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Tecnologia

Foguetões foram lançados no Alentejo (veja o vídeo)

Veja as imagens dos vários lançamentos

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O lançamento dos foguetões do EuRoc – European Rocketry Challenge decorreu no sábado, em Ponte de Sor

” Primeiro campeonato europeu de lançamento de rockets.”

Os austríacos da The Hound venceram a primeira edição do EuRoC – European Rocketry Challenge. A iniciativa, juntou mais de 100 estudantes de seis países, colocou foguetões nos céus do Alentejo e em 2021 regressa a Ponte de Sor.

A cidade portuguesa de Ponte de Sor vai receber a segunda edição do EuRoC – European Rocketry Challenge de 12 a 17 de outubro de 2021. O anúncio foi feito este domingo pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, na sessão de encerramento do primeiro campeonato europeu de lançamento de rockets produzidos por estudantes universitários.

“Portugal estimula as futuras gerações de engenheiros europeus para aceder ao espaço com foguetões de baixo impacto ambiental e baixo custo.

Terminado com grande sucesso o 1.º European Rocketry Challenge, a segunda competição voltará a Ponte de Sor em outubro de 2021. Participem e divulguem!”, disse aos estudantes, numa ligação por streaming, reunidos no paddock que os recebeu durante a última semana.

“Rockets regressam a Ponte de Sor de 17 a 21 de outubro de 2021”

A primeira edição do EuRoC, que trouxe a Ponte de Sor mais de uma centena de estudantes de seis países, chegou hoje ao fim com a entrega de prémios às equipas vencedoras no Centro de Cultura e Artes de Ponte de Sor.

Os austríacos da The Hound receberam o prémio Flight Dynamics das mãos de Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, Portugal Space.

O responsável pela entidade promotora do EuRoC, acredita que estão reunidas todas as condições para que o evento possa entrar no calendário de competições universitárias internacionais: “O sucesso que alcançamos com esta primeira edição, permite-nos ambicionar ter no próximo ano mais equipas, de mais países, incluindo equipas portuguesas, que este ano já nos mostraram estar a trabalhar nesse sentido”.

As equipas Tarvus (Universidade de Engenharia do Porto) e Red (Instituto Superior Técnico) estiveram presentes na primeira edição do EuRoC apenas com testes e apresentações técnicas, mas Ricardo Conde espera “poder ver os foguetões portugueses a serem lançados já em 2021”.

O presidente da Portugal Space quis ainda lembrar o apoio dado por diversas entidades, “sem as quais nada disto seria possível”, como sejam a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), NAV Portugal, Anacom, Polícia de Segurança Pública e GNR, bem como o Ministério da Defesa Nacional, “Devemos ainda um agradecimento muito especial a Ponte de Sor, que desde a primeira hora nos apoiou neste projeto”, concluiu.

Já a presidente do júri, Chiara Manfletti, ex-presidente da Agência Espacial Portuguesa e atual diretora de políticas e programas da Agência Espacial Europeia (ESA) afirmou que, a primeira edição do EuRoC foi “um início emocionante para uma aventura maravilhosa para estudantes de todo o mundo, mas também para aqueles que a tornaram realidade”.

O júri distinguiu ainda a equipa dinamarquesa DanStar com o prémio Team Sportsmanship e os franceses da Air ESIEA com o prémio Team Spirit.

Educação

Universidade de Évora instala Sistema de Alerta Precoce de Sismos.

Este Sistema de alerta é fundamental não só para Portugal, mas também para a Europa.

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A Universidade de Évora (UÉ) encontra-se a capacitar a rede nacional de monitorização sísmica, permitindo assim o desenvolvimento de um Sistema de Alerta Precoce de Sismos (Earthquake Early Warning System – EEWS), incluindo os gerados na região Atlântica adjacente ao território português. Este Sistema de alerta é fundamental não só para Portugal, mas também para a Europa.

“Universidade de Évora instala Sistema de Alerta Precoce de Sismos em Portugal”

A instalar em quatro locais na região algarvia o sistema (EEWS) baseia-se no intervalo de tempo entre as ondas sísmicas primárias (designadas por P, mais rápidas) e as ondas secundárias (designadas por S, mais lentas). O intervalo de tempo é calculado a partir das velocidades de propagação das ondas P e S. No entanto há que realçar “que as ondas S e de superfície são as mais destrutivas” explica Mourad Bezzeghoud, professor do Departamento de Física e investigador no Instituto de Ciências da Terra da Universidade de Évora.

“Quanto mais próximo estamos do epicentro, menor é o intervalo de tempo (entre P e S) e quanto mais próximo estamos do mesmo, mais graves são os estragos”, frisa o investigador da academia eborense, uma vez que, “quanto mais perto estamos do epicentro, menos tempo temos para alertar e reagir, e quanto mais longe estamos do mesmo, mais tempo temos para reagir e tomar medidas de proteção” acrescenta Mourad Bezzeghoud. O investigador sublinha que no caso português o tempo é contado em segundos ou minuto(s), “mas existem outras situações no mundo onde o tempo pode atingir dezenas de minutos ou até horas”.

O objetivo deste sistema implementado no nosso país, como sublinha Mourad Bezzeghoud, é “detetar os sismos e determinar algumas das suas características, incluindo localização e magnitude, antes que os efeitos dos fortes sismos atinjam áreas críticas” e desta forma, em tempo útil “permitam ser decididas e implementadas medidas de proteção”.

É através do projeto EMSO-PT – European Multidisciplinary Seafloor and water column Observatory, financiado pelo estado português e pela Comissão Europeia (programa Portugal 2020), que os investigadores pretendem criar e desenvolver infraestruturas de investigação científica e tecnológica no âmbito das Ciências do Mar e do Ambiente Marinho e com isso “alargar o número de estações sísmicas em terra, melhorando a rede de monitorização sísmica nacional”.

 Esta medida permite a criação de um sistema de alerta precoce para sismos, em particular, para casos de tsunami. As novas estações sísmicas ficam ligadas à unidade de investigação (ICT-UÉ) e à rede sísmica nacional coordenada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). “A localização e a magnitude são os principais dados através dos quais é possível desencadear algumas medidas de segurança automática em situações críticas, minimizando a destruição associada a eventos desta natureza” destaca Mourad Bezzeghoud.

O investigador recorda que numa situação semelhante à do sismo de 1969, que atingiu toda a região de Portugal, norte de Marrocos e parte de Espanha, sendo o último grande sismo a ocorrer em Portugal Continental, o sistema agora implementado “teria capacidade para registar as primeiras ondas que chegam a vários pontos junto à linha de costa, transmiti-las para um centro de cálculo onde os previsíveis efeitos desse sismo são estimados e se decide quais as medidas de proteção automática a implementar em instalações críticas, minimizando a destruição associada a este evento”.

Assim, o alerta precoce de sismos permite acionar mecanismos de segurança automáticos em instalações críticas, como gasodutos, comboios de alta velocidade, pontes, túneis, minimizando as perdas associadas ao sismo. “A ideia destes sistemas é ativar uma série de automatismos para avisar as forças de segurança e emergência” adianta o investigador a este respeito.

Mourad Bezzeghou recorda ainda que as placas tectónicas Euroasiática e Africana (Núbia) convergem e a mesma continua ativa sismicamente e vulcanicamente pelo que “a monitorização sísmica da região é fundamental não só para Portugal, mas também para Europa. As Quatro estações sísmicas são equipadas com sismómetros de banda larga (Guralp Posthole BB Radian, 60s) a instalar em furos a 30 m de profundidade, por forma a minimizar o ruído cultural. Para além dos sismómetros instalados em profundidade, cada estação será ainda equipada com um acelerômetro (Guralp Fortis) instalado na superfície.

Este acelerômetro será um elemento importante para uma mais eficaz caracterização dos movimentos, principalmente em situações de sismos fortes onde os registos do sismómetro podem saturar. É uma componente muito útil, em particular, para efeitos de EEWS. A densificação da rede é fundamental para uma localização precisa dos eventos sísmicos provenientes da região localizada a SW do Cabo de S. Vicente, já que é desta região que se prevê que ocorram eventos com grande potencial de destruição.

“A localização desfavorável desta região sismogénica exige que se aumente a densificação da rede para detetar, localizar e calcular de forma precisa os parâmetros sísmicos, designadamente a localização e magnitude, bem como outros parâmetros envolvidos no EEWS” resume o investigador da UÉ. Recorde-se que este projeto (EMSO-PT) cujo sistema será implementado envolve o IPMA, a Câmara Municipal de Vila do Bispo, a Câmara Municipal de Aljezur, da Junta de Freguesia de Bordeira e a Direção Regional da Conservação da Natureza e Florestas do Algarve.

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