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Saúde

É alentejano de Almodôvar o primeiro doente a receber um fígado de dador de coração parado.

Sabe que dador era jovem mas não quiz saber mais nada.

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Chama-se Joaquim Guerreiro e é do Rosário, Almodôvar

Aos 67 anos, este alentejano, a quem foi detetado há anos um nódulo no fígado e que aguardava há algum tempo um transplante, estava longe de imaginar há um mês que a sua vida estaria nas mãos de alguém a quem o coração deixou de bater, e que não foi possível salvar.

Quem falou com este alentejano foi o Diário de Notícias que ouviu este homem dizer que não sabe quem é o dador. À pergunta se tinha alguma informação sobre o dador, respondeu prontamente: “Não senhora. Vi apenas no relatório médico que trouxe para casa que era uma pessoa jovem. E mais não quis saber. Foi alguém que me ajudou, e certamente que eu um dia também poderei ajudar alguém. É assim a vida”.

Segundo conta o artigo do DN, assinado por Ana Mafalda Inácio, voltou a casa há 15 dias. Já vai à horta de manhã e ao fim da tarde, e não vai mais porque lá em casa ninguém o deixa abusar. “Para não os ouvir, tenho de cumprir à risca o que os médicos me disseram”, afirma Joaquim Guerreiro, lançando uma gargalhada.

Diz não ter dores nem outros sinais que o apoquentem, apesar do transplante que fez. “Apenas não consigo dormir”, desabafa. “Quando voltar à consulta terei de dizer isto à doutora”, ri-se. “Nunca fui assim e agora parece que o cérebro não pára durante a noite. Está sempre a funcionar. Já viu isto?”

A máscara no rosto, para proteger o sistema imunitário de algo mais agressivo, não a tira sempre que sai à rua. “Sei que tem de ser assim, porque o meu organismo está fraco. Os médicos avisaram-me que não podia estar em contacto com muita gente”. Por isso, quando chegou ao Rosário, em Almodôvar, depois da alta dada pela equipa que o operou no Hospital Curry Cabral, teve de avisar todos os amigos, companheiros, vizinhos, que se preparavam para o ir visitar, que não o podiam fazer.

Joaquim Guerreiro está agora sujeito a uma vigilância apertada. De 15 em 15 dias vai a Lisboa às consultas, na Unidade de Transplantes do Curry Cabral, onde foi operado e onde é acompanhado há três anos. 

(Notícia baseada na reportagem de Ana Mafalda Inácio e publicada no site do DN. Foto: DN)

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Hospital de Évora reage ao Tribunal de Contas (vídeo)

Oiça as declarações da administradora do hospital em conferência de imprensa.

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Foto:TDS (direitos reservados)

O Tribunal de Contas identificou irregularidades na nomeação e atribuição de suplementos a pessoal dirigente no Hospital do Espírito Santo de Évora entre 2015 e 2018.

O Hospital de Évora em conferência de imprensa já reagiu pela presidente do conselho de administração Maria Filomena Mendes.

A auditoria revelou que “as nomeações de pessoal dirigente não foram precedidas de procedimentos prévios de seleção que assegurassem os princípios da igualdade de oportunidades, imparcialidade e participação que devem nortear a nomeação para cargos de direção”.

Para além disso, a análise concluiu que “em 2017, foram nomeados, em regime de comissão de serviço, técnicos superiores para administradores hospitalares, que não reuniam os requisitos legais e regulamentares para o exercício do cargo”. Essas nomeações implicaram “uma valorização remuneratória mensal de cerca de 53%, traduzindo-se num aumento dos encargos com remunerações de 64.517 euros”, o que na opinião dos peritos configura “um eventual pagamento indevido”.

A investigação constatou ainda que os suplementos remuneratórios atribuídos aos médicos pelo exercício de funções de chefia foram pagos 14 vezes por ano, em vez das 12 que, por estarem ao abrigo de uma comissão de serviço, seriam normais. Este pagamentos “eventualmente indevidos” resultaram numa despesa adicional de quase 86 mil euros.

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