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Opinião

A opinião de José Palma Rita

Texto de opinião

Rádio e Televisão do Sul | TDS

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Há vários anos que me questiono e preocupo sobre estas ameaças, que são, não apenas reais como emergentes e galopantes. Mas, fico sempre na dúvida sobre o sentido da minha marcha no desfile do pelotão: os olivais e vinhas de regadio pululam no Alentejo a cada amanhecer como se a água fosse um recurso inesgotável e as espécies plantadas fossem imunes e resistentes, face às alterações climáticas que se fazem sentir…

Por outro lado, a cada Plano Estratégico de Desenvolvimento setorial, nomeadamente no turismo, vemos, ouvimos e lemos (não deveríamos ignorar, como diziam outros … em outros tempos), apenas cenários dourados, sem qualquer referência à ameaça climática, como se a mesma não fosse real ou fosse problemática apenas para as longínquas gerações futuras.

Bem … por vezes sentimos necessidade de nos remetermos ao silêncio, pois, elevar a voz da razão, só arriscaria críticas ferozes de certa (suposta elite académica) consultadoria dos estudos estratégicos para a Administração Pública que escreve o que o cliente quer ouvir e não o que deveria ser escrito, a bem das gerações futuras e do interior pobre do país, nomeadamente Alentejo e Algarve. ….

É preciso vir um indiano dizer-nos o óbvio, porque nós nos recusamos a refletir sobre a realidade, empurrando com a barriga, para os nossos filhos? Uma vergonha, a nossa irresponsável atitude. Eu próprio, me confesso.

Opinião

Saúde? É mau de mais para ser ‘Mensagem de Natal’.

A minha opinião

Amilcar Matos

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em

A mensagem de Natal do primeiro ministro teve como tema central a saúde.

Diz António Costa que “há vários problemas para resolver no Serviço Nacional de Saúde”.

Dizemos Nós pois há. 

O que se lamenta é que estando os problemas identificados, continuam a ser os mesmos, após décadas.

Mais grave é que quem agora elege a saúde como tema ‘principal’ já tenha governado um ‘valente par de anos’ e pouco tenha alterado o cenário de sempre.

Enquanto utente não aceito ver pessoas à porta do centro de saúde do bairro a partir das 5 da manhã. 

Isto sempre existiu e continua a existir.

Enquanto utente não aceito ver quem aguarda por uma cirurgia há mais de 2 anos.

Isto sempre existiu e continua a existir.

Enquanto utente não aceito doentes espalhados pelo corredor de um qualquer hospital horas e horas sem atendimento.

Isto sempre existiu e continua a existir.

Enquanto utente não aceito estar a aguardar por um médico de família nos últimos 10 anos.

Isto sempre existiu e continua a existir.

Enquanto utente não aceito ter que fazer 40kms para comprar um simples paracetamol na única farmácia que tenho de serviço no concelho.

Se tudo isto existiu nas últimas décadas que sentido tem uma mensagem de Natal a falar disto.

Prometer mais e melhor. Mas que margem de ‘crédito’ tem um qualquer político dos que tem governado para prometer o que quer que seja a 1 português na área da saúde.

Enquanto a ‘saúde’ for um antro de compadrio dificilmente haverá mais para dar. 

Enquanto uns tiverem seguros, sistemas de saúde e outros nada dificilmente teremos uma ‘saúde’ para todos.

Enquanto o ‘privado’ for um meio de ganhar dinheiro para os ‘empregados’ do ‘público’, dificilmente teremos um melhor serviço nacional de saúde.

Se sabe isto tudo porque não tem feito melhor? A falta de dinheiro não serve como resposta quando nos últimos anos se tem andado, e continua, a salvar bancos ‘duvidosos’ para salvar fortunas de amigos ‘duvidosos’.

Eleger a saúde para tema principal de uma mensagem de Natal, em 2019, é falta de saúde no ‘espírito’ e de assunto para abordar.

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