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Património

Descoberto anfiteatro na cidade romana de Ammaia

Durante as semanas de intervenção foi possível confirmar a existência de um novo edifício público: um anfiteatro, de que se pôde identificar uma das portas e parte da estrutura de assentamento das bancadas.

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Durante os meses de Junho e Julho está a decorrer uma nova campanha de escavações arqueológicas na cidade romana de Ammaia (Marvão) no âmbito de um projeto de colaboração entre a Fundação Cidade de Ammaia e a Fundación de Estudios Romanos / Museo Nacional de Arte Romano e a Universidade de Lisboa, com o apoio imprescindível do Município de Marvão.

Durante as semanas de intervenção foi possível confirmar a existência de um novo edifício público: um anfiteatro, de que se pôde identificar uma das portas e parte da estrutura de assentamento das bancadas.

Esta identificação é de particular relevância porque se trata do quarto anfiteatro romano conhecido em toda a província da Lusitania, depois dos exemplares de Mérida, Conímbriga e Bobadela (Oliveira do Hospital). O edifício tem uma estrutura com cerca de 60 metros de comprimento no seu eixo maior. Durante as próximas semanas prosseguirão os trabalhos da Fundação Cidade de Ammaia, que continuarão a contar com a colaboração do Museo Nacional de Arte Romano de Mérida.

Pelo segundo ano consecutivo decorre o projeto internacional “Lusitania: Investigación y Proyecto Arqueológico en la Ciudad Romana de Ammaia”, que associa a Universidade de Lisboa e o Museo Nacional de Arte Romano, financiado pelo Ministerio de Cultura y Deporte de Espanha para projetos internacionais e pela Universidade de Lisboa. 

Durante o presente ano o objetivo era a exploração e ampliação dos trabalhos nos espaços públicos. Deu-se, por um lado, continuidade aos trabalhos no forum, alargando-se o conhecimento desta estrutura e das suas diferentes fases.

Por outro lado, na área onde se presumia a localização de edifícios lúdicos da cidade foram previamente realizadas prospeções geofísicas, com a colaboração do Instituto de Arqueología de Mérida.

Artes

Jornadas de Arqueologia marcam nova fase da investigação sobre o período islâmico

As Jornadas são organizadas pela Câmara Municipal de Palmela e pelo Campo Arqueológico de Mértola

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As Jornadas Internacionais Terra, Pedras e Cacos do Garb al-Andalus que estão a decorrer até este sábado, reunem em Palmela mais de uma centena de especialistas nas áreas da Arqueologia, História e Arqueociências, numa iniciativa que marca o arranque de uma nova fase do trabalho de investigação sobre o período islâmico em Portugal.

As Jornadas são organizadas pela Câmara Municipal de Palmela e pelo Campo Arqueológico de Mértola, com coordenação científica a cargo do Grupo CIGA – Cerâmica Islâmica do Garb al-Andalus, que celebra 12 anos de atividade. Palmela, conhecida no meio arqueológico por ser um dos mais importantes sítios com vestígios desta fase, é o cenário ideal para conhecer o muito que se tem feito a nível nacional no campo da arqueologia do período medieval islâmico e perceber o contributo dessas novas descobertas e investigações para a construção do conhecimento histórico.

Na sessão de abertura, na quinta-feira, dia 23, no Cineteatro S. João, o Presidente da Câmara Municipal, Álvaro Balseiro Amaro, destacou esta organização em parceria com o Campo Arqueológico de Mértola, que «muito apraz e orgulha» o Município. O presidente lembrou o trabalho que a Autarquia tem vindo a desenvolver e incentivar no âmbito das Ordens Militares, como os encontros internacionais, que celebraram 30 anos de existência em 2019. «Tem sido uma linha de trabalho muito profícua, que fez de Palmela um centro de estudo e de produção científica e bibliográfica de referência internacional, que muito tem contribuído para enriquecer o conhecimento global que temos sobre a época medieval e as Ordens Militares», realçou.

A presença de vestígios do período medieval islâmico em Palmela foi reforçada com os recentes trabalhos de escavação na encosta sul do castelo, no âmbito da “Intervenção de natureza estrutural para evitar derrocadas nas encostas do Castelo”, cujas descobertas são também reveladas nestas Jornadas. «Estamos, sem dúvida, perante um programa interessantíssimo, com um conjunto de sessões temáticas muito ricas», elogiou Álvaro Balseiro Amaro, fazendo votos de que estas Jornadas «possam marcar o arranque de uma nova fase deste trabalho, com crescente dinâmica e visibilidade».

A diretora do Campo Arqueológico de Mértola e membro do Grupo CIGA, Susana Gómez Martínez, reforçou que «o encontro das duas instituições para realizar estas Jornadas tem sido um sucesso». O programa dá às/aos participantes a «oportunidade de partilhar, discutir e confrontar ideias que não são consensuais, como forma de crescermos todos no nosso conhecimento», referiu.

A abertura contou ainda com uma evocação de Christophe Picard, 20 anos depois da publicação da sua obra “Portugal Musulman”, e com uma apresentação do Grupo CIGA, no qual o Município também está representado. Formado em 2007, o Grupo já realizou 26 apresentações em reuniões científicas, conta com 24 publicações editadas e mais seis em vias de publicação e tem como objetivo criar uma base de dados para a Cerâmica Islâmica do Garb al-Andalus.

Os trabalhos das Jornadas dividem-se por quatro sessões temáticas, no Cineteatro S. João (dias 23 e 24) e no Auditório da Biblioteca Municipal de Palmela (dia 25): “Revelações e novas abordagens sobre o Garb no século XXI”, “Arqueologia preventiva: transformar salvaguarda em conhecimento do Garb al-Andalus”, “O Garb e o Mediterrâneo” e “Da história à arqueologia e da arqueologia à história do Garb al-Andalus”. Destaque para a participação, no encerramento, de Cláudio Torres, fundador do Campo Arqueológico de Mértola, que tem desenvolvido uma relevante atividade científica na área do património cultural, nomeadamente, nos domínios da Arqueologia, investigação histórica e Museologia. A tarde de dia 25 será dedicada a visitas de estudo a sítios arqueológicos de Lisboa.

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