Siga-nos

Opinião

Exposição prolongada aos raios UV aumenta o risco de desenvolver cataratas

Artigo de Opinião de Raúl de Sousa, Optometrista e Presidente da APLO

Rádio e Televisão do Sul | TDS

Publicado

em

O verão é uma época do ano caraterizada não só pelas altas temperaturas, como também pelo aumento da intensidade de radiação ultravioleta (UV) proveniente do sol, direta ou indiretamente. Os riscos e complicações associados à intensidade da radiação UV merecem também especial atenção ao nível da saúde da visão. A proporção de raios UVB, radiação particularmente responsável pelas queimaduras solares, é maior nos meses de verão do que no inverno e é centenas de vezes mais forte ao meio-dia do que às primeiras horas da manhã.

Em quantidades moderadas, a radiação UV torna-se bastante benéfica, principalmente por estimular a produção de vitamina D, essencial para a nossa pele, sistema cardiovascular, entre outros. Contudo, a exposição excessiva, pode causar lesões oculares em diversas estruturas dos nossos olhos, nomeadamente na córnea, no cristalino, nas pálpebras e/ou na retina.

Apesar da necessidade de reforçar a prevenção destes problemas durante a estação mais quente do ano, importa referir que os cuidados deverão estender-se a todo o ano. Isto porque dois dos principais efeitos negativos dos raios UV na saúde da nossa visão devem-se a uma exposição recorrente ao longo de diversos anos. Entre esses problemas estão as cataratas e a degeneração macular.

A catarata consiste na alteração da transparência (opacificação) do cristalino, uma lente situada por detrás da íris. Este processo limita a passagem de luz até à retina, impedindo a formação de imagens. Atualmente, mais de 95 por cento das pessoas com mais de 65 anos desenvolvem cataratas, uma vez que este problema deriva do processo natural de envelhecimento, mas que pode ser agravado pela existência de fatores de risco como a exposição excessiva à radiação solar.

Já a degeneração macular relacionada com a idade (DMRI) é uma maculopatia caraterizada pela degeneração das células fotorrecetoras que integram a mácula, região central da retina, causando uma perda gradual e progressiva das suas funções. Numa fase inicial, a doença pode ser impercetível, mas à medida que se desenvolve, a pessoa começa a identificar algumas alterações na visão, como distorção da imagem e dificuldades em reconhecimento de caras, condução, etc. A DMRI é uma das principais causas de cegueira depois dos 60 anos, e está comprovado cientificamente que a excessiva e contínua exposição a raios ultravioleta está associada ao seu aparecimento.

Os grupos de risco no que respeita à exposição solar são as crianças, os idosos, os doentes crónicos e as pessoas que exercem profissões que motivam uma presença constante em meios exteriores. Se não estiverem devidamente protegidos, o risco de desenvolver uma lesão ocular será maior.

Mesmo não estando incluído nos grupos de risco, é crucial que siga as principais recomendações de proteção contra a exposição de raios UV. A primeira passa por utilizar, sempre que sair de casa, óculos de sol escuros, com adequada proteção contra os raios UV. É muito importante que se certifique que os seus óculos de sol tenham as caraterísticas necessárias para proteger eficazmente os seus olhos, pois caso não as tenham, os raios UV podem vir a afetar o globo ocular de forma severa, causando mais e maiores danos do que aqueles que teria na ausência de óculos de sol.

Para além deste, importa ainda: usar chapéu, de preferência com abas largas, de modo a impedir a emissão direta da radiação; utilizar protetor solar específico para a zona peri-ocular; se for o caso, ao usar lentes de contacto, escolher os modelos com bloqueio UV, sem dispensar a utilização de óculos de sol; evitar a exposição solar nos períodos de maior radiação solar, a saber entre as 11 e as 17 horas; e optar sempre por se manter na sombra, sem retirar os óculos de sol (na praia, por exemplo, a água e a areia refletem os raios UV).

O conselho é: proteja-se no verão e no resto do ano! Não se esqueça, inclusive, de consultar com regularidade o seu optometrista, como forma de prevenção, para que este profissional dos cuidados primários da saúde da visão possa avaliar o estado da sua visão.

Opinião

Saúde? É mau de mais para ser ‘Mensagem de Natal’.

A minha opinião

Amilcar Matos

Publicado

em

A mensagem de Natal do primeiro ministro teve como tema central a saúde.

Diz António Costa que “há vários problemas para resolver no Serviço Nacional de Saúde”.

Dizemos Nós pois há. 

O que se lamenta é que estando os problemas identificados, continuam a ser os mesmos, após décadas.

Mais grave é que quem agora elege a saúde como tema ‘principal’ já tenha governado um ‘valente par de anos’ e pouco tenha alterado o cenário de sempre.

Enquanto utente não aceito ver pessoas à porta do centro de saúde do bairro a partir das 5 da manhã. 

Isto sempre existiu e continua a existir.

Enquanto utente não aceito ver quem aguarda por uma cirurgia há mais de 2 anos.

Isto sempre existiu e continua a existir.

Enquanto utente não aceito doentes espalhados pelo corredor de um qualquer hospital horas e horas sem atendimento.

Isto sempre existiu e continua a existir.

Enquanto utente não aceito estar a aguardar por um médico de família nos últimos 10 anos.

Isto sempre existiu e continua a existir.

Enquanto utente não aceito ter que fazer 40kms para comprar um simples paracetamol na única farmácia que tenho de serviço no concelho.

Se tudo isto existiu nas últimas décadas que sentido tem uma mensagem de Natal a falar disto.

Prometer mais e melhor. Mas que margem de ‘crédito’ tem um qualquer político dos que tem governado para prometer o que quer que seja a 1 português na área da saúde.

Enquanto a ‘saúde’ for um antro de compadrio dificilmente haverá mais para dar. 

Enquanto uns tiverem seguros, sistemas de saúde e outros nada dificilmente teremos uma ‘saúde’ para todos.

Enquanto o ‘privado’ for um meio de ganhar dinheiro para os ‘empregados’ do ‘público’, dificilmente teremos um melhor serviço nacional de saúde.

Se sabe isto tudo porque não tem feito melhor? A falta de dinheiro não serve como resposta quando nos últimos anos se tem andado, e continua, a salvar bancos ‘duvidosos’ para salvar fortunas de amigos ‘duvidosos’.

Eleger a saúde para tema principal de uma mensagem de Natal, em 2019, é falta de saúde no ‘espírito’ e de assunto para abordar.

Continuar a ler
Publicidade
Publicidade

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

OUTRAS NOTÍCIAS

Categorias

Comentários

ARQUIVO

Top

Copyright © 2019 TDS - Rádio e Televisão do Sul | redação: info@televisaodosul.pt 266702926 |Comercial: dialogohabil@gmail.com 917278022