Siga-nos

Sociedade

Comércio Eletrónico na origem de mais de 18 mil reclamações

Análise do Portal da Queixa revela o drama de comprar e não receber as encomendas. Marcas não estavam preparadas para dar resposta ao aumento repentino de vendas online.

Rádio e Televisão do Sul | TDS

Publicado

em

O Portal da Queixa registou, nos primeiros cinco meses do ano, um aumento exponencial do número de reclamações no setor do Comércio Eletrónico. Entre 1 de janeiro e 31 de maio de 2020, recebeu na sua plataforma mais de 18 mil queixas, uma subida de 132% comparativamente com o período homólogo, onde se registaram 7787 reclamações.

“Análise do Portal da Queixa revela o drama de comprar e não receber as encomendas. Marcas não estavam preparadas para dar resposta ao aumento repentino de vendas online.”

A análise realizada pela equipa do Portal da Queixa, identificou também um crescimento significativo de reclamações (131%) no setor de Entregas de Correio Expresso: 8369 queixas no mesmo período de 2020, comparativamente com 3625 reclamações registadas em 2019.

“Foi curioso verificar que, nos períodos em análise, o aumento exponencial de reclamações relativas ao comércio eletrónico está perfeitamente alinhado com o mesmo crescimento no setor de entregas de correio expresso, evidenciando que o aumento das compras através de canais digitais, veio criar muitos constrangimentos em toda a cadeia de valor”, destaca Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa.

Atrasos nas entregas, encomendas extraviadas ou arremessadas para a entrada do prédio sem garantia de receção por parte do destinatário, devoluções por indicação de morada incompleta com dados corretos, compradores em casa por obrigação com encomendas devolvidas por indicação de que ninguém atendeu, são alguns dos principais motivos na origem das reclamações dirigidas às empresas de entregas de encomendas e correio expresso.

Segundo a análise do Portal da Queixa, nos primeiros cinco meses do ano, no setor do Comércio Eletrónico, a Worten é a marca que lidera o ranking das marcas com maior número de reclamações, com 1255 queixas.

Na categoria Correio e Entrega de Encomendas, as três marcas mais reclamadas são: CTT (4713), CTT Expresso (1995) e DPD (1601).

Já no segmento Supermercados Online, os três primeiros lugares da lista de reclamações são ocupados pelo: Continente (937), o El Corte Inglés (877) e o Auchan (375). O LIDL foi a marca com menos queixas (87).

Relativamente às empresas de Entregas ao Domicílio, a análise do Portal da Queixa verificou que a Uber Eats foi a marca mais reclamada com um total de 1206 queixas. No segmento Viagens e Estadias, a eDreams foi a marca que registou mais reclamações (767).

Se por um lado, a crise causada pela Covid-19 veio acentuar a necessidade dos consumidores recorrerem aos canais digitais para comprar online, por outro, esta procura massiva veio evidenciar que as marcas não estavam preparadas para dar resposta ao aumento repentino de encomendas, tendo falhado na logística e na entrega das compras aos consumidores, facto que terá criado vários constrangimentos em toda a cadeia de valor, colocando em causa a confiança e o crescimento futuro do setor.

Continuar a ler
Publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

avatar
700

Agricultura

APORMOR ‘repudia’ intenção da ministra da agricultura

Associação repudia intenção do Governo em criar uma Direção-Geral dependente do Ministério do Ambiente para a sanidade e bem-estar animal

Rádio e Televisão do Sul | TDS

Publicado

em

A APORMOR associa-se a todas as organizações que já manifestaram o repúdio pela intenção do Governo de criar uma Direção-Geral dependente do Ministério do Ambiente para o bem-estar dos animais de companhia, satisfazendo, parcialmente, uma exigência de um dos seus apoiantes, o PAN.

Dizemos parcialmente, porque este partido político exige que também os animais de produção sejam abrangidos.

“APORMOR repudia intenção do Governo de criar uma Direção-Geral dependente do Ministério do Ambiente para a sanidade e bem-estar animal”

Segundo a APORMOR em comunicado “O Mundo Rural mobilizou-se, quase em uníssono, contra esta intenção de tirar aos técnicos da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) a gestão do bem-estar animal e entregá-la aos políticos, neste caso e neste contexto a pessoas que, dizendo-se defensores dos animais e da natureza, são as que mais atentam contra as leis naturais que têm garantido, ao longo dos séculos, a coexistência entre as espécies animais, incluindo a humana.

E esta vida em comum na natureza tem tido, nas últimas décadas, o apoio indispensável da DGAV e das Direções-Gerais que a antecederam, não só na sanidade animal, mas também na aplicação de regras de bem-estar animal, que todos os produtores pecuários compreendem e acatam. “

Segundo adianta esta associação de produtores sediada em Montemor -o-Novo “Esta Direção Geral, apesar da intenção deliberada por parte da Tutela de a ir desativando, não substituindo os funcionários que se reformam, nem dotando os que restam com os meios mínimos necessários, a começar pelos transportes, para que possam cumprir a sua missão, ainda dispõe de técnicos e outros funcionários que todos os dias fazem milagres para que a saúde pública e animal sejam asseguradas, dentro das condicionantes existentes.”

Continuar a ler

Copyright © 2020 TDS - Rádio e Televisão do Sul | redação: info@televisaodosul.pt 266702926 |Comercial: dialogohabil@gmail.com Publicidade site | rádio: 917278022

error: Content is protected !!