culturais e educativas.

As obras de recuperação da antiga fortificação militar foram iniciadas em agosto do ano passado e, durante todo este período, os trabalhos estiveram centrados, sobretudo, no interior do imóvel cedido pelo Ministério da Defesa à Câmara Municipal de Setúbal, em janeiro de 2015, por um período de 32 anos.

Por se tratar de um edifício com elevado valor patrimonial, a opção do gabinete de arquitetura responsável pelo projeto de reabilitação do Forte de Albarquel focou a prioridade no interior do imóvel, no qual foi necessário conduzir um delicado conjunto de ações de restauro e concretizar novas soluções estruturais.

A operação, a decorrer há cerca de nove meses, com encargos repartidos entre a autarquia e o The Helen Hamlyn Trust, no âmbito de um memorando de entendimento firmado em 2016, reserva para a fase final da intervenção os trabalhos de recuperação do exterior da fortaleza, ações de maior impacte visual para o público.

Além da recuperação do edificado histórico, a operação, cuja conclusão, de acordo com o caderno de encargos, está prevista para setembro, contempla um conjunto de ações de beneficiação da área envolvente, trabalhos a executar pela Câmara Municipal de Setúbal.

Esquecido ao longo de décadas e longe da imponência militar de outros tempos, o Forte de Albarquel renasce com num plano delineado pelo município para o transformar num espaço cultural e educativo, com valências museológicas e expositivas, componentes para diversas manifestações culturais e artísticas e funções de sala de visitas da cidade.

O Forte de Albarquel, localizado na praia com o mesmo nome, na margem direita da foz do rio Sado, integrou, a partir do século XVII, a linha defensiva do trecho do litoral que se estendia entre Setúbal e Sesimbra e funcionou como complemento do Forte de São Filipe na proteção da povoação marítima sadina.

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Património

Escavações arqueológicas em Safara, Moura

Dia aberto realiza-se a 20 de julho 

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Dado o sucesso dos trabalhos arqueológicos do ano passado, iniciou-se a segunda campanha de escavação no Castelo Velho de Safara, a decorrer durante os meses de Junho e Julho de 2019. 

Até ao momento foram já identificadas várias estruturas datadas da época Romano Republicana (século I a.C.), destacando-se vários troços de muralha à qual estão adossados diversos pequenos compartimentos provavelmente destinados ao armazenamento de recursos alimentares. 

Paralela à muralha, encontrou-se uma via de circulação junto da qual é possível que se tenha desenvolvido a zona residencial do povoado. A cultura material confirma a presença romana, mas indicia também uma forte presença de populações da II Idade do Ferro (séculos IV a I a.C.), havendo igualmente vestígios cerâmicos datados do 3.º milénio a.C., de cronologia Calcolítica. 

Entre a equipa internacional da South-West Archaeology Digs (SWAD) constam participantes de mais de 10 nacionalidades, estando a direção científica a cargo dos portugueses Mariana Nabais e Rui Monge Soares. Os trabalhos arqueológicos têm o apoio de várias entidades, como a University College London, a University College Dublin, a Câmara Municipal de Moura, a União de Juntas de Freguesia de Safara e Santo Aleixo, ADC Moura e a Empark. 

Durante a escavação têm vindo a decorrer atividades pedagógicas com os alunos da Escola Primária de Safara, que culminarão com a visita dos alunos ao sítio arqueológico. No dia 20 de Julho realiza-se o Dia Aberto, em que todos os interessados estão convidados a participar numa visita ao Castelo Velho de Safara e à escavação, e a apreciar os artefactos descobertos no local. 

No final das escavações, entre 30 de Agosto e 1 de Setembro, realiza-se na Casa da Moagem de Safara uma exposição da fotógrafa Ana Paganini sobre os trabalhos desenvolvidos pela SWAD, bem como uma palestra dos arqueólogos responsáveis reportando os resultados das campanhas arqueológicas realizadas. 

A Câmara Municipal de Moura apoiou desde o primeiro momento este projeto, tendo disponibilizado, este ano, um conjunto de recursos, designadamente financeiros, transporte, topografia e visitas guiadas ao centro histórico da cidade.

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