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Festival Soam as Guitarras com António Chainho e Miguel Araújo

O festival é uma coorganização da Ghude e das câmaras municipais de Setúbal, Oeiras, Évora e Póvoa de Varzim.

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Dead Combo, Miramar e Raia.Planeta Campaniça atuam em Setúbal na quarta edição do festival Soam as Guitarras, cujo concerto de lançamento, com António Chainho e Miguel Araújo, esgotou o Fórum Municipal Luísa Todi na sexta-feira à noite.

Depois de Oeiras, município que criou o festival em parceria com a empresa Ghude, Évora e Póvoa de Varzim, o certame, que tem a guitarra e as cordas como núcleo conceptual para concertos íntimos em salas diversificadas, chega pela primeira vez a terras sadinas.

“É um enorme orgulho acolher a quarta edição deste certame que junta bons projetos, extraordinários artistas e pessoas que gostam de estar com os outros e de partilhar a música”, sublinhou o vereador da Cultura, Pedro Pina, no evento de lançamento do festival Soam as Guitarras, que decorreu no Roof 61, no último piso do Fórum Municipal Luísa Todi.

O autarca espera que este seja “o primeiro passo para Setúbal aceitar novos desafios” e assegura desde já a disponibilidade do município para integrar a quinta edição do festival, em 2021.

Nuno Sampaio, da promotora Ghude, agradeceu a oportunidade de trazer o projeto para Setúbal e mostra-se convicto de que a quarta edição do festival, a decorrer entre 28 de março e 25 de abril, “será um grande sucesso”.

O Soam as Guitarras conta com um total de dezanove espetáculos e doze artistas, algumas estreias e encontros inéditos, em várias salas dos concelhos de Setúbal, Oeiras, Évora e Póvoa de Varzim.

O primeiro destes encontros, o concerto de lançamento do festival, encheu, na sexta-feira à noite, o Fórum Municipal Luísa Todi.

António Chainho, mestre da guitarra portuguesa e embaixador de Soam as Guitarras, e o músico e compositor Miguel Araújo atuaram pela primeira vez juntos em palco e proporcionaram um espetáculo intimista na principal sala de espetáculos setubalense.

Antes do concerto, que foi ao encontro das características que constituem os principais objetivos deste festival, de promoção da guitarra e das cordas, nas suas múltiplas abordagens, em ambientes de grande proximidade com o público, António Chaínho e Miguel Araújo atuaram na sessão de lançamento do festival.

“Estou muito feliz em participar neste evento, porque a minha vida é dedicada à guitarra portuguesa desde os 6 anos. Podem contar comigo para tudo o que seja para promover a guitarra”, afirmou António Chaínho.

Para o concerto de abertura do evento, o mestre da guitarra portuguesa confessou-se duplamente feliz por “contribuir para a promoção da guitarra e por atuar em Setúbal”, uma vez que é natural de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal.

O festival Soam as Guitarras abre, oficialmente a 28 de março, com a atuação do projeto Miramar, de Frankie Chavez e Peixe, no Cinema Charlot – Auditório Municipal, em Setúbal, às 21h30.

Segue-se, no dia seguinte, nos mesmos local e horário, o projeto Raia.Planeta Campaniça, em que António Bexiga convida Joana Negrão, Vasco Ribeiro Casais, Um Corpo Estranho, Cristina Viana, Xinês e Daniel Catarino para um espetáculo único em que a viola campaniça está em destaque.

As entradas para cada um dos concertos, que podem ser adquiridas na Casa da Cultura, têm o custo de 10 euros.

Os Dead Combo encerram a 3 de abril, no Fórum Municipal Luísa Todi, às 21h30, a programação do Soam as Guitarras prevista para Setúbal.

Os bilhetes, à venda em www.bol.pt e na bilheteira do Fórum, têm o custo de 17,5 euros para a primeira plateia, 15 para a segunda e 13 para o balcão.

O certame decorre, igualmente, em Oeiras, município que criou o projeto em parceria com a empresa Ghude, e em Évora e na Póvoa de Varzim, concelhos que, tal como Setúbal, participam na coprodução do programa desta quarta edição.

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Primeiros nomes para o FMM de Sines

A 22.ª edição do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo realiza-se de 18 a 25 de julho de 2020. De 18 a 20 de julho, o festival estará sedeado na aldeia de Porto Covo. No dia 21, transita para a cidade de Sines, onde permanece até dia 25.

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O FMM Sines – Festival Músicas do Mundo, o festival da “música com espírito de aventura”, regressa a Sines e Porto Covo de 18 a 25 de julho de 2020.

As primeiras confirmações do programa de concertos desta 22.ª edição são Amadou & Mariam with Blind Boys of Alabama (Mali / EUA), Ava Rocha (Brasil), Mon Laferte (Chile), Niño de Elche (Espanha), Nitin Sawhney (Reino Unido), Rasha Nahas & Band (Palestina), Rhiannon Giddens with Francesco Turrisi (EUA / Itália) e Third World (Jamaica).

Amadou & Mariam with Blind Boys of Alabama junta a dupla de maior projeção da música do Mali a uma formação lendária da música gospel. No FMM Sines, passam para o palco o seu álbum de 2019, “From Bamako to Birmingham”.

Amadou & Mariam deram os primeiros passos na música há mais de 40 anos, num instituto para jovens cegos, em Bamako. Aí aprenderam os blues do Mali que dariam consistência ao seu percurso. Descobertos pelo público internacional nos anos 90, Amadou Bagayoko (guitarra e voz) e Mariam Doumbia (voz) tornaram-se um fenómeno da pop africana, colaborando com artistas como Manu Chao e Damon Albarn.

As raízes dos Blind Boys of Alabama remontam ao final dos anos 30 do século XX. Ao longo de 70 anos, têm sido um nome essencial da música gospel, da luta pelos direitos civis e da cultura afroamericana em geral. Venceram cinco Grammy e receberam alguns dos maiores reconhecimentos culturais concedidos nos EUA. Do repertório clássico a composições de autores como Eric Clapton, Prince e Tom Waits, unem a história e a modernidade da música gospel.

Ava Rocha, outra artista confirmada no FMM Sines 2020, é uma cantora, compositora e cineasta brasileira / colombiana. Conta com três álbuns gravados, o último dos quais “Trança”, com músicas em português e espanhol, onde combina referências encontradas no tropicalismo, new wave, pós-punk, samba, bossa nova e música afro-brasileira. Pelo segundo álbum, “Ave Patrya Yndia Yracema”, foi eleita uma das melhores artistas de 2015 pelo jornal New York Times e eleita artista revelação nos prémios Multishow e da Associação Paulista de Críticos de Arte.

Mon Laferte iniciou-se na música aos 13 anos, no Conservatório de Música de Viña del Mar, Chile. Mais tarde, ganhou experiência no circuito de bares de Valparaíso. Em pouco tempo, seria reconhecida como uma das principais cantautoras da sua geração, no Chile, mas também por toda a América Latina, EUA e Espanha. O seu álbum de estreia, “Vol. 1”, foi quádrupla platina no México e 16 vezes disco de platina no Chile. Venceu o prémio Gaviota de Oro no festival de Viña del Mar, em 2017. O seu terceiro álbum, “Norma”, conquistou a categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa nos Grammy Latinos 2019.

Francisco Contreras Molinas, conhecido como Niño de Elche (nasceu em Elche, na Comunidade Valenciana), é um poeta e cantor que se tem dedicado a abrir novos caminhos para a mais universal das músicas de Espanha, o flamenco. Com sete álbuns a solo, estreia-se no FMM na sequência do lançamento de “Colombiana”, em 2019. Produzido por Eblis Álvarez, músico colombiano que já esteve em Sines várias vezes, este disco recupera para o flamenco a influência que a certa altura nele tiveram os ritmos africanos e ameríndios trazidos de volta dos países da América colonizada por Espanha.

Nitin Sawhney, vencedor do prémio Ivor Novello Lifetime Achievement Award, atribuído pela BASCA – Academia Britânica de Autores-Compositores, é um dos grandes músicos do nosso tempo. Um “homem do Renascimento”, desdobra-se nas facetas de produtor, autor de canções, DJ, multi-instrumentista e compositor para orquestra. Tem 20 álbuns de estúdio com o seu nome e participações musicais nas áreas do cinema, dos videojogos, da dança e do teatro. Em 2019, celebrou o 20.º aniversário do seu álbum seminal “Beyond Skin” e encontra-se a trabalhar num novo disco. Em Sines, deverá apresentar-se em formação de quinteto.

Rasha Nahas, 23 anos, é uma cantora, guitarrista, cantautora e performer, uma nova voz na música independente que faz a ligação entre o Médio Oriente e a Europa. Nascida numa família palestina de Haifa, atualmente vive em Berlim. Canta em árabe e inglês e habita uma sonoridade com ressonâncias da era rockabilly e ecos do free jazz. Já atuou em alguns dos principais festivais europeus, como Glastonbury e Sziget, e tem o lançamento do primeiro álbum marcado para os primeiros meses de 2020.

Rhiannon Giddens with Francesco Turrisi é o encontro de uma artista folk norte-americana, intérprete de rabeca e banjo, com um pianista e percussionista italiano experimentado no jazz, na música antiga e nas músicas do Mediterrâneo. Num contacto ocasional que mantiveram na Irlanda descobriram as afinidades entre as melodias de banjo dos trovadores da América do século XIX com os ritmos do “tamburello” (pandeireta) siciliano. Desse encontro partiram depois à procura de outros parentescos em músicas de África, Médio Oriente, Europa do Sul e Inglaterra. “There is no Other”, álbum de 2019, mapeia essas viagens.

Confirma-se ainda em Sines em 2020 a presença de Third World, um dos grupos de reggae com maior longevidade, ativo desde 1973. Ao longo de mais de quatro décadas, a sua fusão de reggae com elementos de R&B, funk, pop, rock, dancehall e rap valeu-lhes nove nomeações para os prémios Grammy, êxitos que marcaram épocas (incluindo “Now That We Found Love”, “96 Degrees in the Shade” e “Try Jah Love”) e casas cheias em palcos de seis continentes. O seu historial inclui outros momentos altos, como as gravações e digressões com Bob Marley, Stevie Wonder e Santana. Prova de que continuam em grande forma, o seu novo álbum, “More Work to Be Done”, esteve nomeado na categoria de Melhor Álbum Reggae dos Grammy 2020.

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