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APORMOR ‘repudia’ intenção da ministra da agricultura

Associação repudia intenção do Governo em criar uma Direção-Geral dependente do Ministério do Ambiente para a sanidade e bem-estar animal

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A APORMOR associa-se a todas as organizações que já manifestaram o repúdio pela intenção do Governo de criar uma Direção-Geral dependente do Ministério do Ambiente para o bem-estar dos animais de companhia, satisfazendo, parcialmente, uma exigência de um dos seus apoiantes, o PAN.

Dizemos parcialmente, porque este partido político exige que também os animais de produção sejam abrangidos.

“APORMOR repudia intenção do Governo de criar uma Direção-Geral dependente do Ministério do Ambiente para a sanidade e bem-estar animal”

Segundo a APORMOR em comunicado “O Mundo Rural mobilizou-se, quase em uníssono, contra esta intenção de tirar aos técnicos da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) a gestão do bem-estar animal e entregá-la aos políticos, neste caso e neste contexto a pessoas que, dizendo-se defensores dos animais e da natureza, são as que mais atentam contra as leis naturais que têm garantido, ao longo dos séculos, a coexistência entre as espécies animais, incluindo a humana.

E esta vida em comum na natureza tem tido, nas últimas décadas, o apoio indispensável da DGAV e das Direções-Gerais que a antecederam, não só na sanidade animal, mas também na aplicação de regras de bem-estar animal, que todos os produtores pecuários compreendem e acatam. “

Segundo adianta esta associação de produtores sediada em Montemor -o-Novo “Esta Direção Geral, apesar da intenção deliberada por parte da Tutela de a ir desativando, não substituindo os funcionários que se reformam, nem dotando os que restam com os meios mínimos necessários, a começar pelos transportes, para que possam cumprir a sua missão, ainda dispõe de técnicos e outros funcionários que todos os dias fazem milagres para que a saúde pública e animal sejam asseguradas, dentro das condicionantes existentes.”

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Santiago do Cacém quer ministra a ver seca no concelho.

Ministra inaugura praia de Beja e visita Central Fotovoltaica Flutuante de Cuba Este na sexta feira.

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Foto: TDS (direitos reservados)

A Câmara Municipal de Santiago do Cacém enviou um convite à Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, para visitar a região de Campilhas e Alto Sado e inteirar-se do cenário dramático que aqui se vive devido à falta água para a rega dos 3800 ha de área beneficiada pelas duas albufeiras.

“Ministra da Agricultura está sexta feira no Alentejo.”

O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, o Presidente da Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado, Joaquim Matias Chainho, o Presidente da Associação de Orizicultores de Portugal, Carlos Parreira do Amaral, e o Presidente da AlenSado, Cooperativa Agrícola do Sado, Idálio Espada, manifestam a sua preocupação com os 1150 ha de arroz, os 950 ha de milho, os 350 ha de tomate, os 550 ha de prados e forragens, os 200 ha de hortícolas e 600 ha de outras culturas que não vão ser efetuadas, “com claro prejuízo para os agricultores e para a economia regional e nacional”, sublinha a missiva.

A carta enviada à Governante, assinada pelo Autarca em nome das entidades preocupadas com esta realidade, refere que “a dimensão do problema é grave, pois aqui incluem-se alguns sectores que asseguram a autossuficiência alimentar do País e que contrariam o défice estrutural da balança agroalimentar, por via das exportações.

Em termos regionais são mais de sete milhões de euros que deixam de vir para a região.” Reconhecendo que as ligações à Barragem do Alqueva permitem a rega de 3000 ha com água proveniente desta albufeira, com perspetivas de aumento através da nova ligação que será concretizada no próximo ano e que vai permitir regar mais 600 ha.

“Neste cenário surge um contraste gritante entre um bloco de rega que está a trabalhar em pleno, com uma enorme dinâmica e vitalidade, ao mesmo tempo que a restante área e os restantes agricultores não têm qualquer água para rega”, prossegue o convite.

Com o intuito de dar a conhecer as dificuldades que a região de Campilhas e Alto Sado está a atravessar, o Presidente da Autarquia e as restantes entidades solicitam a atenção da Ministra Maria do Céu Albuquerque para que numa visita ao terreno se possa inteirar da situação e, desta forma, contando com o apoio do Ministério da Agricultura, encontrar-se soluções para o futuro.

Álvaro Beijinha, em declarações, espera que, durante a deslocação da Ministra da Agricultura à região, seja possível “discutir medidas de apoio para estes agricultores que estão a viver uma situação complicada e a própria associação de regantes, que vive da venda da água e tem um conjunto significativo de trabalhadores, atravessa grandes dificuldades. Estas são matérias determinantes para o futuro da agricultura no nosso Concelho.”

De sublinhar que apesar de um ano em que a precipitação foi relativamente abundante em quase todo o território nacional, esta região encontra-se numa situação de escassez de água, o que é um claro reflexo dos efeitos das alterações climáticas.

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