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Escândalo: A26 continua fechada e é utilizada para filmar anúncios

A A26 continua por inaugurar devido a não estar construída a praça de portagem. IP e BRISA nã se entende quanto a quem deve pagar a conta

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Ainda não tem data para abrir ao trânsito mas já tem um rol de ‘acidentes’ de percurso. A A26 (Nó de Grândola Sul a Malhada Velha) está concluído à vários meses mas permanece encerrado.

O governo deu até ao dia 14 de março de 2019 para a concessionária iniciar a obra da portagem, que permitirá abrir a estrada, sob pena de o Estado exercer a sua ação tutelar e tomar posse da obra. A informação foi dada pelo então ministro Pedro Marques.

Pedro Marques reuniu, em beja, com a CIMBAL e ouviu a indignação por parte e vários autarcas. No programa da RTP “Prós e Contras”, de 8 de outubro de 2018, o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme de d’Oliveira Martins, foi confrontado com a questão. O governante afirmou que a situação ficava resolvida em 2018.

Entretanto o governo veio dizer que o troço concluído da A26 não abre por falta de praça de portagem. A Infraestruturas de Portugal (IP) assegura que a concessionária responsável é a Brisa. E a Brisa revela que “a reformulação da praça de portagem” é da responsabilidade da IP, “com as alterações solicitadas pelo concedente Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).”

Em declarações polémicas a EP refere que a decisão de construir a A26 foi “um equívoco técnico”, porque “o tráfego previsto não justificava a criação de uma autoestrada dispendiosa para ficar literalmente sem trânsito”.

Segundo a EP, nas obras canceladas de construção dos lanços da A26 entre Relvas Verdes e Grândola e entre Santa Margarida do Sado e Beja “foram gastos cerca de 35 milhões de euros”.

Este montante não foi “dinheiro investido”, “mas sim fundos mal aplicados, que nunca trariam qualquer benefício significativo à economia”, considera a EP, referindo que, atualmente, é “precipitado adiantar qual a melhor forma e se será útil aproveitar as infraestrutura já existentes”.

 

A cronologia 

22 de setembro de 2012

A Câmara de Ferreira do Alentejo enviou ao Governo um foto-relatório sobre a insegurança causada pelo abandono das obras da A26/IP8 (Auto-Estrada do Baixo Alentejo).

15 outubro de 2012

Os municípios de Ferreira do Alentejo e Beja decidiram avançar com uma ação judicial contra o Estado para serem ressarcidos pelos danos ambientais e económicos causados pelo «abandono» da construção de lanços da A26. 

16 de dezembro 2012

A decisão foi “um equívoco técnico”, porque “o tráfego previsto não justificava a criação de uma autoestrada dispendiosa para ficar literalmente sem trânsito”, refere a EP, numa resposta por escrito a perguntas colocadas pela agência Lusa

20 de agosto de 2018

Homem de 54 anos, morreu, vitima de acidente nas obras da A26.

14 de novembro de 2018

O ministro do Planeamento e Infraestruturas afirma que o troço concluído da A26 não abre por falta de praça de portagem.

26 de dezembro 2018

O presidente da Câmara de Ferreira do Alentejo solicitou ao Governo, através do ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, a abertura do troço da A26 entre o nó de Grândola da A2 e a zona da Malhada Velha. No ofício enviado a Pedro Marques, Luís Pita Ameixa solicita a “intervenção tutelar urgente

13 fevereiro 2019

O presidente da câmara municipal de Ferreira do Alentejo participou numa reunião com o ministro das infraestruturas e do equipamento, na qual, onde, entre outros assuntos, voltou a insistir na rápida abertura ao trânsito da autoestrada, já construída, entre Malhada Velha e nó da A2 de Santa Margarida do Sado.

14 de março 2019

O ministro anunciou que foi dado um prazo, até ao dia 14 de março, para a concessionária iniciar a obra da portagem, que permitirá abrir a estrada, sob pena de o Estado exercer a sua ação tutelar e tomar posse da obra

4 de maio de 2019 

A Direção da Organização Regional de Beja do Partido Comunista Português promove um buzinão, “em defesa da realização de obras no IP8 e pela abertura do troço da A26 entre Grândola e Santa Margarida do Sado”.

07 de junho de 2019

Produtora audiovisual grava anúncio de publicidade no troço fechado da A26

 

BAIXO ALENTEJO

A Subconcessão do Baixo Alentejo, foi adjudicada em janeiro de 2009 à SPER – Sociedade Portuguesa para a Construção e Exploração Rodoviária, S.A. Esta subconcessão é constituída por 342 km de lanços para construção, conservação e exploração, dos quais 68 km são com portagem e integra a A26/IP8 entre Roncão e Beja, ligando os distritos de Setúbal e Beja.
Em setembro de 2012, no seguimento do processo de renegociação foi assinado um Memorando de Entendimento entre a EP e a subconcessionária SPER, reduzindo o âmbito dos seguintes lanços:
  • IP8 – Sines / Nó ER 261-5
  • IP8 – Relvas Verdes / Nó de Roncão (IC33);
  • IP8 – Nó de Roncão (IC33) / Nó de Grândola Sul (IP1);
  • IP8 – Nó Grândola Sul (IP1) / Ferreira do Alentejo;
  • IP8 – Ferreira do Alentejo / Beja;
  • IP2 – Évora (A6/IP7) / S. Manços;
  • IP2 – S. Manços / Beja;
  • IP2 – Beja / Castro Verde (A2/IP1);
  • IC1 – Marateca (IP1) / IP8

 

A26 – LANÇO A+B: GRÂNDOLA / FERREIRA DO ALENTEJO

Tipo de Obra

Rodoviárias

Empresa Construtora
Tecnovia

Local de Obra
Grândola, Ferreira do Alentejo, Portugal

Descritivo de Obra
Enquadrada Subconcessão do Baixo Alentejo, executada para a Rodovias do Baixo Alentejo, este lanço da A26 enquadra-se no Nó de Grândola Sul (IP1) / Ferreira do Alentejo, que contemplou os seguintes trabalhos principais:
• Terraplenagens
• Tratamento de solos com cimento
• Pavimentação
• Drenagens
• Marcação Rodoviária
• Sinalização e Segurança

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Animais mortos nas pastagens em Alandroal provocam indignação (fotos)

IRA já foi contactado para intervir em mais uma situação lamentável

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Animais permanecem mortos na pastagem

A indignação é cada vez maior nas redes sociais e nos sites de defesa dos animais. Em Alandroal, fotos que estão a ser divulgadas, mostram animais mortos e outros vivos mas extremamente magros.

“Os populares já terão contactado o IRA ( Intervenção e Resgate Animal ) para tentar encontrar uma solução para os cadáveres e para a melhoria de condições e alimentação dos animais vivos.”

Após a intervenção de uma equipa do IRA em Ferreira do Alentejo a situação que envolvia uma centena de cavalos acabou por ser resolvida após semanas de inércia das várias entidades locais e regionais.

As populações pedem agora ajuda ao IRA para a resolução do problema grave que envolve estes animais.

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