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CP recusa descontos e Câmara de Vendas Novas condena.

Autarquia diz que utentes não podem ser prejudicados, em relação a outras áreas geográficas do país

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Câmara Municipal de Vendas Novas condena postura da CP e exige descontos na tarifa do transporte ferroviário no Alentejo Central

Em comunicado o Município de Vendas Novas refere que desde Abril tem vindo a desenvolver negociações com a CP – Comboios de Portugal, para implementação do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART) ao transporte ferroviário no Alentejo Central. Segundo avança a operadora deu a entender que era concretizável esta pretensão da autarquia.

A CP acaba de resolver que não é possível, justificando que no Alentejo Central apenas circulam composições afetas ao serviço intercidades, e que “a sua aplicação nesta área geográfica implicaria a generalização da redução tarifária nos Intercidades a todo o país, não havendo para tal capacidade de resposta da CP”, refere na sua justificação.

E adianta que “se está a estudar um novo modelo de oferta que contemple a introdução de comboios regionais”.

A autarquia já tomou posição e afirma ‘que, o facto de existirem apenas serviços intercidades nesta sub-região não pode ser um impedimento ao acesso de todos os cidadãos do Alentejo Central à redução tarifária nos transportes ferroviários e que os utente s que utilizam o Flexipass em Vendas Novas e Évora não podem ser prejudicados, em relação a outras áreas geográficas do país’, conclui a autarquia liderada por Luís Dias.

A Câmara Municipal de Vendas Novas, aprovou, por unanimidade, uma tomada de posição sobre a aplicação imediata do PART ao transporte ferroviário de passageiros no Alentejo Central.

No documento está explicita a vontade da autarquia em resolver o assunto, deliberando exigir ao governo e à empresa CP a aplicação do Programa, com caráter imediato, de modo a garantir a igualdade de oportunidades entre todos os cidadãos, sem prejuízo de uma ulterior reformulação da oferta.

O mesmo documento reforça que não é possível pensar uma estratégia de desenvolvimento e coesão territorial para a região, sem resolver o problema das acessibilidades, pois é essencial para tornar o Alentejo um território atrativo, capaz de fazer face aos desafios de futuro, e assim contribuir para as metas de redução das emissões de CO2. Condena ainda a atual postura da CP face à aplicação do PART no Alentejo Central, que tem conduzido ao agudizar de assimetrias, impedindo o acesso dos munícipes a verdadeiras condições de igualdade, desenvolvimento e integração social.

Autarquias

Presidente da câmara de Évora exige conclusão do IP2 e da variante a Évora (vídeo)

Pinto de Sá diz que ‘Évora deverá ser a única cidade do mundo em que um IP passa por dentro de um hospital’.

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Declarações de Carlos Pinto de Sá foram reveladas ao Grupo Parlamentar do PCP

Retirar o trânsito do interior da cidade, nomeadamente o trânsito de pesados, é o objectivo imediato do autarca de Évora. Pinto de Sá refere que ‘Évora deverá ser a única cidade do mundo que tem um IP a passar pelo meio de um hospital’.

O presidente da autarquia diz existir ‘muita urgência’ na conclusão da obra que foi ’embargada’ no tempo de Pedro Passos Coelho enquanto primeiro ministro.

PCP faz jornadas parlamentares em Évora, hoje e amanhã.

As declarações surgiram durante a visita do Grupo Parlamentar do PCP a obras do IP2 que não foram concluídas.

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