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Património

Escavações arqueológicas em Safara, Moura

Dia aberto realiza-se a 20 de julho 

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Dado o sucesso dos trabalhos arqueológicos do ano passado, iniciou-se a segunda campanha de escavação no Castelo Velho de Safara, a decorrer durante os meses de Junho e Julho de 2019. 

Até ao momento foram já identificadas várias estruturas datadas da época Romano Republicana (século I a.C.), destacando-se vários troços de muralha à qual estão adossados diversos pequenos compartimentos provavelmente destinados ao armazenamento de recursos alimentares. 

Paralela à muralha, encontrou-se uma via de circulação junto da qual é possível que se tenha desenvolvido a zona residencial do povoado. A cultura material confirma a presença romana, mas indicia também uma forte presença de populações da II Idade do Ferro (séculos IV a I a.C.), havendo igualmente vestígios cerâmicos datados do 3.º milénio a.C., de cronologia Calcolítica. 

Entre a equipa internacional da South-West Archaeology Digs (SWAD) constam participantes de mais de 10 nacionalidades, estando a direção científica a cargo dos portugueses Mariana Nabais e Rui Monge Soares. Os trabalhos arqueológicos têm o apoio de várias entidades, como a University College London, a University College Dublin, a Câmara Municipal de Moura, a União de Juntas de Freguesia de Safara e Santo Aleixo, ADC Moura e a Empark. 

Durante a escavação têm vindo a decorrer atividades pedagógicas com os alunos da Escola Primária de Safara, que culminarão com a visita dos alunos ao sítio arqueológico. No dia 20 de Julho realiza-se o Dia Aberto, em que todos os interessados estão convidados a participar numa visita ao Castelo Velho de Safara e à escavação, e a apreciar os artefactos descobertos no local. 

No final das escavações, entre 30 de Agosto e 1 de Setembro, realiza-se na Casa da Moagem de Safara uma exposição da fotógrafa Ana Paganini sobre os trabalhos desenvolvidos pela SWAD, bem como uma palestra dos arqueólogos responsáveis reportando os resultados das campanhas arqueológicas realizadas. 

A Câmara Municipal de Moura apoiou desde o primeiro momento este projeto, tendo disponibilizado, este ano, um conjunto de recursos, designadamente financeiros, transporte, topografia e visitas guiadas ao centro histórico da cidade.

Artes

Afinal quem são os indivíduos mumificados que estão na Capela dos Ossos ?

Num estudo realizado por especialistas em Antropologia Biológica em parceria com o Laboratório HERCULES da Universidade de Évora, Teresa Fernandes, bioantropóloga, concluiu que nem todas as lendas são verdadeiras. 

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Recorrendo a métodos de estimativa do sexo e da idade à morte, à pesquisa de lesões ósseas e dentárias e à análise de isótopos estáveis de Carbono e Azoto avançou-se no conhecimento sobre quem eram e como viveram estes indivíduos mumificados da Capela dos Ossos em Évora.

A bioantropóloga Teresa Fernandes, da Universidade de Évora, revelou que as duas múmias presentes na Capela dos Ossos, junto à Igreja de S. Francisco na cidade de Évora, pertencem a “uma mulher na casa dos 30 a 50 anos e a uma criança, do sexo feminino, com não mais do 2,5 anos”.

A revelação foi feita no interior da Igreja de S. Francisco, por lotação do espaço anexo à Capela dos Ossos, durante a iniciativa Conversas com Ciência, uma iniciativa em parceria entre a Universidade de Évora e a Câmara Municipal de Évora que contempla ações de divulgação científica direcionada para diferentes públicos.

A Capela dos Ossos da Igreja de São Francisco de Évora (século XVII), sobejamente conhecida pelo seu convite ao repouso eterno: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”, alberga duas múmias cuja história está envolta em mistério.

” Temos que recuar ao ano de 1750 para encontrar documentada a presença de múmias nesta capela cujas paredes interiores foram revestidas com ossos humanos. “

Os investigadores sublinham que, no caso das populações antigas, “o estudo dos seus esqueletos fornece dados acerca da sua demografia (ratios de idade e de sexos), saúde e bem-estar, dieta, violência, parentesco e modo de vida, ou padrões de actividade”.

Para encontrar respostas e conhecer mais sobre a história destas múmias, uma equipa de investigadores avançou em 2014 com uma campanha de investigação e restauro, abrangendo um processo de limpeza, conservação e estudo paleobiológico com recurso a observação macroscópica e análise imagiológica (Raios-X e Tomografia computorizada).

Graças a esta intervenção foi possível “estimar que a múmia adulta é de uma mulher que sofreu vários problemas de saúde ao longo da sua vida”. Teresa Fernandes sublinha que “para além de várias alterações degenerativas articulares, provavelmente relacionadas com a idade” a mesma mulher “teria sérios problemas de saúde oral”, sofrendo, inclusive “um processo infecioso, ativo aquando da morte, que produziu um abcesso na raiz dos molares superiores esquerdos, e perda ante mortem de 9 dentes”.

Os resultados deste estudo permitiram ainda saber da existência de um espessamento observável em ambos os seios maxilares bem como a “existência de sinusite maxilar crónica”, sendo que a própria “conformação do colo em ambos os fémures indica que o indivíduo apresentava coxa vara bilateral”.

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