Últimas:
Câmara de Setúbal apresenta “Caminhos de Santiago da Península de Setúbal” – TDS Radio e Televisão do Sul
Siga-nos
blank

Religião

Câmara de Setúbal apresenta “Caminhos de Santiago da Península de Setúbal”

Apresentação será dia 25 de julho

Imagem: Diocese Palmela
Ana Catarina Ventura

Publicado

em

Percurso tem 88km.

“Caminho abrange oito municípios”

Os Caminhos de Santiago da Península de Setúbal, projeto destinado à promoção e valorização dos percursos e trilhos que conduzem os peregrinos até Compostela, será apresentado a 25 de julho, em Palmela. A data da apresentação, realizada conjuntamente com a Câmara Municipal de Palmela, corresponde ao Dia de Santiago e tem lugar no Castelo de Palmela.

Setúbal, Alcácer do Sal, Barreiro, Palmela, Montemor-o-Novo e Vendas Novas são os municípios que compõem o trajeto correspondente à Península de Setúbal do Caminho Português até Santiago de Compostela

O percurso, que tem uma extensão total de 88 quilómetros, com início em Alcácer do Sal e término no Barreiro – onde é possível realizar a travessia para Lisboa -, vai passar a ter uma imagem e comunicação em comum e a disponibilizar mais informação e conforto a quem o percorre.

Em Setúbal, o caminho prolonga-se por mais de 30 quilómetros, incluindo passagens por locais históricos, como o centro da cidade, mas também, pela periferia e zonas rurais do concelho.

Artes

Concerto na igreja de S. Francisco

Evento realiza-se a 18 de julho em Évora

Ana Catarina Ventura

Publicado

em

concerto-2021-cartaz-A4
Imagem: Igreja S. Francisco

Concerto recorda musicas de Frei Francisco de São Boaventura

“Concerto começa às 18h”

No próximo dia 18 de julho, pelas 18h, o concerto “Requiem para Santa Clara” ira realizar-se na Igreja de S. Francisco, em Évora.

O programa deste concerto é maioritariamente constituído por obras do compositor Frei Francisco de São Boaventura e escritas para o Mosteiro de Santa Clara, no Porto.  Será um concerto dividido em duas partes.

Para além do interesse musical que representa a obra, composta para quatro vozes (Coro e Solistas), violinos I e II, violoncelo e órgão (baixo contínuo e obbligato), trata-se um exemplo único na história da música portuguesa, pois em todo o século XVIII não encontrámos, ainda, outro exemplo de um Requiem escrito por um compositor português.

Frei Francisco de São Boaventura foi um compositor pertencente à Ordem dos Carmelitas Calçados. Mapeando os manuscritos musicais do compositor, percebemos a importância deste músico no seio dos conventos femininos de clausura da cidade do Porto, nomeadamente do Mosteiro S. Bento de Avé-Maria e, em especial, do Convento de Santa Clara. Terá trabalhado, também, na Igreja da Misericórdia do Porto. As características estilísticas das obras apresentadas na primeira parte são exemplo da forte influência da música italiana nos compositores portugueses da época, nomeadamente da ópera. O virtuosismo vocal, a tensão dramática das frases melódicas, da harmonia e a textura da orquestração, são fruto da aprendizagem e interação com os vários músicos italianos que trabalhavam em Portugal e que se apresentavam nos serões musicais da corte e alta burguesia, assim como nos teatros de ópera.

A obra rege-se por vários contrastes dinâmicos, agógicos, e tímbricos que acompanham o gesto dramático do texto. Sendo que a sua linguagem se distancia um pouco do repertório apresentado na primeira parte, voltamos a encontrar aqui a tensão dramática das frases mas, acima de tudo, a tensão dramática das harmonias e texturas da orquestração.

 

Continuar a ler

x
error: O conteúdo está protegido!!