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Arraiolos oferece visitas guiadas aos monumentos no Dia Mundial do Turismo

Durante o Dia Mundial do Turismo, estará também aberto ao publico o Salão Nobre do Paços do concelho

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A Câmara Municipal de Arraiolos irá assinalar o Dia Mundial do Turismo disponibilizando visitas guiadas aos espaços museológicos do concelho, no próximo dia 27 de Setembro.

No assinalar deste dia os dois espaços museológicos municipais, o Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos e o Centro Interpretativo do Mundo Rural estarão abertos ao publico das 10:00horas às 13:00horas e das 14:00 às 18:00horas, para visitas guiadas, as quais serão gratuitas, devendo efetuar marcação prévia.

Os interessados podem contactar os serviços através do telefone 266 490 254 ou através do email: turismo@cm-arraiolos.pt., preferencialmente às 10:30horas e às 15:30horas.

Durante o Dia Mundial do Turismo, estará também aberto ao publico o Salão Nobre do Paços do concelho entre as 10:00 horas e as 17:00 Horas (Quadros do pintor Arraiolense  Mestre Dordio Gomes) e em colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Arraiolos, os visitantes poderão também visitar a Igreja da Misericórdia de Arraiolos (Azulejara Século XVIII) em igual horário.

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Afinal quem são os indivíduos mumificados que estão na Capela dos Ossos ?

Num estudo realizado por especialistas em Antropologia Biológica em parceria com o Laboratório HERCULES da Universidade de Évora, Teresa Fernandes, bioantropóloga, concluiu que nem todas as lendas são verdadeiras. 

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Recorrendo a métodos de estimativa do sexo e da idade à morte, à pesquisa de lesões ósseas e dentárias e à análise de isótopos estáveis de Carbono e Azoto avançou-se no conhecimento sobre quem eram e como viveram estes indivíduos mumificados da Capela dos Ossos em Évora.

A bioantropóloga Teresa Fernandes, da Universidade de Évora, revelou que as duas múmias presentes na Capela dos Ossos, junto à Igreja de S. Francisco na cidade de Évora, pertencem a “uma mulher na casa dos 30 a 50 anos e a uma criança, do sexo feminino, com não mais do 2,5 anos”.

A revelação foi feita no interior da Igreja de S. Francisco, por lotação do espaço anexo à Capela dos Ossos, durante a iniciativa Conversas com Ciência, uma iniciativa em parceria entre a Universidade de Évora e a Câmara Municipal de Évora que contempla ações de divulgação científica direcionada para diferentes públicos.

A Capela dos Ossos da Igreja de São Francisco de Évora (século XVII), sobejamente conhecida pelo seu convite ao repouso eterno: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”, alberga duas múmias cuja história está envolta em mistério.

” Temos que recuar ao ano de 1750 para encontrar documentada a presença de múmias nesta capela cujas paredes interiores foram revestidas com ossos humanos. “

Os investigadores sublinham que, no caso das populações antigas, “o estudo dos seus esqueletos fornece dados acerca da sua demografia (ratios de idade e de sexos), saúde e bem-estar, dieta, violência, parentesco e modo de vida, ou padrões de actividade”.

Para encontrar respostas e conhecer mais sobre a história destas múmias, uma equipa de investigadores avançou em 2014 com uma campanha de investigação e restauro, abrangendo um processo de limpeza, conservação e estudo paleobiológico com recurso a observação macroscópica e análise imagiológica (Raios-X e Tomografia computorizada).

Graças a esta intervenção foi possível “estimar que a múmia adulta é de uma mulher que sofreu vários problemas de saúde ao longo da sua vida”. Teresa Fernandes sublinha que “para além de várias alterações degenerativas articulares, provavelmente relacionadas com a idade” a mesma mulher “teria sérios problemas de saúde oral”, sofrendo, inclusive “um processo infecioso, ativo aquando da morte, que produziu um abcesso na raiz dos molares superiores esquerdos, e perda ante mortem de 9 dentes”.

Os resultados deste estudo permitiram ainda saber da existência de um espessamento observável em ambos os seios maxilares bem como a “existência de sinusite maxilar crónica”, sendo que a própria “conformação do colo em ambos os fémures indica que o indivíduo apresentava coxa vara bilateral”.

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