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Em noite de futebol o mais belo poema de José Régio, o professor do Liceu de Portalegre durante 30 anos.

Paulo Gracindo interpreta Cântico Negro – o mais belo poema de José Régio

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Paulo Gracindo interpreta Cântico Negro – o mais belo poema de José Régio

José Régio, pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde em 1901. Licenciado em Letras em Coimbra, ensinou durante mais de 30 anos no Liceu de Portalegre.

Foi um dos fundadores da revista “Presença”, e o seu principal animador. Romancista, dramaturgo, ensaísta e crítico, foi, no entanto, como poeta que primeiramente se impôs e a mais larga audiência depois atingiu.

Com o livro de estréia — “Poemas de Deus e do Diabo” (1925) — apresentou quase todo o elenco dos temas que viria a desenvolver nas obras posteriores: os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade, a consciência da frustração de todo o amor humano, o orgulhoso recurso à solidão, a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante a si mesmos.

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DGArtes ‘mata’ CENDREV. Companhia de Évora encerra em janeiro de 2020 por falta de apoio.

Alentejo é a única região do país com menos apoios em relação aos anos passados

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Falta de apoio leva ao fim do CENDREV em janeiro próximo

O CENDREV já reagiu ao não apoio por parte da DGArtes para os próximos dois anos. O mapa de apoios foi hoje divulgado e o Alentejo é a única região do país em que o valor total de apoio reduz em relação ao ano anterior. (Ver notícia AQUI)

‘A notícia da falta de apoio por parte da DGArtes confronta a companhia com a inevitabilidade de ter de encerrar a sua actividade a partir de Janeiro de 2020’, é assim que o cendrev reagiu em comunicado emitido já esta noite.

A redução do financiamento destinado à região do Alentejo exclui a possibilidade de atribuição da verba de apoio à candidatura do CENDREV que, mesmo considerada elegível em sede de avaliação, se vê profundamente penalizada pelo desinvestimento no apoio à cultura na região.

Ao contrário do que se verifica com todas as outras regiões do país, onde se chega até a registar um aumento de quase 70% na verba atribuída, o Alentejo é a única região que não só não vê reflectido nenhum aumento, como sofre, mais uma vez, uma assinalável redução da verba de apoio.

Tudo isto se torna ainda mais absurdo quando acabámos de ouvir, na recente campanha eleitoral, que a meta é a Cultura passar a receber 2% do Orçamento Geral do Estado e a Direcção Geral das Artes confirma um aumento de 83% nas verbas atribuídas a nível nacional.

‘Com esta notícia, o CENDREV – Centro Dramático de Évora vê-se absolutamente constrangido a retirar-se da luta pela cultura e pela descentralização teatral, a escassos três meses de completar 45 anos de actividade ininterrupta de serviço público e de acção cultural’, refere a nota.

Alentejo é a única região do país em que é reduzido o apoio às artes.

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