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“Corrupção: breve história de um crime que nunca existiu”, o novo livro de Eduardo Dâmaso

A obra reúne os casos mais mediáticos em Portugal nos últimos 40 anos e realça a falta de meios e vontade política para combater a corrupção e o tráfico de influências.

Amilcar Matos

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O livro “Corrupção: breve história de um crime que nunca existiu”, do jornalista Eduardo Dâmaso, vai ser apresentado em Odemira, a terra natal do autor, no dia 23 de novembro, pelas 16.00 horas, na Biblioteca Municipal José Saramago.

“O livro que faltava sobre a corrupção, o chamado crime invisível”, afirma a editora Objectiva. “Olhemos a verdade de frente: Portugal tem um grave problema de corrupção”, diz o autor. Ao longo da obra são recordados casos recentes como a Operação Marquês, Face Oculta, Operação Furacão, Universo Espírito-Santo, que têm trazido a público a corrupção e os grupos de interesses instalados em Portugal. Eduardo Dâmaso alerta que, mais de 40 anos depois da viragem democrática, “pouco mudou na eficácia do combate à corrupção e aos crimes económicos a ela associados”.

“De onde nasce a corrupção? O que lhe permite alastrar-se como fogo-posto? Porque continuam impunes muitos dos seus mais vis protagonistas? E como podemos nós, cidadãos comuns, lutar para travar esta epidemia?”, são algumas questões levantadas na obra, que recorda também que “Portugal vai ignorando mais de 70% das recomendações da União Europeia para combater a corrupção”.

Eduardo Dâmaso nasceu em Odemira, em 1962. Jornalista desde 1981, é director da revista Sábado, desde abril de 2017. É também diretor-adjunto da CMTV e exerceu cargos de direção no Correio da Manhã, Diário de Notícias e Público. Trabalhou ainda no Expresso e nas agências noticiosas Anop e Lusa. Começou a carreira no jornal regional O Setubalense, passou pela Rádio Universidade de Coimbra e foi comentador de política na RTP. É autor do livro de investigação jornalística “A Invasão Spinolista”, que foi distinguido em 1996 com o prémio de reportagem Ler/Círculo de Leitores, bem como do “Portugal, que Futuro”, com Henrique Medina Carreira, em 2009.

Uma das investigações jornalísticas de Eduardo Dâmaso deu origem a um célebre acórdão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem – «Campos Dâmaso contra Portugal» – que fixou jurisprudência em matéria de prevalência do interesse público sobre o segredo de justiça e a reputação de terceiros.

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Afinal quem são os indivíduos mumificados que estão na Capela dos Ossos ?

Num estudo realizado por especialistas em Antropologia Biológica em parceria com o Laboratório HERCULES da Universidade de Évora, Teresa Fernandes, bioantropóloga, concluiu que nem todas as lendas são verdadeiras. 

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Recorrendo a métodos de estimativa do sexo e da idade à morte, à pesquisa de lesões ósseas e dentárias e à análise de isótopos estáveis de Carbono e Azoto avançou-se no conhecimento sobre quem eram e como viveram estes indivíduos mumificados da Capela dos Ossos em Évora.

A bioantropóloga Teresa Fernandes, da Universidade de Évora, revelou que as duas múmias presentes na Capela dos Ossos, junto à Igreja de S. Francisco na cidade de Évora, pertencem a “uma mulher na casa dos 30 a 50 anos e a uma criança, do sexo feminino, com não mais do 2,5 anos”.

A revelação foi feita no interior da Igreja de S. Francisco, por lotação do espaço anexo à Capela dos Ossos, durante a iniciativa Conversas com Ciência, uma iniciativa em parceria entre a Universidade de Évora e a Câmara Municipal de Évora que contempla ações de divulgação científica direcionada para diferentes públicos.

A Capela dos Ossos da Igreja de São Francisco de Évora (século XVII), sobejamente conhecida pelo seu convite ao repouso eterno: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”, alberga duas múmias cuja história está envolta em mistério.

” Temos que recuar ao ano de 1750 para encontrar documentada a presença de múmias nesta capela cujas paredes interiores foram revestidas com ossos humanos. “

Os investigadores sublinham que, no caso das populações antigas, “o estudo dos seus esqueletos fornece dados acerca da sua demografia (ratios de idade e de sexos), saúde e bem-estar, dieta, violência, parentesco e modo de vida, ou padrões de actividade”.

Para encontrar respostas e conhecer mais sobre a história destas múmias, uma equipa de investigadores avançou em 2014 com uma campanha de investigação e restauro, abrangendo um processo de limpeza, conservação e estudo paleobiológico com recurso a observação macroscópica e análise imagiológica (Raios-X e Tomografia computorizada).

Graças a esta intervenção foi possível “estimar que a múmia adulta é de uma mulher que sofreu vários problemas de saúde ao longo da sua vida”. Teresa Fernandes sublinha que “para além de várias alterações degenerativas articulares, provavelmente relacionadas com a idade” a mesma mulher “teria sérios problemas de saúde oral”, sofrendo, inclusive “um processo infecioso, ativo aquando da morte, que produziu um abcesso na raiz dos molares superiores esquerdos, e perda ante mortem de 9 dentes”.

Os resultados deste estudo permitiram ainda saber da existência de um espessamento observável em ambos os seios maxilares bem como a “existência de sinusite maxilar crónica”, sendo que a própria “conformação do colo em ambos os fémures indica que o indivíduo apresentava coxa vara bilateral”.

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