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Saúde

Bombeiros do distrito de Beja deixam de transportar doentes COVID-19

Reunidos os comandantes do distrito decidiram ainda não aceitar marcações via Saúde24, exigir equipamento suficiente, exigir respeito às várias entidades, testes de despistagem e listagens das moradas dos casos positivos e em isolamento.

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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A decisão foi tomada, em conjunto, pelos 15 comandantes das associações de bombeiros do baixo Alentejo.

O aviso já tinha sido feito pelo presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Beja. Mas agora a decisão está tomada.

Os 15 comandantes dizem-se ‘isolados e por sua conta e risco’. As maiores críticas vão para a ANEPC (Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil) que acusam de ‘inação’ justificado pelo facto de após mais de um mês de crise pandémica ter realizado apenas uma reunião com os bombeiros.

Num documento a que a TDS teve acesso apontam 6 pontos de que não abdicam para que voltem ao ‘funcionamento normal’ com doentes COVID-19.

E são estes:

  1. Por uma questão de racionalização dos EPI à sua disposição, garantir apenas o socorro pré-hospitalar nas condições protocoladas com o INEM, recusando todo e qualquer outro transporte de utentes / doentes relacionados com a infeção COVID-19;
  2. Declinamos a mobilização de meios dos Corpos de Bombeiros pela Saúde 24, pelo facto de não reconhecermos qualquer autoridade desta entidade para o efeito, até porque tal procedimento contraria o protocolado no Sistema Integrado de Emergência Médica;
  3. Exigir às entidades competentes, nomeadamente o INEM, ARS, ANEPC e Câmaras Municipais o apoio à aquisição e/ou fornecimento de EPI em quantidades suficientes ao cumprimento da nossa missão;
  4. Exigir a todas as entidades o respeito e a consideração pelos bombeiros, enquanto parceiro decisivo nesta crise, não bloqueando o fluxo de informação relacionada com potenciais contágios;
  5.  Exigir o cumprimento das orientações da DGS, de submeter periódica e prioritariamente os bombeiros a testes de despistagem, enquanto entidade com missão na chamada linha de frente;
  6. Solicitar aos presidentes das camaras municipais, ao comando distrital e comando nacional da ANEPC, que dirigem as Comissões de Proteção Civil ao nível respetivo, que exijam das autoridades de saúde, toda a informação pertinente ao nosso serviço, no que se refere às listagens locais das moradas dos casos positivos e em isolamento.

Na pratica os bombeiros do distrito de Beja deixam de fazer o transporte de doentes COVID-19 realizando apenas o socorro pré-hospitalar do INEM.

Os bombeiros passam a não aceitar ordens da Saúde24 já que não lhe reconhecem autoridade e exigem o fornecimento de EPI em quantidades suficientes.

Exigem igualmente que as várias entidades não venham a bloquear qualquer informação exigindo de forma prioritária testes de despistarem solicitando toda a informação sobre os doentes sinalizados como casos positivos e em isolamento.

Mapa de casos COVID-19 Alentejo-7 de abril.

Saúde

Lar de Reguengos não cumpria orientações da DGS diz auditoria da Ordem dos Médicos.

Relatório afirma que doentes foram mantidos “em circunstâncias penosas”, facilitando o crescimento do surto.

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Relatório afirma que doentes foram mantidos “em circunstâncias penosas”, facilitando o crescimento do surto.

“Morreram 18 pessoas do lar de Reguenguos de Monsaraz”

O lar não cumpria as orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS), conclui uma auditoria da Ordem dos Médicos, que aponta responsabilidades à administração.

O relatório já foi enviado ao Ministério Público, Ministério da Saúde, Direção-Geral da Saúde e à Ordem dos Advogados

A comissão de inquérito da Ordem dos Médicos diz que não era possível cumprir “o isolamento diferenciado para os infetados ou sequer o distanciamento social para os casos suspeitos”.

“Não existia, por exemplo, definição de circuitos de limpos e de sujos, o que foi feito apenas a 26 de junho, nove dias depois de ter sido confirmado o primeiro caso”, sublinha o relatório da auditoria.

A comissão conclui que “os recursos humanos foram insuficientes para a prestação de cuidados adequados no lar, mesmo antes da crise de covid-19, uma situação que se agravou com os testes positivos entre os funcionários, que os impediram de trabalhar”.

O Ministério Público tem vindo a fazer averiguações devendo abrir um inquérito ao caso.

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