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Opinião

Acordemos. Ainda é tempo!

A opinião de Diogo Júlio Serra

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Quando a direita afastada do poder pela ação unida das forças de esquerda conspirava, cá e lá fora, para conseguir a vinda do “Demo” fosse através do fogo posto fosse através da reposição das mesmas “técnicas” que havia colocado nas ruas em 1975, muitos de nós (eu incluído) respondíamos com o sorriso ou com a convicção de que se o quisermos poderemos travar o caminho para o abismo e garantirmos um futuro para Portugal e para os portugueses.

Não tivemos em atenção (penso) que o fascismo derrotado há 45 anos não foi extirpado da nossa sociedade e que, na “clandestinidade” onde se refugiou foi refinando as bases conspirativas, granjeando apoios, comprando aliados, infiltrando e catequizando a direita defensora e ganhadora dos privilégios e dos capitais sugados ao povo e ao país.

Não estivemos (todos) suficientemente atentos!   

Muitos defensores da democracia política mas também do sistema capitalista e ávidos das migalhas que lhes destinavam não viram ou fecharam os olhos às consequências que adviriam das posições que iam permitindo ou mesmo operacionalizando.

E tudo começou logo no próprio dia de Revolução quando os capitães vencedores deram palco a generais anti-Abril e continuou quando em nome da “reconciliação” se abriram as portas e  os bancos aos “donos disto tudo” e fosse em nome dos interesses do grande capital, fosse pela “cegueira politica e o preconceito”, se apostou “no partir a espinha à Intersindical” em vez de, como lhes competia, garantirem o cumprimento da Constituição que alguns juraram e todos estamos obrigados a respeitar.

Os resultados estão agora aí! As corporações que alimentaram vêm agora à rua procurando tirar partido das situações que armaram. Os “arremedos” de sindicatos que criaram e mimaram (os sindicatos amarelos, os paralelos e os paralelos dos paralelos) são agora aproveitados para à margem das leis e da moral, credibilizarem no terreno as palavra de ordem de caos e tragédia que os DDT ditaram para as suas marionetas difundirem.

As falanges fascistas que alguns teimaram em não ver e que foram renomeadas em extrema-direita, agora alojadas em diversos órgãos de poder, sentem-se já suficientemente fortes para se fazerem ouvir em vários patamares da nossa sociedade e em particulares no seio das forças policiais e de segurança.

Chegados aqui a questão que se coloca, o que se nos coloca é optar se continuamos ocupados a gerir o nosso próprio umbigo ou se nos concentramos no que é preciso. Se continuamos a afirmar “No pasa nada” e fingimos não perceber os ataques que visam a destruição do Serviço Nacional de Saúde, as ações concertadas que visam a destruição de direitos e a criminalização de formas de luta de quem trabalha, o controlo ou no mínimo o condicionalismo das forças de segurança pela intervenção de comandos fascistas ou pomos mãos à obra dando combate politico e legal a quem não cumpre Abril?

Dito de outra forma e parafraseando um Revolucionário que foi primeiro-ministro de Portugal é preciso saber quem está com Abril e quem está contra Abril!

E agir em conformidade!

Opinião

Os Monges foram embora e São Bruno também. Imagem do Santo está agora na Igreja de S.Francisco.

A Opinião de Susana Nogueira (Técnica Superior da Igreja de São Francisco de Évora)

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A vida tem destas coisas: mistérios da fé, desígnios de Deus.

Sete irmãos fundaram a Ordem, com São Bruno à cabeça, sete chegaram a Évora em 1587, ficaram alojados no Paço Real de São Francisco enquanto dirigiam as obras do seu mosteiro, e sete regressaram em 1960, após o encerramento do convento determinado pelo decreto de extinção das Ordens Religiosas publicado a 30 de Maio de 1834. No seguimento destes tempos difíceis, os caminhos de franciscanos e cartusianos haviam de se cruzar uma e outra vez.

Com Santa Maria Scala Coeli votada ao abandono, foi com imensa alegria que a imagem seiscentista de São Bruno encontrou o seu lugar na igreja de São Francisco, onde esteve exposta à devoção durante 120 anos. Felizmente, o Convento da Cartuxa foi entretanto reativado pela mão de Vasco Maria Eugénio de Almeida, e a escultura do fundador devolvida à casa-mãe. Um regresso celebrado por uns e contestado por outros devido ao regime de clausura daqueles monges lhe interditarem o acesso.

São Bruno estava onde devia e o convento mantinha a essência dos longínquos anos de 1598, quando os primeiros irmãos lá se instalaram e se tornaram num verdadeiro pilar da vida contemplativa do país. Nos últimos 60 anos viveram em comunhão silenciosa e harmoniosa com a cidade, que aprendeu a acarinhar e respeitar esta comunidade, sobretudo na relação com o padre Antão López que a ninguém deixou indiferente e se tornou o rosto dos cartuxos em Évora. É pois com profundos sentimentos antagónicos que assistimos à partida dos quatro cartuxos de Évora rumo a Burgos e a Barcelona, e ao regresso de São Bruno à igreja de São Francisco, um novo ciclo que encerra um grande ciclo.

A ocasião propícia para este regresso foi a ordenação sacerdotal de Paulo Fonseca, após ter abraçado durante cinco anos o modo de vida cartusiano. O dia, 6 de Outubro, coincide com o da festa litúrgica de São Bruno. Agradecemos a anuição do Arcebispo de Évora e do prior do convento, que considerou ser justo que os Cartuxos o pedissem e é justo que a Diocese o peça. Agradecemos ainda mais ao padre Antão as preciosas informações que possibilitaram a identificação de um dos altares de São Francisco como o altar original de São Bruno, então venerado na sala do capítulo da Cartuxa. Bem haja. Nas palavras do Cónego Manuel Ferreira, pároco desta igreja, “imploro a bênção de Deus para os monges da Cartuxa Scala Coeli”.

A Opinião de Susana Nogueira (Técnica Superior da Igreja de São Francisco de Évora)

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