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Património

Anta Grande do Zambujeiro em risco de colapso

Autarcas tem conhecimento da situação que se vive

Carla Correia

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A Anta Grande do Zambujeiro, situada no concelho de Évora, “encontra-se num estado bastante preocupante e em risco de colapso de toda a sua estrutura”. A afirmação foi do vice-presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses, Luís Raposo

A direção desta associação visitou recentemente o monumento, a convite da União de Freguesia de Nossa Senhora da Tourega e Guadalupe.

Segundo o responsável, trata-se de “um monumento muito especial”, que “deveria ser classificado como de interesse europeu e internacional”, porque “é a maior anta de Portugal e da Península Ibérica”.

“É um velho problema, não é de agora. Sabíamos que existia um estado de abandono e de grande degradação progressiva em que se encontra”, notou, considerando “fundamental que se tomem medidas para reforçar estruturalmente” a anta.

O presidente da união de freguesias, Joaquim Pimpão, disse que, perante a visível degradação da Anta Grande do Zambujeiro, a autarquia organizou a visita para “ter uma avaliação mais técnica” da sua situação.

O autarca frisou que a prioridade deverá passar por se estabelecer um entendimento com o proprietário do terreno onde se situa a anta, salientando que, caso contrário, torna-se “difícil haver algum investimento público” no monumento.

Património

Sábado é dia aberto no complexo arqueológico dos Perdigões

A Era Arqueologia iniciou as campanhas de escavações arqueológicas em 1997 e desde esse ano foram intervencionadas várias áreas,

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O complexo arqueológico dos Perdigões, em Reguengos de Monsaraz, vai abrir as portas no dia 20 de julho para visitas.

O povoado dos Perdigões foi classificado no início deste ano como sítio de interesse nacional, tendo-lhe sido atribuída a designação de monumento nacional.

O programa do Dia Aberto nos Perdigões inicia-se às 9h com a partida de todos os interessados desde a Praça da Liberdade para o complexo arqueológico em transporte oferecido pelo Município de Reguengos de Monsaraz. Pelas 9h30 será a visita à escavação arqueológica e às 11h ao Museu dos Perdigões.

A partir das 13h haverá um almoço neolítico/atelier de cozinha pré-histórica acompanhado por uma seleção de vinhos do Esporão, seguindo-se às 16h, na Torre do Esporão, uma palestra do arqueólogo António Valera, Diretor do Núcleo de Investigação Arqueológica da Era Arqueologia, sobre “O Recinto Pré-Histórico dos Perdigões: 20 anos a “construir” um monumento nacional”. No Dia Aberto nos Perdigões, iniciativa organizada pelo Esporão, pela Era Arqueologia e pelo Município de Reguengos de Monsaraz, todas as atividades são gratuitas, exceto o Atelier de Cerâmica Pré-histórica, que decorre às 16h30 e tem o custo de cinco euros por pessoa.

O povoado dos Perdigões situa-se a cerca de um quilómetro da cidade de Reguengos de Monsaraz e é um complexo arqueológico composto por vários recintos delimitados por grandes fossos, que inclui uma área de necrópole e um cromeleque ou recinto megalítico cerimonial definido por vários menires, ocupando uma área superior a 20 hectares. Iniciado no Neolítico Médio, há cerca de 5.500 anos, prolongou-se durante toda a Idade do Cobre e chegou ao início da Idade do Bronze, há 4.000 anos, altura em que ocorreram profundas mudanças sociais e cosmológicas que levaram ao seu abandono.

O local terá assumido desde o início um importante papel para as comunidades que habitavam aquela zona na Pré-História Recente e seria, provavelmente, um sítio aglutinador de populações de várias regiões, tal como um santuário, que aí se reuniam para a prática de cerimónias rituais, algumas delas relacionadas com o culto dos mortos e dos antepassados.

A Era Arqueologia iniciou as campanhas de escavações arqueológicas em 1997 e desde esse ano foram intervencionadas várias áreas, tendo sido descobertos sepulcros de inumações secundárias e de inumações primárias ou depósitos de restos de cremações humanas com cerca de 4.500 anos, que eram pouco comuns nessa época. Associado a estes contextos de cremações humanas, foi encontrado pela primeira vez em Portugal um conjunto de estatuetas antropomórficas em marfim, de grande naturalismo e beleza estética, que podem representar divindades, pessoas ou estatutos sociais concretos, ou grupos de identidade ou parentesco.

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