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Saúde

Alentejo com mais 638 casos de Covid-19

Alentejo com mais casos que Algarve, Açores e Madeira.

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Boletim DGS

“Alentejo com mais casos que Algarve, Açores e Madeira”

O Alentejo regista hoje mais 638 casos de covid 19.

A região fica muito à frente de Algarve, Açores e Madeira.

Só as regiões do Norte, Lisboa e Vale do Tejo e Centro registam mais casos.

Lisboa e Vale do Tejo teve 5.401 casos registados no boletim da Direção-Geral de Saúde, 39,9% do total do país.

A região, que inclui ainda parte dos distritos de Setúbal, Santarém e Leiria, fica pouco acima da região Norte, que tem 4.510 novas infeções (33,3%).

Seguem-se a região Centro (2.539), o Alentejo (638), o Algarve (355), a Madeira (78) e os Açores (23).

Em termos de mortes, foram registadas mais 16 mortes na região Alentejo.

Lisboa e Vale do Tejo teve 38,5% do total (85 em 221).

O boletim da DGS dá conta ainda de 59 mortes no Centro, 53 no Norte, 16 no Alentejo e 8 no Algarve.

Entre as 221 vítimas, há mais um mulher na casa dos 30 anos; um homem entre 40 e 49 anos; e sete homens e uma mulher na casa dos 50 anos.

Saúde

Comissão de Utentes do Litoral Alentejano diz que vacinação não está a ser eficaz.

Comissão avança com sugestões ao governo

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A Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano, tomou posição na última reunião sobre a actual situação da toma das vacinas.

“Vacinação não está a ser eficaz”

O actual sistema de vacinação para as Populações contra a Covid-19, não está a ser eficaz e em muitos casos a “conta gotas”, como recentemente afirmou o Responsável Nacional pela coordenação do processo de vacinação na última reunião do INFARMED.

Quem o afirma é a Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano.

Segundo refere “Este atraso mais uma vez se verifica devido às opções políticas do Governo no sentido de realizar uma Parceria Público-Privada, para a implementação da criação da vacina e sua aplicação aos Utentes.”

A União Europeia financiou, com recursos públicos, a produção de vacinas. Financiou a fase de investigação e desenvolvimento; financiou seguros de risco; comprou antecipadamente vacinas.

Porém, abdicou de quaisquer direitos de propriedade sobre a invenção que financiou. O ritmo de produção das vacinas é, assim, determinado pela capacidade produtiva das farmacêuticas e pela gestão que as mesmas fazem do processo, em função dos seus interesses comerciais, inclusive na resposta aos vários pedidos de aquisição.

Segundo a Comissão “Este processo de vacinação revela-se que por um lado não termos soberania para produzir publicamente esta vacina, por outro estamos dependentes da Agência Europeia do Medicamento, é um grave erro.”

A Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano, aponta algumas propostas:

– O Governo e o Ministério da Saúde sobre a aquisição de vacinas deveria e deverá no futuro diversificar a compra de vacinas, já aprovadas pela Organização Mundial de Saúde, a outros Países, não ficando dependente do contrato com a UE;

– O Governo deve também requerer a abertura das patentes, para que possam ser produzidas em território nacional e assim ter uma maior autonomia;

– O Governo deve valorizar e aumentar a produção de medicamentos no Laboratório Militar;

– Criação do Laboratório Nacional do Medicamento.

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